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[Notícias] Dia do quadrinho Nacional – 30 de Janeiro

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

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Inovação em HQs

O ano de 2008 foi especialmente importante para os quadrinhos nacionais. Editoras lançaram ótimos livros, novos autores surgiram e, em julho, três brasileiros, pela primeira vez na história, tiveram três trabalhos premiados com o Eisner Awards, o mais importante da indústria de histórias em quadrinhos.

Por outro lado, algumas editoras diminuíram o volume de lançamentos, como é o caso da Conrad, e outras, como a Opera Graphica, que em dez anos lançou mais de 400 títulos, encerraram suas atividades.

Se há muito do que se orgulhar no Dia do Quadrinho Nacional, comemorado hoje (veja quadro abaixo), editores e autores também se preocupam com o futuro do mercado em tempos de crise econômica. “É um mercado totalmente em expansão”, afirma André Conti, editor da Quadrinhos na Companhia, selo recém-criado pela Companhia das Letras. “A gente sentiu que era o momento de investir no formato e, para o mercado de quadrinhos, é legal. Quanto mais editoras, mais os livreiros vão expor e os jornais vão dar atenção.”

Para Douglas Reis, editor da Devir Livraria, os tempos são oportunos para leitores e editoras. “Começou a crescer de novo, de meados dos anos 90 para cá, e hoje está em um momento bastante interessante. Desembocou em dez ou 15 editoras publicando quadrinhos com bastante variedade”, garante.

Mas a crise deve esfriar os ânimos. “Se o dinheiro fica mais curto, a gente arrisca menos, infelizmente”, diz Reis, que calcula em 40% dos lançamentos da editora os títulos de autores nacionais.

Conti acredita que os quadrinhos assumiram, definitivamente, o status de obras de arte, e o público está mais atento. “Não sei se por causa da influência dos filmes (adaptados de HQs) ou simplesmente por um reconhecimento tardio, mas o público em geral se abriu para os quadrinhos”, afirma.

Estratégia

Essa busca por novos leitores foi um movimento consciente do mercado. “De uns tempos pra cá, estamos procurando meios de levar as HQs para quem não é leitor de quadrinhos”, entende Reis.

Parte do interesse do público vem do fascínio pelos super-heróis. “Não creio que o caminho para o quadrinho nacional seja necessariamente esse”, afirma Fernando Lopes, editor sênior da Marvel no Brasil, que publica dez revistas mensais e duas bimestrais. “Os norte-americanos inventaram os super-heróis e têm toda uma máquina promocional e uma indústria voltada pra esse tipo de produto.”

Outra fatia do mercado está nas mãos das pequenas editoras, como a Zarabatana, que em 2008 lançou seis livros. “Em 2009 pretendemos, pelo menos, manter esse número”, diz o editor Cláudio Martini. “São autores reconhecidos internacionalmente, com obras premiadas, e também autores que estão iniciando no mercado, mas que já têm uma obra madura, com uma linguagem inovadora.”

Além de Gabriel Moon, Fábio Bá e Rafael Grampá, os quadrinistas brasileiros vencedores do Eisner Awards em 2008, as editoras jogam suas fichas em novos nomes. Uma das apostas da Quadrinhos na Companhia é “Cachalote”, graphic novel de Rafael Coutinho, filho de Laerte, e Daniel Galera, prevista para outubro. “Nunca vi nada parecido em quadrinhos brasileiros”, conta. “Criou-se um mito de que brasileiro só sabe fazer história curta. Vamos mostrar que não, que a molecada quer fazer história de fôlego”, diz Conti.

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“Mesmo Delivery”, de Rafael Granpá. Um dos destaques da safra de 2008. O autor ganhou o Eisner Awards por sua participação em “5″.

Inovação

Odyr Bernardi, autor e editor que acaba de criar a editora Barba Negra, elogia o trabalho de Rafael Sica, cujo primeiro livro sai neste ano. “Não existe ninguém, com a possível exceção de Laerte, levando as tiras tão longe como ele”, diz o editor.

O foco inicial da Barba Negra é o lançamento de histórias em quadrinhos autorais brasileiras. “Mas o plano também inclui trazer coisas de fora”, conta Bernardi.

A nova editora ainda aposta no formato livro. “Eu ainda prefiro ver (a internet) como um lugar onde você encontra coisas sensacionais e inusitadas. Mas o destino final delas para mim continua sendo o livro”, afirma Bernardi.

