[Papo Cabeça] Manifesto Música para Baixar (MPB)

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musica para baixar [Papo Cabeça] Manifesto Música para Baixar (MPB)

É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.

Um mundo acabou. Viva o mundo novo!

O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).

Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.

Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.

Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.

O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.

O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.

Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.

O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.

O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar.

Clique aqui e assine o manifesto!

[Papo Cabeça] É tudo Free! Já está na internet o novo livro de Chris Anderson

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candersonfree [Papo Cabeça] É tudo Free! Já está na internet o novo livro de Chris Anderson

Ele já estava prometido há bastante tempo, mas agora finalmente foi lançado o livro “Free”, nova obra de Chris Anderson, autor de “A Cauda Longa“. A ideia central do livro é a de que em um futuro próximo, muitas produtos gerados pela indústria cultural (livros, inclusive) serão oferecidos de graça. O modelo de negócios já não é novidade, sendo facilmente indentificável em muitos serviços na internet. Mas o autor vai além, indicando o que vem por aí.

Como não poderia ser diferente, “Free” foi lançado também na internet inteiramente “free”, grátis. Você pode ler o livro ou ouvir o audiobook, que foi narrado pelo próprio autor. A atitude já foi largamente abordada aqui mesmo em nosso blog, em trabalhos acadêmicos e está cada vez mais presente na mídia, mas desta vez o debate promete esquentar mais. Além disso, estamos curiosos para saber como vai ficar essa política de oferecer o livro de graça em países um pouco mais caretas, como o Brasil. Será que a Editora Campus, que publicou “A Cauda Longa”, vai concordar em oferecer o livro gratuitamente, ou vai esperar que os próprios leitores se encarreguem da tarefa?

Uma coisa é certa. O lançamento de “Free” representa mais uma passo em direção a uma nova maneira de encarar o consumo de bens culturais na era da internet, causando indigestão a muitos figurões por aí,  que insistem em fazer valer seu modelo econômico por força da lei. Hoje para o consumidor estar dentro da lei,  pelo menos na indústria fonográfica, ele precisa se contentar com uma tecnologia ultrapassada e limitante, que já nem conta com o apoio dos  próprios fabricantes de aparelhos eletrônicos. Quando foi a última vez que você viu um discman?

Sabemos que o mercado editorial, tem sua próprias regras, e a situação é bastante diferente. Ainda é difícil encontrar alguém que prefira ler por meios eletrônicos, por melhores que eles sejam, e tudo indica que os livros digitais estimulem mesmo a venda de livros impressos. O papel ainda é uma tecnologia imbatível em conforto, além de possuir um valor cultural e simbólico agregado que é indiscutível. No entanto, caso as editoras continuem cegas às novas oportunidades que se abrem com o boom da internet, seu futuro pode não estar tão garantido assim.  É como diz um trecho de uma bela canção da banda Engenheiros do Hawai, que uso para fechar nossa conversa de hoje.

por Okidoki

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“Força não há capaz de enfrentar
Uma idéia cujo tempo tenha chegado
A força não é capaz de salvar
Uma idéia cujo tempo tenha passado”

[Notícias] Brasil pode ter sua própria ‘lei Sarkozy’

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Projeto de lei apresentado há 10 dias pode até desconectar internauta que baixar música ilegal; especialistas reagem
por Rodrigo Martins

bispogaatenuta200906052 [Notícias] Brasil pode ter sua própria lei Sarkozy

Na primeira vez que baixar ou compartilhar músicas ou filmes na internet, você leva uma advertência por e-mail. Na segunda, recebe outra, avisando que, se reincidir, as medidas serão mais severas. Na terceira, sua conexão com a rede é cortada por três meses. Na quarta, é obrigado a ficar desconectado por seis meses. E, se houver uma quinta, é proibido permanentemente de entrar na web.

