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[Curiosidades] Livros geram lucros anuais de R$ 140 milhões em Buenos Aires (vídeo)

Categoria: Curiosidades, Informação e Cultura

No começo do ano, o PDL fez uma visita a livrarias na Argentina e no Uruguai, mostrando um pouco dos hábitos de leitura desses países, em especial da capital da Argentina, Buenos Aires. Na cidade existe uma livraria para cada 6 mil habitantes, número superior à recomendação da Unesco, que é de uma livraria pra cada 10 mil. No Brasil, temos uma para cada 70 mil.

Nessa reportagem do programa Mundo S/A vamos conhecer mais sobre esta paixão portenha pelos livros. Quais as suas origens históricas? Como esse hábito se mantém geração após geração, movimentando mais de R$140 milhões de reais por ano?

Descubra porque Buenos Aires foi eleita capital mundial do livro em 2011 pela UNESCO, conheça a “Noite das Livrarias” – um encontro de livros e ideias promovido por 20 livrarias que ficam uma ao lado da lado uma única rua, e faça uma nova visita à Livraria Ateneu, a maior da cidade e uma das mais belas do mundo.

[Papo Cabeça] Mercado Editorial – O incerto caminho dos novos escritores até a publicação

Categoria: Informação e Cultura, Papo Cabeça

Em enquete com 60 escritores, levantamos os dilemas enfrentados por autores em busca de editoras

 [Papo Cabeça] Mercado Editorial   O incerto caminho dos novos escritores até a publicação

Anos atrás, o editor Paulo Roberto Pires presenciou uma inflamada discussão acerca do excesso de autores estreantes que as grandes editoras andariam colocando no mercado. Ele sabia que, a qualquer momento, um dos críticos poderia apontá-lo entre os culpados pelo que seria “falta de parcimônia” editorial. Como jornalista cultural, depois um dos organizadores da primeira Flip (2003) e, por fim, editor em duas das maiores casas publicadoras do País, a Planeta e a Ediouro, ele apresentou a um público mais abrangente alguns dos principais nomes da Geração 00, como João Paulo Cuenca, Joca Reiners Terron e Santiago Nazarian.

Pires não considera isso negativo. “Se um escritor é bom ou ruim, o tempo é quem diz. Era preciso sacudir o mercado naquele momento em que era enorme a diferença entre o que se editava e o que se via de interessante na internet.” O fato é que atitudes como a dele ajudaram a estimular a aceitação a novos autores. “A internet alterou o perfil do lançamento de um estreante”, avalia Vivian Wyler, gerente editorial da Rocco. “Está mais fácil ser autor agora do que quando quem badalava sua obra era visto com desconfiança, como se não tivesse a pátina correta de eruditismo. Hoje, ninguém vai criticar quem quer estar onde os leitores estão. As feiras literárias estão aí para provar.”

A exposição só não alterou o fato de que a publicação por uma grande editora marca, em geral, o momento em que tudo muda na trajetória de quem quer viver de literatura – ou se tornar uma pessoa jurídica, como diz Cristovão Tezza, que pôde parar de dar aulas e viver apenas em razão de seus livros desde que O Filho Eterno, publicado pela Record, abocanhou quase todos os prêmios literários de 2008. “É importante a recepção que o livro tem quando vem de uma grande. As pessoas olham diferente para um livro da Companhia das Letras, por exemplo”, diz Antonio Prata, que ingressou nesse olimpo literário em 2003, com As Pernas da Tia Coralina, publicado pela Objetiva.

O Sabático resolveu saber dos próprios autores qual o impacto de uma grande editora em sua carreira, como foi o caminho até ela e como se sentem a respeito numa época em que, cada vez mais, surgem boas casas de pequeno ou médio porte no País – como a 34, a Iluminuras e a Ateliê Editorial, só para ficar em três exemplos. Numa espécie de pesquisa informal, enviamos pequenos questionários a quase 70 escritores de todas as idades, dos quais 60 aceitaram participar. As questões foram feitas em cima do primeiro título lançado com distribuição nacional e grande alcance de divulgação. E que, na maior parte dos casos, não foi o primeiro que tiveram editado – Lya Luft, por exemplo, escreveu o primeiro livro 13 anos antes de chegar à Record, onde virou best-seller com As Parceiras, em 1980; Ana Miranda escreveu dois de poesias por editoras pequenas e ficou 10 anos retrabalhando o mesmo romance até enviar os originais de Boca do Inferno para a Companhia das Letras – foram mais de 200 mil exemplares desde 1989.

