[Curiosidades] Revolucionário dispositivo para leitura

Postado por: PDL  /  Category: Curiosidades, Informação e Cultura

Em tempos de Kindles, Ipads e revolucionários aparatos tecnológicos para leitura, quando se discute até mesmo o fim do livro impresso, vale este pequeno resgate para falar de uma das maiores invenções da humanidade. O texto foi escrito pelo Millor em 2001 e o vídeo, mais recente, é uma interpretação do mesmo, só que em espanhol (legendas em português).

HighTech -  Millor Fernandes

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. E tão fácil de usar que ate uma criança pode opera-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e são capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantém automaticamente em sua seqüência correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA – Tecnologia do Papel Opaco permite que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade! Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. E que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso porem os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima pagina. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo. O comando “browse” permite acessar qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na ultima utilização mesmo que ele esteja fechado. O compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração. Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de pagina, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O., através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar de um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.

Contribuição de lucas, no Fórum PDL

[Curiosidades] PDL visita livrarias no Uruguai e na Argentina

Postado por: PDL  /  Category: Curiosidades, Informação e Cultura

Janeiro é o mês de aniversário do PDL, e também aquele que a gente escolhe para dar uma descansadinha. Enquanto boa parte da equipe está de férias, acabamos aproveitando nossa viagem à Argentina e Uruguai para fazer uma das coisas que mais gostamos: visitar livrarias.

Muitos já ouviram que só em Buenos Aires há mais livrarias que em todo o Brasil. Constatar isso não foi surpresa. Surpresa foi chegar ao Uruguai, um dos países mais despovoados da América Latina, e encontrar bancas, sebos e livrarias em cada esquina. A economia do país é quase agrária, mas a população possui um nível educacional altíssimo.  Nos parques e praças, os livros tem presença obrigatória. Aliás, quem conhece o Uruguai não pode deixar de conhecer os Uruguaios, prestativos, atenciosos, gentis.

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Acho que nossos hermanos descobriram mais cedo que uma boa livraria deve ter um bom café, além de agradáveis espaços para relaxar e ler à vontade. Nesta elegante livraria (foto acima) que fica próxima ao famoso Mercado del Puerto, encontramos um bar no andar superior, com vista para a rua. Já na Puro Verso (foto abaixo), que fica na principal avenida de Montevidéo, encontramos um acervo imenso, em um prédio mais rústico. Ela também tem um sebo, mas essa parte é um tanto caótica.

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Infelizmente, continuamos subestimando o mercado editorial uruguaio. Naquela livraria elegante encontrei em uma pilha de edições de Dom Quixote o livro “Cervantes y el Quijote“, de Jorge Luis Borges. Borges é sem dúvida o expoente máximo da literatura argentina, e era absolutamente fascinado pelo Quixote. Como eu. A obra é uma coleção de textos do autor sobre o cavaleiro da triste figura, e eu, tonto que sou, pensei em deixar para comprar na Argentina, para não carregar peso à toa. Só que não achei na Argentina, e não existe no Brasil.

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Vista frontal e traseira do salão principal da El Ateneu Grand Splendid

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Seguimos para Buenos Aires, capital das livrarias. Tinhamos como parada certa a El Ateneu Grand Splendid, que, de fato, é explêndida. Ela é incrível porque foi montada em um antigo teatro, cujo espaço “para relaxar e ler à vontade” que mencionei é justamente o palco. Um informativo no interior da loja anuncia que em 2008 o jornal britânico The Guardian publicou um ranking das 10 melhores livrarias do mundo, tendo a El Ateneu Grand Splendid ficado com a segunda posição. Como contraponto, achei que pelas dimensões do espaço deveria haver mais atendentes, e os que já estão por lá poderiam ser um pouco mais atenciosos. Saí de lá sem comprar nada, mas logo ao lado já tinha outra, e outra…

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No Brasil, é trivial reclamar nos preços dos livros. Nos lugares que visitamos, os preços  realmente são mais baixos, mas nem tanto assim. Alguns bestsellers podem até ter preços melhores aqui. O que nos salvou foram as edições de bolso, compramos algumas jóias da literatura hispânica por poucos pesos. Já o caso das revistas foi diferente. Compramos uma edição da “Muy Interesante”, versão da nossa Superinteressante, por apenas 9.60 pesos, que no câmbio atual dá menos de 5 reais. Nada mal já que aqui ela custa mais que o dobro.