Outros confiam na web como campo vasto para inovações e negócios. “A internet ainda tem muito a ser explorada no caso dos quadrinhos”, diz Lopes, da Marvel.

Os autores capixabas Jean Diaz, Arabson Assis e Luciano Feijão deram o pontapé inicial nessa nova mídia em 2008. Desenvolveram os três capítulos de “A Corporação”, HQ virtual patrocinada por uma empresa de telefonia.

“É uma forma que ainda não está estabelecida. As pessoas estão testando, e uma iniciativa como essa é interessante”, conta Diaz, que trabalha com quadrinhos desde 2003. “É só o começo, ainda vai vir muita coisa pela frente”, afirma Lopes, da Marvel, sobre os novos tempos.

Data comemora a primeira HQ brasileira, de 1869

O Dia do Quadrinho Nacional foi criado em 1984 pela Associação dos Quadrinistas e Cartunistas de São Paulo. Foi em 30 de janeiro de 1869 que o artista ítalo-brasileiro Angelo Agostini publicou o primeiro capítulo de “As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte”, no periódico “Vida Fluminense”. Essa é considerada a primeira história em quadrinhos brasileira. A publicação coloca o Brasil entre um dos pioneiros do quadrinho moderno.

Via: Gazeta Online

[Quadrinhos] Mafalda Inédita – Quino

Categoria: Quadrinhos, Quadrinhos Especiais

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A trajetória de Mafalda abrange o período compreendido entre os anos 1964 e 1973, em três publicações: “Primera Plana”, “El Mundo” e “Siete Dias Ilustrados”. Bem antes da despedida oficial da tira, em junho de 1973, Quino — e ninguém mais do que ele — percebeu que eslava esgotado e não poderia insistir sem se repetir.

Ao contrário de outros colegas seus — como Schullz, criador de “Peanuts” —, que fizeram as tiras sobreviverem apoiando-se num grupo de roteiristas e desenhistas, Quino sempre resistiu a perder o contato pessoal com sua criação. Nunca aceitou adotar essa modalidade de trabalho, por considerá-la inadequada a seu estilo, e também nunca utilizou um mecanismo particular de trabalho. Antes que alguém o percebesse, Quino soube que Mafalda havia cumprido sua missão.

Os dez livros editados sobre Mafalda não contêm todas as peripécias da personagem que Umberto Eco definiu como “uma heroina irascível que rejeita o mundo como ele é… reivindicando seu direito de continuar sendo uma menina que não quer se responsabilizar por um universo adulterado pelos pais”.

As tiras que integram este Mafalda inédito — em grande parte editadas nas publicações mencionadas — foram, em muitos casos, deliberadamente omitidas dos livros anteriores. A decisão de levá-las a público através de uma nova edição significa não apenas uma homenagem à verdade histórica de Mafalda — prestes a completar seus vinte e cinco anos* — como também um apelo à reflexão sobre quase uma década da história local e mundial.
O volume inclui as 48 tiras publicadas na revista “Primera Plana”, que nunca foram recompiladas. Além disso, contém as origens da afã de contestar o mundo, mas, antes, da necessidade mais prosaica de promover um determinado produto.

A não ser por razões de força maior, como o desaparecimento de alguns originais, os critérios utilizados para descartar as tiras aqui reproduzidas foram principalmente três. Em primeiro lugar, prevaleceu a opinião do autor, que eliminou algumas por achá-las simplesmente “ruins”, e portanto sem méritos suficientes para serem incluídas nos volumes anteriores. Outras foram eliminadas por se considerar que se referiam a situações de vigência temporária (por exemplo, as chamadas para a participação na vacinação contra poliomielite).

Finalmente, e aqui se impuseram critérios de natureza política, também não foram incluídas as tiras que faziam alusão, com a inevitável dissimulação do momento, às limitações do governo do doulor lllia. O próprio Quino explica que “tanto pela nossa ignorância das regras do jogo democrático como pela própria precariedade destas democracias, nós nos convertemos, sem querer, nos melhores aliados do inimigo”.

* Nota: Hoje Mafalda já completa 40 anos.