É claro, o caminho é bem mais rápido para quem não se dedica a outros trabalhos antes, como Lya, ou não se debruça tanto tempo sobre a mesma obra, como Ana. As duas, que estrearam em grande editora com 40 e 37 anos, respectivamente, estão acima da média de idade que os participantes da enquete tinham quando chegaram lá, 34 anos. Quase um quarto dos escritores (23%) conseguiu fechar um contrato no mesmo ano em que terminou de escrever o primeiro livro – apostas em iniciantes, como no caso dos autores editados por Paulo Pires, ajudam a engrossar esse número; prêmios literários e publicações anteriores de contos em periódicos e antologias também.

Mas um número parecido (20%) esperou mais de uma década desde as primeiras tentativas literárias até receber um convite de uma grande editora. Caso de gente como Affonso Romano de Sant’Anna (que esperou 22 anos até, aos 38, ter Poesia sobre Poesia publicado pela Imago), Cristovão Tezza (17 anos tendo obras recusadas até Traposair pela Brasiliense) e Marcelo Mirisola (15 anos escrevendo livros até ser convidado pela Record a lançar Joana a Contragosto).

Mas Mirisola, assim como Marcelino Freire e outros escritores, já era conhecido quando teve o romance editado pela maior editora do País. O reconhecimento chegou com Fátima Fez os Pés para Mostrar na Choperia, que a Estação Editorial, uma editora de médio porte, publicou em 1998. “No meu caso, não mudou nada”, diz o paulistano sobre o título que saiu pela Record. Tanto que, depois disso, voltou para uma editora média, a 34, e em breve terá um infantil (a quatro mãos com Furio Lonza) pela Barcarolla.

Indicações

Só quatro dos 60 autores (Mirisola, Ana Miranda, João Almino e Tiago Melo Andrade) disseram que recomendações feitas por outros escritores ou pessoas próximas não facilitam o caminho para um iniciante. Tirando um ou outro que preferiu não emitir opinião a respeito, a grande maioria respondeu ao Sabático que a indicação abre portas, sim – mas todos ressalvaram que apenas permite aos manuscritos uma mãozinha para chegar logo ao topo da pilha de originais. Vinte e um dos autores disseram que escreveram a convite – está certo que boa parte deles já era algo conhecida por textos em antologias, periódicos ou editoras pequenas. Outros 38 afirmaram que enviaram originais; desses, 24 conheciam o editor ou tiveram a tal recomendação, e os 14 restantes afirmaram só ter oferecido os originais nas editoras. E uma única, dentre os 60, recorreu a um agente – Ana Maria Machado, publicada pela Francisco Alves, uma das grandes em 1983. “Nos EUA, é mais comum iniciantes contratarem agentes. Por aqui é raro o autor se arriscar a pagar um agente sem a certeza da publicação; isso só costuma acontecer quando eles já estão com carreira mais estabelecida”, diz a editora Izabel Aleixo.

Por curiosidade, metade dos 38 autores que foram bem-sucedidos após enviar originais preferiram fazê-lo para uma só editora – uma espécie de ética que as casas publicadoras não exigem e que pode acabar sendo um problema para quem aspira ser editado. Luciana Villas Boas, diretora editorial da Record, por exemplo, diz que não vê mais originais em papel não solicitados. “Não há como. Se vem um e-mail, a gente até se situa. Se achar que a carta está bem feita e que existe um mínimo de potencial, vai para leitura. Recebo uns 25 emails por mês, sem falar nos que recebem todos os outros editores, e uma quantidade absurda de papel que não serve para nada.”

Vivian Wyler, gerente editorial da Rocco, diz que passam de 150 os originais que chegam por mês à editora. A Rocco não veta os que chegam em papel, mas exige que todos venham gravados em CD – se o autor quiser mandar a impressão em anexo, fica por conta dele. “E, vou te dizer uma coisa, 98% dos livros. logo nas primeiras páginas, senão na carta de apresentação, você vê que não é um livro de verdade. Não falo nem de regras gramaticais, e sim de um mínimo de estilo, de consciência literária”, diz Izabel Aleixo, ex-diretora editorial da Nova Fronteira, que acaba de assumir cargo na Paz e Terra. Isso faz com que bons livros se percam na montanha de aspirações literárias. E é aí que entra a recomendação. Não porque vá privilegiar alguém, mas porque permite a triagem.