No fim das contas, a mala acabou mesmo voltando mais pesada. Deixamos, a título de curiosidade, nossa lista de aquisições, e mais algumas fotos da relação de nossos hermanos com os livros. Vamos sentir saudades.

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Jovens lendo em Colônia do Sacramento, Uruguai

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Painel em uma das ruas de Colônia do Sacramento, Uruguai

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Argentinos, livros e melancia. Parque Rosedal, Buenos Aires.

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O Quixote, finalmente! Calle Caminito, La Boca, Buenos Aires

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Mafalda, linda. San Telmo, Buenos Aires.

Lista de livros comprados:

Dormir al sol – Adolfo Bioy Casares – $15 pesos
El oro de los tigres – Jorge Luis Borges – $15 pesos
Ficciones – Jorge Luis Borges – $30 pesos
Intimate Frida – Isolda P. kahlo – $75 pesos
El reino del Dragón de Oro – Isabel Alende $29 pesos
Toda Mafalda – Quino – $165 pesos
Del Amor y otros Demonios – Gabriel Garcia Marquez – $35 pesos

[Notícias] Famílias brasileiras gastam R$ 11 por ano com livros não didáticos

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Notícias

Pesquisa comparou despesas com leitura a itens como celular e TV. Percentual gasto com livros aumenta conforme a renda familiar.

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As famílias brasileiras gastam, em média, R$ 11 por ano com livros não didáticos. O valor é bem menor do que a despesa com revistas (R$ 42) e jornais (R$ 17). Na verdade, ao comparar com outros tipos de lazer, os materiais de leitura ficam em último na lista de prioridades.

A preferência disparada é por itens eletrônicos, como TV, computador e CDs. Os gastos nessa área alcançam R$ 400 por ano. Em seguida, aparecem as despesas com telefonia celular (R$ 180 por ano), seguidas pelos passeios fora de casa (R$ 125). O gasto anual com livros, revistas, jornais e dicionários é de R$ 110.

Os dados fazem parte de uma pesquisa divulgada na terça-feira (8). Encomendado por oito entidades ligadas ao mercado editorial, o estudo se baseia nos números da Pesquisa de Orçamentos Familiares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2002 e 2003, a última mais recente. Foi avaliada uma amostragem de cerca de 50 mil domicílios do país.

Nível de renda

A pesquisa aponta ainda que o nível de renda tem influência na escolha pela leitura. “Quanto maior a renda das pessoas, maior é o gasto percentual com material de leitura”, avalia Eduardo Mendes, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

No caso das famílias com renda de até dois salários mínimos, 18,66% compram material de leitura. Entre aquelas que ganham de cinco a dez salários mínimos, esse percentual sobe para 45,56%. Ao comparar com famílias que recebem 15 salários mínimos, o índice alcança 71,24%.

Mendes ressalva que, desde a época em que os dados foram coletados (2002 e 2003), ocorreram mudanças importantes em relação ao número de pessoas com celular e computador.

“Os dados de que dispomos já são meio antigos. Estamos aguardando a nova Pesquisa de Orçamentos Familiares, do período de 2008 e 2009, para fazermos uma nova análise e podermos começar uma série histórica.”

G1

[Letras] Você sabe (mesmo) ler? – Leitura, o sutil mundo das palavras – Ana González

Postado por: PDL  /  Category: Letras, Técnicos e Científicos

vocesabeler [Letras] Você sabe (mesmo) ler?   Leitura, o sutil mundo das palavras   Ana González

Você sabe ler? Você sabe MESMO ler?

