[Curiosidades] Como seria o Facebook do Bentinho, de Dom Casmurro?

Categoria: Curiosidades, Humor, Informação e Cultura

Em tempos de redes sociais, até os personagens mais clássicos da literatura estão correndo para se adaptar. Ilustração de Beatriz Carvalho.

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[Cinema] Júlio Bressane leva Machado de Assis à telona

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ervadoratojpg [Cinema] Júlio Bressane leva Machado de Assis à telona

VENEZA – O cineasta Júlio Bressane, símbolo do cinema independente brasileiro, volta ao universo literário de Machado de Assis para reavivar a repulsa das pessoas a ratos e esqueletos no filme “A Erva do Rato”, apresentado hoje no Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Apresentado na seção Horizonte, “A Erva do Rato” é um filme exigente, apreciado após ser visto e que faz o público sofrer durante a exibição. Em entrevista coletiva, Bressane explicou que “não é uma adaptação de Machado de Assis, mas é uma tradução em imagens de seu espírito”.

A base literária do roteiro são dois contos do escritor, “Um esqueleto” e “A causa secreta”. Apesar disso, ”há poucas linhas deles no filme”, afirma Bressane, embora tenham sido feitas várias referências a ratos e os esqueletos, “as duas coisas que, em toda a história da arte e do homem, sempre provocaram repulsa”. Este “jogo semiótico” é protagonizado por Selton Mello e Alessandra Negrini, com quem o diretor já trabalhou em “Cleópatra” (2007).

O filme tem uma primeira máscara, nas palavras de Bressane: a literária. Com ela, é possível recuperar a qualidade de Machado de Assis (1839-1908) para “reinventar a língua portuguesa, com novas linhas formais e estruturas”, que resultam em uma narrativa cinematográfica insólita.

“A Erva do Rato” – o único veneno que não tem antídoto, segundo o filme –, começa em um cemitério no qual duas pessoas, cujos nomes são apenas Ele e Ela, se conhecem e são condenadas a ficarem juntas para sempre. A mulher se submeterá a partir de então ao homem na dura tarefa de transcrever as histórias que lhe conta e que encherão centenas de cadernos que consumirão sua energia.

A palavra protagoniza “A Erva do Rato” à primeira vista, mas “após esta primeira máscara há outra: a luz”, diz o diretor. Desta forma, as referências pictóricas aparecem ao redor da pintura de Edouard Manet (1832-1883) e, especialmente, do quadro “O almoço sobre a relva”, que impulsionou o Impressionismo, apesar de seu autor renegar o termo. “Fala da percepção e do desenvolvimento da luz. A luz é um processo químico e está antes dos atores e das cenas”, disse.

Julio Bressane, que é co-editor do filme junto com Rosa Dias, começou sua carreira em 1966 com o curta “Lima Barreto – Trajetória” e logo surgiu como um dos protagonistas do Cinema Novo brasileiro, onde desenvolveu uma carreira marcada por uma linguagem experimental, ritmo pausado e clara tendência estética.

Em 1985, realizou uma adaptação de Machado de Assis chamada “Brás Cubas”. Entre seus últimos títulos se destacam “Miramar” (1997) e “Dias de Nietzsche em Turim” (2001).

Fonte: Último Segundo

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[Notícias] Mocidade Independente faz homenagem a Machado de Assis e Guimarães Rosa

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A escola detentora de cinco títulos veio com cerca de 4.000 componentes em 36 alas e oito carros alegóricos.

A comissão de frente da escola veio representando os imortais da Academia Brasileira de Letras, além de serem os guardiões da estrela-guia da Mocidade, representada no carro abre-alas. Os componentes usavam livros durante a apresentação, interagindo com uma biblioteca, acoplada na parte de baixo do primeiro carro. As fantasias, em verde-escuro com detalhes dourados, eram muito semelhantes aos fardões dos acadêmicos da ABL. Os componentes também representavam a tradicional cerimônia do chá dos imortais.

Marcela Vianna, destaque na alegoria de abertura, pintou o cabelo de verde para combinar com as cores exibidas pela escola durante a sua apresentação, que ocorreu a 15 metros do chão em uma grua. Foram usados mil metros de aros de neon que compunham o carro, com 80 homens representando anjos dentro de flores copo de leite.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Raphael Rodrigues e Marcella Alves desfilou com fantasias em tom de dourado com muitas plumas marrons. O vestido da porta-bandeira pesava 40 quilos.

“Flores para Literatura” foi o nome dado para a ala das baianas, que jogavam pétalas de rosa para o público. O amarelo predominava nas fantasias, em um arranjo farto de plumas, complementadas pelo vestido em branco e dourado.

O segundo carro, “Machado de Assis – Sua Vida em Verso e Prosa” retratou momentos da vida do escritor. O terceiro carro “O Cronista e o Literato, Obras Machadianas”, trouxe o Bruxo do Cosme Velho, com referência ao hábito do escritor de queimar papéis velhos em um caldeirão. A grande alegoria de nove metros de altura possuía um rosto que se abria em uma máscara dividida ao meio.

Na ala “Contos Romances e Poesias” veio com fantasias em preto e branco” trazendo notas musicais.

O carro “ABL Clube Literário Beethoven Teatro e Música – O Sarau” fez referência ao clube frequentado por Machado de Assis, onde o escritor tinha o hábito de dançar o minueto.