Mas nem todos são adeptos da fidelidade. Elvira Vigna, ao terminar O Assassinato de Bebê Martê, abriu um catálogo do Snel (sindicato dos editores) e mandou uma cópia do romance a cada editora cujos nome reconheceu. Em menos de um mês, recebeu a resposta de uma das melhores do País, a Companhia das Letras. Nelson de Oliveira também mandou seus contos de estreia para cerca de 20 editoras, mas precisou esperar oito anos, ganhar um prêmio, o Casa de Las Americas, e ser recomendado por um dos jurados, Rubem Fonseca, para publicar pela mesma casa Naquela Época Tínhamos um Gato>. Hoje, voltou a publicar por pequenas editoras: “Não há mais muita diferença. Em geral, as pequenas se profissionalizaram.” Ignácio de Loyola Brandão, que mandou cópias de seu Depois do Sol para 13 editoras, recebeu cartas padrões de quase todas e uma que não esqueceu, da Civilização Brasileira: “O autor escreve como quem mija.” “Achei até que era elogio, mijar é um ato natural”, conta. Acabou sendo publicado logo pela Brasiliense – e o editor Caio Graco, lembra Ignácio, aceitou a obra sem nem fazer reparos de edição.

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Autores falam sobre o primeiro livro

“Já na Ateliê (de médio porte), com o Angu de Sangue, em 2000, minha vida literária mudou. Fui bastante resenhado, divulgado. Não sou desses que ficam com a bunda na cadeira, reclamando de editor”

Marcelino Freire

“As pessoas olham diferente para um livro da Companhia das Letras, por exemplo. Se fica mais fácil? Creio que sim. Mas não acho que no Brasil publicar seja problema. Isso é fácil. Difícil é vender”

Antonio Prata

“Aprendi que as pessoas não querem palpite nem sugestões, querem endosso e apadrinhamento. Qualquer restrição ou dica, por mínima que seja, é vista como ofensa e se ganha um desafeto”

Ana Maria Machado

“A passagem da Revan (de pequeno porte) para a Nova Fronteira não significou nada. Meu desempenho de público até piorou. Tanto que a Nova Fronteira não quis um segundo livro meu”

Alberto Mussa

“Aquele era o meu livro, era o livro possível, e se o editor fosse mais invasivo a obra não seria tão autêntica. Prefiro caminhar com as minhas próprias pernas e aprender com os meus próprios erros”

Adriana Lisboa

“A gente também passa a fazer outros trabalhos: textos de prosa e ficção para jornais, orelhas de livros, palestras. Para isso, é imprescindível ser publicado por uma grande editora, é evidente”

Cintia Moscovich

“Editoras grandes ajudam sobretudo em distribuição e divulgação, mas é precipitado dizer que necessariamente trazem mais público. Nada impede que isso seja alcançado em publicação independente”

Daniel Galera

“Quem leu (o primeiro livro que escrevi) achou péssimo e tive de concordar antes de enviar a qualquer editora. Mas todo livro é o primeiro. Já tive livros recusados depois de publicar o primeiro”

Bernardo Carvalho

“(A indicação) facilita o acesso à editora, mas não garante a publicação. É lenda achar que, por conhecer o autor ou ser amigo de alguém de seu círculo, o editor vai publicar o livro”

Cristovão Tezza

Fonte: Estadão

[Papo Cabeça] Temos a oportunidade histórica de devolver ao direito autoral sua atribuição original

Categoria: Informação e Cultura, Papo Cabeça

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De tão precisa e cartesiana, a teoria defendida pelo historiador Pablo Ortellado (Gpopai-USP) causa estranhamento. Durante o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, ele procura provar com números e relações/deduções inteligentes que o direito autoral não faria sentido no contexto da produção/consumo de livros no Brasil.

É simples de entender, na verdade. Para Ortellado, a “missão pública” do direito autoral foi subordinada aos interesses econômicos. “Com a tecnologia e a internet, temos a oportunidade histórica de colocar o direito autoral no seu lugar original, de promover a criação e o reembolso justo dos criadores”, diz.

Acompanhe a argumentação:

- 70% do mercado de livros no Brasil é educacional (livros didáticos ou técnico-cientificos), visto que o país tem baixa taxa de leitura e alta taxa de analfabetismo. Por isso, a leitura se concentra em locais compulsórios, como escolas e universidades.

- Mas 85% dos estudantes comprometeriam toda a renda familiar se fossem adquirir os livros requeridos na bibliografia básica dos cursos por um ano.

- 30% da bibliografia utilizada nos cursos são livros esgotados no mercado. Portanto, os estudantes ou não têm o livro porque ele não está no mercado ou porque é caro.

- Nos últimos 10 anos, o número de vagas no ensino superior brasileiro aumentou 238%, mas a produção e venda de livros técnico-científicos ficou estagnada. Tradução: mais gente está na faculdade, depois de políticas de incentivo como o ProUni, mas os novos estudantes não podem comprar livros.