Pode parecer um absurdo, mas o fato de você reconhecer estas frases e apreender seu sentido, não significa necessariamente que saiba qual o mecanismo utilizado neste processo de leitura. Com objetividade profunda e uma desconcertante simplicidade, Ana passa por cima das obviedades rasas e nos revela um impressionante modo de enxergar uma atividade que praticamos todos os dias, de forma quase que automática. Ana González, alicerçada por anos de trabalho prático com alunos de todos os graus de escolaridade, refreia esse ‘automático’ e nos revela um mundo genuinamente insuspeitado.

Para mim foi assim e imagino que tenha sido também para cada um dos alunos que passaram pelas aulas transformadas aqui em livro: é impossível considerar o ato de Leitura como fazíamos anteriormente.
Tornou-se mais rico. Mais amplo. Você saberá do que estou falando. Mesmo.

inedito [Letras] Você sabe (mesmo) ler?   Leitura, o sutil mundo das palavras   Ana González

Você sabe (mesmo) ler? – Ana González – Leitura, o sutil mundo das palavras

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[Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

Postado por: PDL  /  Category: Administração e Negócios, Ciências Políticas e Sociais, Comunicação, Técnicos e Científicos

economiacadeiaprodutiva [Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro   Fábio Sá Earp e George Kornis

Este trabalho, realizado entre março e outubro de 2004, reúne informações básicas acerca da economia da cadeia produtiva do livro no Brasil e no exterior. Ele resulta de uma encomenda feira pelo BNDES ao Grupo de Pesquisa em Economia do Entretenimento da UFRJ, que alocou seus pesquisadores e consultores no desenvolvimento desse trabalho.

O interesse suscitado pela pesquisa pode ser explicado por duas vertentes. A primeira tem sua origem na ausência de análises econômicas com forte base estatística acerca do assunto no Brasil. Uma conseqüência desse fato é o desconhecimento da profundidade da crise que afeta as vendas de livros neste país por muitos percebida porém ainda não mensurada. A segunda causa é a precariedade das comparações entre a situação do Brasil e a do resto do mundo, o que contrasta com a literatura encontrada em outros campos da economia industrial.

O primeiro capítulo trata da questão fundamental da economia do livro: a imensa diversidade da oferta de títulos e a dispersão dos leitores possivelmente interessados em cada um. A partir daí se esboça uma aplicação das categorias da economia industrial às condições de operação das firmas que produzem, distribuem e comercializam livros.

O segundo capítulo apresenta dados acerca da economia do livro no Brasil. Aí estão panoramas da edição, da indústria gráfica e de suas relações com as editoras, da distribuição, das livrarias, das vendas porta-a-porta e das bibliotecas. Para finalizar apresenta-se um modelo elementar que elaboramos para estimativa da receita total gerada pela cadeia produtiva do livro.

O terceiro capítulo apresenta dados sobre a economia do livro em outros países. Em uma primeira parte aparecem sucessivamente informações sobre o volume de vendas nos maiores mercados, a difusão dos livros e seu preço com destaque para os índices que criamos para medir a difusão do consumo do produto na população, o papel das compras institucionais, a distribuição, os problemas da cadeia produtiva e as grandes firmas internacionais. Ainda nesse capítulo, em uma segunda parte são apresentadas as principais políticas de apoio ao livro, como a taxação, as políticas de preço único, a questão dos direitos autorais e da pirataria e as políticas para o fomento do livro aplicadas em países selecionados: Estados Unidos, França, Canadá, Alemanha, Espanha e Índia.

No Anexo apresentamos uma análise sobre uma questão que não tivemos oportunidade de examinar separadamente em cada um dos países estudados, mas que não podemos deixar de lado: as novas tecnologias e seu impacto sobre a economia do livro.

A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

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O silêncio dos Livros

Postado por: PDL  /  Category: Curiosidades, Informação e Cultura

Chega a ser um sacrilégio comentar esse post. Mas vou pecar por uma boa causa. Peco para falar sobre o silêncio cheio de significados que paira ao redor de alguém lendo um livro. Sobre a aura de tranqüilidade que ronda qualquer biblioteca, camuflando os diversos universos que se misturam acima de todas as cabeças. Se o silêncio é uma prece, ler deve ser uma espécie de religião, que nos anima, conforta, emociona e seduz. Deixe-se seduzir…

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