Um projeto de lei controverso apresentado de forma discreta na Câmara dos Deputados, em Brasília, há 10 dias quer punir com a perda do acesso à rede quem for pego baixando arquivos protegidos por direitos autorais. Se o PL 5361/2009 for aprovado como está, os provedores de internet serão obrigados a ficar de olho no que o internauta faz. Se constatarem que baixa ou compartilha música, por exemplo, o usuário já será punido. Não precisa nem de ordem de juiz. O próprio provedor já teria autonomia para desplugar o usuário.

Nascido nos moldes de uma lei francesa aprovada em maio – e julgada inconstitucional na última quarta – o projeto de lei nem começou a tramitar e já causa polêmica. Especialistas em direito afirmam que permitir que provedores tenham acesso ao que internautas fazem contraria a Constituição e que o projeto se choca com a lei de direito autoral. Para o Ministério da Cultura a medida vai na contramão da tentativa de se chegar a um meio termo entre quem baixa e a indústria que quer lucrar.

O responsável pelo PL é o deputado Bispo Gê Tenuta (DEM-SP), da bancada evangélica e ligado à Igreja Renascer. Ele afirma que seu projeto não veio por pressão da indústria de entretenimento. Procuradas pelo Link, Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) e Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM), que representam gravadoras e estúdios de cinema, preferiram não conceder entrevista, mas enviaram notas por e-mail afirmando não “ter nenhum contato com o deputado”.

O parlamentar diz que o projeto nasceu por conta de um conhecido seu. “Foi um músico gospel chamado DJ Alpiste (www.myspace.com/djalpiste). Ele começou como locutor numa rádio, cresceu com a arte dele e agora que pode se desenvolver, começa a ficar tolhido porque não tem a venda que lhe assegura o crescimento por conta de cópias.”

“A indústria cultural está morrendo. Essa é uma preocupação que sempre tive”, diz Tenuta, que teve no PL 5361/2009 o seu primeiro projeto de lei na área apresentado na atual legislatura. “A ideia é proteger quem produz obras artísticas e científicas. Vai trazer (benefícios) para a indústria obviamente. Mas o foco é no produtor.”

Depois de apresentado, o projeto ainda não entrou na fila de votação, o que pode levar anos.

Não se sabe ainda se será votado só pelas comissões ou se também será em Plenário. Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), da Comissão de Ciência e Tecnologia – uma das comissões pelas quais o projeto deve passar por ter pontos inconstitucionais -, é difícil o projeto prosperar. “Deve ser barrado. Não deve nem ser votado.”

De qualquer forma, se o projeto passar na Câmara, terá de ir depois ao Senado.

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[Papo Cabeça] A Pirataria Venceu

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cabealhosuper [Papo Cabeça] A Pirataria Venceu

Reportagem por Bruno Garattoni extraída da Revista Superinteressante de Junho de 2009 pelo blog EbooksGrátis.

“Não se iluda com a condenação do Pirate Bay. A indústria do entretenimento percebeu que não adianta combater a troca ilegal de músicas e vídeos na internet. E já aposta numa estratégia radical: liberar tudo.”

Você já bastou alguma coisa pirata da internet? Pode confessar… você não é o único. No Brasil, 45% das pessoas com internet em casa têm o hábito de roubar músicas, filmes, softwares e programas de TV. Se você è um deles, talvez já tenha sabido da noticia: os criadores do Pirate Bay, o mais famoso site de downloads piratas, finalmente levaram a pior. Depois de passar os últimos anos desafiando a lei e fundar até um partido político, eles foiam multados em USS 3,6 milhões e condenados pela Justiça da Suécia, onde moram, a um ano de cadeia. No dia seguinte, os estúdios de Hollywood e as multinacionais da música festejaram a vitória como o inicio de uma nova era: a guerra contra a pirataria na internet, que se arrasta há quase 10 anos, finalmente começou a ser ganha. A farra dos downloads começou a acabar. Certo? Errado. Na verdade, aconteceu o contrário. A pirataria está maior e mais forte do que antes – tão mais forte que a indústria do entretenimento resolveu mudar de estratégia e abraçar uma proposta radical: quer parar de vender as músicas e liberar os downloads na internet. E existe uma avalanche de motivos para isso.

