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[Infantil] O Pequeno Planeta Perdido – Ziraldo

Categoria: Infanto-Juvenil e Entretenimento, Literatura Nacional

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“O astronauta caminhou por todo o planeta e deu a volta ao mundo em menos de oitenta passos (também não tinha nem rio, nem mar, nem morro). E se vendo tão sozinho o astronauta gritou: ‘Socorro!’” Editado pela primeira vez em 1985, conta a história de um astronauta que fica sem combustível em um planeta distante. História original de Mino.

O Pequeno Planeta Perdido – Ziraldo

Tamanho: 5,25 mb | Formato: Pdf, Doc | Digitalização: Papyrus Digitais/ Toca da Coruja

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[Quadrinhos] A Volta da Graúna – Henfil

Categoria: Quadrinhos, Quadrinhos Especiais

avoltadagraunahenfil [Quadrinhos] A Volta da Graúna   Henfil

Seleção de diversas charges da personagem Graúna e seus companheiros, o cangaceiro Zeferino e o bode Orelana, sempre usando o sarcasmo e o humor negro para apontar as contradições cotidianas da política brasileira.

Conta ainda com uma introdução do filho do cartunista, além da apresentação do amigo e parceiro de Pasquim, Ziraldo (criador do Menino Maluquinho, do Pererê etc.).

“Não somos um país sério”, diz o bode Orelana, ao fim de uma das mais escrachadas piadas do livro. Talvez seja justamente por isso que o Brasil possa contar com humoristas do calibre de Henfil. Seu traço é cheio de vida, de movimento, de graça e fúria; quiçá “expressionista”, como quer Ziraldo. Alguns diriam “exagerado”, excessivamente dramático, teatral demais.

Isso é perceptível na paranóia caricata de Ubaldo ou na crueldade irreal dos Fradins. As expressões saltam imediatamente à vista do leitor, arrancando-lhe não somente o riso como também certas emoções contidas. Nisso, Henfil lembra muito Don Martin, um dos melhores cartunistas da Mad original. A comparação chega a ser inevitável.

Contudo, o brasileiro vai mais fundo. Seus traços rudimentares penetram com violência surda a consciência da nação. Tudo de Henfil parece ter urgência demais, uma necessidade inadiável de destruir o castelo de erros que era (é?) a política brasileira.

Suas charges tinham a pressa e a vontade de um furacão bem pensado. Henfil parecia ter tanta crença na importância de uma piada gráfica bem colocada que, imerso em sua missão, não deixava entrever a pessoa leve e divertida que percebemos neste livro, principalmente na figura da Graúna.

Com seus traços básicos, seu riso fácil (deboche sempre?), a pequena Graúna se sobrepõe em sua obra, uma figura feminina leve e fina, mas de forte presença; contrapondo-se ao corpulento e ingênuo Zeferino ou ao intelectualizado e cínico Orelana, numa trindade de excepcional apelo cômico.

Nota-se facilmente que a Graúna é a personagem mais humana de Henfil. Não surpreende, portanto, que (e este álbum deixa isso bem claro) suas piadas políticas funcionem tão bem, melhor ainda que com a maioria dos outros personagens.

Este é um livro necessário, embora incompleto. A exemplo de Hiroshima, meu humor, não faria nada mal se a edição fornecesse informações sobre o contexto em que foram concebidas as piadas, embora sejam efetivamente bem menos datadas que as daquele álbum. Porém, o trabalho não compromete significativamente o entendimento da obra. Percebe-se um Henfil sempre presente, em sua urgência demolidora, em sua fúria revolucionária, o sarcasmo contra os tanques.

Sentencia Ziraldo, no ótimo texto de apresentação: “Seu desenho era uma escrita”. Completa o próprio Henfil, na quarta capa: “Morro, mas meu desenho fica”. Amém, camarada. Sempre indispensável, inadiável.