A presença do Estado neste setor é bastante significativa:

1 – paga salários a cientistas e financia a pesquisa
2 – dá imunidade tributária e incentivos a empresas editoras
3 – mantém editoras públicas, com recursos que seriam das universidades
4 – compra 30% do mercado editorial para distribuir os livros na rede pública de ensino

Sobre cada um dos pontos:

1- de 26% a 86% dos autores de livros estavam trabalhando em setor público com dedicação integral quando escreveram o livro. O livro foi um subproduto desses funcionários públicos, que faziam isso em horas vagas. Além disso, 92% do financiamento da pesquisa acadêmica no país tem origem em fundos públicos (agências de fomento à pesquisa científica). Conclusão: quase todos os conteúdos são fruto de investimento público direto.

2- A isenção do setor livreiro de impostos faz com que deixe de se arrecadar mais de R$ 1 bilhão, algo equivalente ao orçamento de todo o Ministério da Cultura.

3- As editoras públicas não têm um modelo de gestão em que algum lucro é previsto, para reinvestimento, como no caso da Petrobras. É tudo integralmente subsidiado pelo governo nesse cenário.

- Por isso, a conclusão: se há financiamento público maciço em toda a cadeia, por que falar em direito autoral? “É um salário duplo”, afirma.

- Ainda mais pensando que a produção anual média no melhor departamento de sociologia do país (escolhido de propósito como modelo) é de apenas um livro completo publicado, fora alguas coletâneas de artigos. Média: dois capítulos por professor por ano. Salário do professor universitario: R$ 9.500 em média. Direito autoral sobre as obras produzidas: R$ 100. “É absolutamente irrelevante. Isso porque geralmente o professor nem recebe o direito autoral,,  prefere receber em livros.”

- Se é um setor altamente subsidiado pelos governos, como dizer que há prejuizo ao setor de livros com pirataria e xerox? A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) divulga que 2 bilhões de cópias não autorizadas são feitas no Brasil por ano, o que gera R$ 400 milhões de prejuizo e R$ 60 milhões de impostos não arrecadados ao governo. “Mas essa pesquisa, se sequer foi feita, nunca é apresentada, divulgada de forma aberta, não se sabe a metodologia”, diz Ortellado.

“Um setor com tanto subsídio precisa dar um retorno à sociedade. Precisa levar à sociedade o retorno e o interesse público da ciência, que está hoje subjugado ao interesse econômico dos direitos autorais”, é a conclusão do professor Pablo Ortellado. Ele faz a afirmação final e é aplaudido.

Por Lucas Pretti

[Notícia] Está fácil publicar um livro

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

publiqueseulivro [Notícia] Está fácil publicar um livro

Matéria extraída da Revista Isto É, 10 de Junho de 2009

O site Clube de Autores permite a qualquer pessoa lançar e distribuir o seu livro sem nenhum custo

Em apenas quatro meses, cerca de 600 brasileiros com os mais diferentes interesses publicaram livros, disponibilizaram-nos numa vitrine eletrônica e os comercializaram pela internet. Aqueles que conseguiram uma boa margem de venda ainda ganharam direitos autorais. Entre esses novos autores há médicos, professores, radialistas e juízes, entre outros profissionais, que sonhavam em publicar algo, mas não acreditavam que conseguissem fora de uma editora convencional. A ferramenta eletrônica que vem atraindo esse público chama-se Clube de Autores e foi criada por Ricardo Almeida e Índio Brasileiro Guerra Neto, respectivamente diretor-geral e sócio-diretor da empresa de planejamento estratégico I-Group. “A tiragem mínima adotada pelas editoras eleva o custo para o escritor e impossibilita a publicação de iniciantes”, diz Guerra Neto. No clube isso não existe.

Segundo a Câmara Brasileira do Livro são lançados todos os meses dois mil títulos. Esse patamar vem caindo e um movimento oposto se dá em relação às vendas: o seu volume aumentou 10,46% em 2008, de acordo com a Associação Nacional das Livrarias. Em meio à aparente contradição, os resultados obtidos pelo Clube de Autores sinaliza um cenário animador: 400 livros já foram impressos desde fevereiro. Para quem quiser se tornar sócio do clube o primeiro passo é entrar no site www.clubedeautores.com.br e fazer o upload do seu arquivo pessoal onde está o texto – cada obra deve ter no mínimo 40 páginas.

i119637 [Notícia] Está fácil publicar um livro O autor escolhe o preço. Toda vez que somar R$ 300 em venda, ele recebe a quantia como direito autoral. O site se mantém embutindo no preço de capa uma taxa administrativa. Assim, quem a paga é o comprador.