O Pirate Bay, por exemplo, não só não saiu do ar como sua audiência cresceu 10%. E a condenação, da qual os piratas estão recorrendo em liberdade, foi uma verdadeira bênção – pois colocou a pirataria no centro das discussões e deu um baita empurrão ao Partido Pirata (Piratpartiet). O partido, que em 2006 tentou e não conseguiu eleger um representante, agora é o 2a mais popular entre os jovens da Suécia e tem 5,1% das intenções de voto – o que em tese é suficiente para garantir uma vaga no Parlamento Europeu, que será escolhido no dia 7 de junho. Se eleitos, os piratas vão lutar para mudar as leis que regulam a troca de arquivos na internet. E há um consenso cada vez maior, entre juristas e autoridades de todo o mundo, de que elas realmente precisam ser revistas.

Pois, do jeito que são hoje, transformam qualquer um em criminoso – até mesmo o presidente dos EUA. Ao visitar a rainha Elizabeth 2º, em abril, Obama deu a ela um iPod carregado com 40 músicas (eram trilhas de musicais americanos, como Cabaret). Só que a legislação atual não só proíbe a copia de cds para a memória do iPod como também impede que as músicas baixadas legalmente da internet [em sites como o Apple iTunes Store] sejam redistribuídas a outras pessoas. Tecnicamente, o presente que Obama deu para a rainha é ilegal.

Absurdo, não? É por isso que, mesmo depois de processar 50 mil internautas, a indústria do entretenimento não consegue frear a pirataria. Está tentando criminalizar práticas que já se tornaram corriqueiras. “Cada vez mais a conduta normal está sendo reconhecida como ilegal, isso desmoraliza a lei, porque as pessoas se vêem como criminosas e começam a se acostumar à ideia”, diz Lawrence Lessig, professor de direito da Universidade Stanford, em seu livro Remix (ainda sem tradução em português). As autoridades já perceberam isso. E começaram a mudar de postura.

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[Notícias] Partido Pirata próximo de ser o terceiro maior da Suécia

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piratspartido4 [Notícias] Partido Pirata próximo de ser o terceiro maior da Suécia

Por essa as associações de proteção de direitos autorais não contavam. Mesmo com toda a pressão sobre os fundadores e administradores do Pirate Bay, a força deles (como era de se esperar) só aumenta. Até mesmo seu braço político, que antes era limitado ao underground, começa a crescer violentamente, e ameaça colocar um deputado no Parlamento Europeu.

No mesmo dia em que Pete Sunde & cia foram condenados, aparentemente uma grande vitória para os seus adversários tinha acabado de acontecer, porém o Partido Pirata Sueco recebeu mais de 1600 novas adesões às suas fileiras. E, a escalada não parou por aí e hoje os Piratas já possuem mais de 42 mil filiados, a menos de mil de se tornarem o terceiro maior partido da Suécia. O objetivo central deles, a de eleger um deputado, parece cada vez mais próximo, já que precisam de aproximadamente 100 mil votos.

De acordo com uma recente pesquisa feita no país, eles têm 51% das intenções de voto no país, o que daria um belo tapa na cara nas associações de gravadoras, e mostraria o poder político que cresce cada vez mais no site, antes nada mais que um amontoado de usuários que não queria nada mais que compartilhar torrents. E imaginar que todo esse movimento político começou com uma simples prisão de servidores do Pirate Bay pelas autoridades suecas (e em que ajudaram o governo americano, e patronos da indústria de Hollywood).

Mas, a vitória deles não para por aí. Seu movimento começa a dar início a novos Partidos Piratas pelo mundo afora, como é o caso do Espanhol, o mais novo do planeta, que se junta a partidos similares nos EUA, Alemanha, Bélgica e França. Quem sabe não seja a guerra pela liberdade de compartilhar é que não seja a grande demanda da geração atual de jovens, que cada vez mais parecem perdidos? Só o futuro confirmará isso…

Post Original do nosso parceiro: Nerds Somos Nozes

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