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Visite o tópico da Mafalda no PDL

[Quadrinhos] DRÁCULA – Bram Stocker e Jon J. Muth

Categoria: Livros Quadrinizados, Quadrinhos, Quadrinhos Especiais

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A estória de Brahm Stocker ilustrada por belíssimas pinturas. Uma verdadeira obra de arte.

DRÁCULA – Bram Stocker e Jon J. Muth

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[Quadrinhos] A Turma do Pererê – Quiproquo – Ziraldo

Categoria: Quadrinhos, Quadrinhos Especiais

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A Turma do Pererê foi lançada na revista O Cruzeiro, em 1959, e se tornou o marco do quadrinho nacional. Criada pelo cartunista Ziraldo, a coleção conta as travessuras de um grupo de amigos na Mata do Fundão. Pererê, um menino negro inspirado na figura folclórica do Saci,e seus amigos; o índio Tininim, o macaco Alan, a onça Galileu, o jabuti Moacir, a Boneca-de-Piche, a mãe Docelina vivenciam situações que estão no cotidiano das crianças, mas difíceis de tratar tanto na escola quanto em casa. Entre os assuntos abordadoscom naturalidade por Ziraldo estão saúde, ética, pluralidade cultural, preservação da natureza e drogas. Para o autor, a coleção procura ser uma nova abordagem na relação da escola com o aluno, uma extensão do aprendizado, uma inserção criança em um universo de curiosidade e emoção.

Nas histórias de Ziraldo, aprendemos também com as brigas de seus personagens. Acompanhe a discussão entre Saci-Pererê e seu desafeto, o arrogante e chato duende irlandês. Os amigos fazem mil conjecturas sobre o motivo do mau-humor de nosso herói, por quem sentem imenso carinho. Daí tanta preocupação ética. Percebe-se a velada crítica do autor quanto ao desprezo dos estrangeiros, principalmente europeus, pelo Brasil em relação ao meio ambiente, considerando tudo o que já provocaram em seu próprio continente.

A Turma do Pererê – Quiproquo – Ziraldo

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[Quadrinhos] Luís Fernando Veríssimo – As Cobras em: Se Deus existe, que eu seja atingido por um raio

Categoria: Quadrinhos, Quadrinhos Diversos

ascobras bannerpdl [Quadrinhos] Luís Fernando Veríssimo   As Cobras em: Se Deus existe, que eu seja atingido por um raio

Luis Fernando Verissimo desenhou As Cobras durante quase trinta anos, para vários jornais. Em 1997, ao completar 60 anos, o escritor concluiu que “não ficava bem um sexagenário desenhando cobrinhas” e as aposentou.

No livro ressurgem personagens antológicos como Dudu o Alarmista, Queromeu o Corrupião Corrupto, as lesmas Flecha e Shirley, e séries como as Cobras “no Espaço”, “na Praia” e “frente ao infinito”.

São personagens criados no início dos anos 70, quando Veríssimo escrevia diariamente para o jornal Folha da Manhã, de Porto Alegre. A idéia era “um desenho rápido, que não desse muito trabalho e substituísse o texto da minha coluna, nas edições de sábado”, explica o autor. “Por que cobras? Porque cobras é fácil de desenhar. Cobra é só pescoço e não tem mão.”

Três anos mais tarde, já cult na imprensa gaúcha, As Cobras apareceram pela primeira vez em livro junto com outros desenhos (As Cobras e outros Bichos, L&PM, 1977). Na introdução ao livro, Verissimo afirma que já desenhava antes de escrever, mas faz uma avaliação bem-humorada de seus dotes artísticos:

“Tenho um problema curioso para um desenhista. Não sei desenhar. Isto não me impede de insistir com o desenho, apesar dos conselhos de amigos, das indiretas da família e de telefonemas ameaçadores. Insisto, em primeiro lugar, por conveniência. Não digo que uma imagem valha mil palavras, mas umas 500 – o necessário para encher uma coluna de jornal – vale. Qualquer cronista diário daria a sua mão direita para poder desenhar em vez de escrever, de vez em quando, se fosse canhoto.”

Exagerado na auto-crítica, claro. As tiras das Cobras têm a concisão dos melhores humoristas e a linguagem certeira de um dos textos mais admirados do país.

Um lançamento PDL. Veja mais livros do autor em nosso site.

As Cobras em: Se Deus existe, que eu seja atingido por um raio – Luís Fernando Veríssimo

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