Por Diego Calazans / Universo HQ

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A Volta da Graúna – Henrique de Sousa Filho (Henfil)

Tamanho: 5,08 mb

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[Dica de Leitura] A Menina das Estrelas – Ziraldo

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

meninadasestrelas [Dica de Leitura] A Menina das Estrelas   Ziraldo “Não se nasce mulher: torna-se”, afirma Simone de Beauvoir. Ziraldo também sabe disso. Escrevendo tanto sobre meninos maluquinhos, já afirmou em entrevista que seria difícil escrever sobre o universo feminino. Um universo outro. Tão cedo se faz a diferença entre os sexos. Penso que Ziraldo sabe que menina já é um pouco mulher. Nesse processo intenso de tornar-se. Não que sempre tenha sido. “Torna-se”, diz Simone. E inicia o tornar-se, quem sabe, a partir do nome. Daniela, Catarina, Beatriz. Lucia, Madalena, Maria. Maria Madalena e Maria Santa. E Pomba Gira, Joana D´arc, Dona Joana. A menininha de pés descalços e a de saltos altos precoces. Perversa, mãe, boa, amiga. Do infinito das estrelas. Na multiplicidade de um devir, de um vir-a-ser, do tornar-se muitas, transformar-se em outras.

Ziraldo sabia que seria difícil. Mas descobriu que era possível. Talvez – afirmo eu – porque universos de misturam. Planetas e Estrelas se transmutam, e o fazer-se mulher é possibilidade dos instantes todos, e não apenas dos corpos nascidos femininos. E Ziraldo, “homem feito”, transformou-se – no vácuo do instante – nas palavras de uma leitora que afirmou que as meninas eram das estrelas. A transformação se deu a partir de um encontro com jovens leitores no qual o autor comentava sobre seu livro O Menino da Lua, e e surgiu questinonamento sobre o fato de não haver meninas entre os amigos de Zélen, personagem principal da obra. As palavras da garota se fizeram verso pro livro Menina das Estrelas, que trata de mistérios, segredos e amores, numa visão feminina – reinventada a partir do olhar de Ziraldo. Um novo olhar.

Por Carla Jaia

meninadasestrelaslata [Dica de Leitura] A Menina das Estrelas   Ziraldo MENINA DAS ESTRELAS Ziraldo traça um perfil das meninas, abordando a infância e a passagem para a adolescência. O heroísmo dos pais, a cumplicidade entre amigas, o interesse pelos meninos. As ilustrações, do autor, são bastante expressivas e enriquecem as caracterizações. Para meninas compreenderem melhor seu universo. Vem numa lata e acompanha uma camiseta.

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[Quadrinhos] A Turma do Pererê – Quiproquo – Ziraldo

Categoria: Quadrinhos, Quadrinhos Especiais

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A Turma do Pererê foi lançada na revista O Cruzeiro, em 1959, e se tornou o marco do quadrinho nacional. Criada pelo cartunista Ziraldo, a coleção conta as travessuras de um grupo de amigos na Mata do Fundão. Pererê, um menino negro inspirado na figura folclórica do Saci,e seus amigos; o índio Tininim, o macaco Alan, a onça Galileu, o jabuti Moacir, a Boneca-de-Piche, a mãe Docelina vivenciam situações que estão no cotidiano das crianças, mas difíceis de tratar tanto na escola quanto em casa. Entre os assuntos abordadoscom naturalidade por Ziraldo estão saúde, ética, pluralidade cultural, preservação da natureza e drogas. Para o autor, a coleção procura ser uma nova abordagem na relação da escola com o aluno, uma extensão do aprendizado, uma inserção criança em um universo de curiosidade e emoção.

Nas histórias de Ziraldo, aprendemos também com as brigas de seus personagens. Acompanhe a discussão entre Saci-Pererê e seu desafeto, o arrogante e chato duende irlandês. Os amigos fazem mil conjecturas sobre o motivo do mau-humor de nosso herói, por quem sentem imenso carinho. Daí tanta preocupação ética. Percebe-se a velada crítica do autor quanto ao desprezo dos estrangeiros, principalmente europeus, pelo Brasil em relação ao meio ambiente, considerando tudo o que já provocaram em seu próprio continente.

A Turma do Pererê – Quiproquo – Ziraldo

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pixel [Quadrinhos] A Turma do Pererê   Quiproquo   Ziraldo