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O carro “Nasce o Novo Sol da Literatura – Rosa dos Ventos, Rosa de Minas, Guimarães Rosa” deu início a homenagem ao escritor mineiro. A alegoria cor-de-rosa, trazia um grande livro aberto à frente, além de cata-ventos dourados e bandeiras do estado de Minas Gerais.

Guimarães Rosa acreditava em forças ocultas e era muito místico, o que aparece representado na ala “Feiticeiro Superstição e Misticismo”, onde os componentes apareciam fantasiados de preto, com cabeças de águia e muitas penas marrons. Foi seguida pela a ala “Ciganos”

Ala “Utopia O Crocodilo no Rio São Francisco” representava o animal nos delírios de Guimarães Rosa, querendo ser um crocodilo para mergulhar nas águas do rio e descobrir os mistérios da alma. Os componentes vinham com o animal preso às costas.

O carro “Guimarães Rosa: Superstição e Misticismo” veio com um grande crocodilo à frente. No centro, uma alegoria com o rosto do escritor se abria e fechava se revezando com a imagem do carcará, um pássaro do sertão.

Na ala “O Conto da Onça” é representava um conto de Guimarães onde um caçador se embriaga e conta histórias para um viajante. As fantasias traziam onças e cactus.

O sétimo carro representou o livro “Grande Sertão Veredas”, tendo à frente uma alegoria com um rosto e tronco de homem misturado ao corpo de um escorpião.

“Estrelas em Poesia” foi o último carro que trouxe para o Carnaval a imagem do pierrô, da colombina e do arlequim, em tom predominantemente verde. Nas laterais da alegoria, plasmas mostravam as imagens de Machado e Guimarães dentro de estrelas.

04mocidadef062 [Notícias] Mocidade Independente faz homenagem a Machado de Assis e Guimarães Rosa

Samba Enredo

Mocidade apresenta: Clube Literário – Machado de Assis e Guimarães Rosa… Estrela em Poesia!

A Mocidade Independente faz uma grande homenagem aos 100 anos dos escritores brasileiros Machado de Assis e Guimarães Rosa. A escola fala da emoção, da magia da poesia e das palavras que tocam a alma.

Leia a íntegra

Reluzente, estrela de um encontro divinal
Risca o céu em poesias
Traz a magia pra reger meu carnaval
Despertam das páginas do tempo
Romances, personagens, sentimentos…
Machado de Assis que fez da vida sua inspiração
Um literato iluminado
As obras, um destino a superação
Nos olhos da arte, reflete o legado
Do gênio imortal, do bruxo amado
Que deu ao jornal, um tom verdadeiro
Apaixonado pelo Rio de Janeiro

A canção do meu sarau, te faz sonhar
A emoção vai te levar
A estrela adormece, na paz do amor
Abençoado um novo sol brilhou

O vento traz Rosa de Minas
Rosa do mundo pra te encantar
Palavras que tocam a alma
Fascinam e tem poder de curar
Pelas veredas do sertão, a fé, o povo em oração
Pedindo a santa em romaria, pra chover em nosso chão
Mistérios na vida desse escritor
Revelam histórias de um sonhador
Brasil de tantas artes, nas letras sedução
Herança em cada coração

Mocidade, a sua estrela sempre vai brilhar
Um show de poesia, em nossa Academia
Saudade em verso e prosa vai ficar

[Infanto-Juvenil] O Mistério da Casa Verde – Moacyr Sclyar (Coleção Descobrindo os clássicos)

Categoria: Infanto-Juvenil e Entretenimento, Literatura Nacional

imagemml5 [Infanto Juvenil] O Mistério da Casa Verde   Moacyr Sclyar (Coleção Descobrindo os clássicos)
Uma leitura de O Alienista, de Machado de Assis
Ao resolver transformar em clube a Casa Verde, um casarão abandonado que abrigara um antigo hospício da cidade de Itaguaí, Arturzinho e seus amigos vão topar com um grande mistério. Para resolvê-lo, a turma acaba recorrendo à leitura de 0 alienista, livro de Machado de Assis, inspirado em fatos sucedidos na própria Casa Verde, muitos anos antes. Mas como é que um livro publicado em 1882 pode ajudar a compreender um mistério do presente? É o que os rapazes vão descobrir ao longo de uma história em que não faltam suspense, ação, amor e aventura. Em O mistério da Casa Verde, um enredo original e vibrante leva o leitor atual a conhecer um dos maiores clássicos da literatura brasileira.

O Mistério da Casa Verde – Moacyr Sclyar (Coleção Descobrindo os clássicos)

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[Quadrinhos] A Cartomante – Machado de Assis – em quadrinhos!

Categoria: Literatura Nacional, Livros Quadrinizados, Quadrinhos, Quadrinhos Especiais, Romances Nacionais

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A cartomante é a história de um triângulo amoroso. Depois de anos de distância, Vilela reencontra o amigo Camilo e apresenta-lhe sua esposa, Rita. Paixão, traição e adultério fazem parte desta trama, que tem uma cartomante como personagem-chave, selando o destino dos três.

O conto, publicado originalmente em 1884, traz a marca da fina ironia de Machado de Assis e de seu olhar astuto sobre a sociedade carioca. Esta versão em quadrinhos, com desenhos em aquarela do jovem designer Flavio Pessoa, é uma adaptação fiel ao espírito do original.

Fotos de Marc Ferrez e Augusto Malta ajudam a recriar o Rio de Janeiro do fim do século XIX e inserem o leitor no mundo de Machado de Assis.

A adaptação é de Flavio Pessoa e Maurício O. Dias.

A Cartomante – Machado de Assis

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