Entre os escritores está a professora e radialista paulistana Monika Picanço. Ela é uma das mais bem-sucedidas do clube.

“Trata-se de uma ideia inovadora. O clube dá ao autor uma grande visibilidade e não temos que desembolsar nada”, diz. Um amigo de Monika, o médico Alfredo Toledo e Souza, ficou tão motivado que já lançou dois títulos a partir de escritos que estavam engavetados há anos. No site encontra-se todo tipo de literatura. Há poesia, autoajuda, livros técnicos, estudos de filosofia e até TCCs (trabalho de conclusão de curso).

“Todos têm uma história para contar. Compartilhá-la ajuda no fomento à cultura e esse é o nosso objetivo”, diz Almeida. Os acessos ao site vêm de todo o Brasil. Moradora de João Pessoa, na Paraíba, a juíza Renata Miranda Santos descobriu o Clube de Autores navegando na internet. Ela procurava uma forma prática de publicar uma obra para candidatos em concursos na área da Justiça do Trabalho. Encontrou o clube e decidiu experimentá-lo. Deu tão certo que passou a receber direito autoral.

“Todos têm uma história para contar. Compartilhá-la ajuda no fomento à cultura e esse é o nosso objetivo”, diz Almeida. Os acessos ao site vêm de todo o Brasil. Moradora de João Pessoa, na Paraíba, a juíza Renata Miranda Santos descobriu o Clube de Autores navegando na internet. Ela procurava uma forma prática de publicar uma obra para candidatos em concursos na área da Justiça do Trabalho. Encontrou o clube e decidiu experimentá-lo. Deu tão certo que passou a receber direito autoral.

Tudo isso com alguns poucos cliques.

por Natália Rangel

[Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

Categoria: Administração e Negócios, Ciências Políticas e Sociais, Comunicação, Técnicos e Científicos

economiacadeiaprodutiva [Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro   Fábio Sá Earp e George Kornis

Este trabalho, realizado entre março e outubro de 2004, reúne informações básicas acerca da economia da cadeia produtiva do livro no Brasil e no exterior. Ele resulta de uma encomenda feira pelo BNDES ao Grupo de Pesquisa em Economia do Entretenimento da UFRJ, que alocou seus pesquisadores e consultores no desenvolvimento desse trabalho.

O interesse suscitado pela pesquisa pode ser explicado por duas vertentes. A primeira tem sua origem na ausência de análises econômicas com forte base estatística acerca do assunto no Brasil. Uma conseqüência desse fato é o desconhecimento da profundidade da crise que afeta as vendas de livros neste país por muitos percebida porém ainda não mensurada. A segunda causa é a precariedade das comparações entre a situação do Brasil e a do resto do mundo, o que contrasta com a literatura encontrada em outros campos da economia industrial.

O primeiro capítulo trata da questão fundamental da economia do livro: a imensa diversidade da oferta de títulos e a dispersão dos leitores possivelmente interessados em cada um. A partir daí se esboça uma aplicação das categorias da economia industrial às condições de operação das firmas que produzem, distribuem e comercializam livros.

O segundo capítulo apresenta dados acerca da economia do livro no Brasil. Aí estão panoramas da edição, da indústria gráfica e de suas relações com as editoras, da distribuição, das livrarias, das vendas porta-a-porta e das bibliotecas. Para finalizar apresenta-se um modelo elementar que elaboramos para estimativa da receita total gerada pela cadeia produtiva do livro.

O terceiro capítulo apresenta dados sobre a economia do livro em outros países. Em uma primeira parte aparecem sucessivamente informações sobre o volume de vendas nos maiores mercados, a difusão dos livros e seu preço com destaque para os índices que criamos para medir a difusão do consumo do produto na população, o papel das compras institucionais, a distribuição, os problemas da cadeia produtiva e as grandes firmas internacionais. Ainda nesse capítulo, em uma segunda parte são apresentadas as principais políticas de apoio ao livro, como a taxação, as políticas de preço único, a questão dos direitos autorais e da pirataria e as políticas para o fomento do livro aplicadas em países selecionados: Estados Unidos, França, Canadá, Alemanha, Espanha e Índia.

No Anexo apresentamos uma análise sobre uma questão que não tivemos oportunidade de examinar separadamente em cada um dos países estudados, mas que não podemos deixar de lado: as novas tecnologias e seu impacto sobre a economia do livro.

A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

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pixel [Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro   Fábio Sá Earp e George Kornis

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