[Notícias] Google vai lançar livraria virtual

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

Em meio a toda polêmica que vem circulando o assunto Google Books, a gigante da internet anunciou nesta quinta-feira, na Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha), que vai lançar no primeiro semestre de 2010 um serviço de venda de e-books.

Intitulado Google Editions, o site planeja oferecer cerca de meio milhão de títulos inicialmente – superando os pouco mais de 300 mil disponíveis via Amazon para o Kindle.

A empresa vai permitir que os preços sejam determinados pelas editoras, com 37% do lucro voltando para o Google. A revenda através de outros sites também será possivel – nesse caso, revendedor e editora levam a maior parte do lucro, com apenas 5% ficando para a companhia californiana.

O Google informou ainda que não pretende desenvolver equipamento específico para os e-books, que poderão ser lidos de qualquer navegador.

A loja virtual foi apresentada uma semana após a Amazon anunciar que vai distribuir o leitor de livros digitais Kindle em 100 países, fora os Estados Unidos.

Uma pesquisa da empresa Forrester mostra que só nos Estado Unidos cerca de três milhões de aparelhos como o Kindle serão comercializados.

O novo negócio do Google permitirá que a empresa ganhe dinheiro com base em uma estratégia polêmica de digitalização de obras literárias com parcerias com bibliotecas em vários países do mundo.

Turvey disse que o Google vai distribuir 63% dos ganhos com as editoras parceiras e ficará com 37% para manter o serviço e aumentar os investimentos. Nos casos em que os e-livros são comprados através de outros varejistas online, editoras recebem 45% e a maior parte dos 55% restantes vão para o varejista, com uma pequena participação para o Google.

Os leitores serão capazes de acessar e-books que tenham sido comprado pelo Google em qualquer dispositivo, incluindo PCs, laptops, computadores portáteis e smartphones como o iPhone da Apple, por meio de uma conta do Gmail.

Fonte: Blog do Link e R7 Notícias

[Notícias] Que tal imprimir livros esgotados?

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

RIO – Graças a um acordo firmando quinta-feira passada, os livros da biblioteca digital armazenados ao longo dos últimos cinco anos pela Google poderão agora reaparecer impressos no mundo físico. Pelo acordo, a Google abriu parte de seu índice de obras ao inventor da “Espresso Book Machine”, uma impressora de alta velocidade, capaz de produzir um livro com cerca de 300 páginas e capa rústica em quatro cores em menos de quatro minutos. Ela imprime 105 páginas P&B por minuto ou 35 coloridas no mesmo tempo.

O Google Books (books.google.com) já vinha oferecendo online mais de 1,5 milhões de livros que já estão em domínio público.

Por enquanto, o novo serviço está disponível apenas nos EUA mas aos poucos se espalhará por livrarias e bibliotecas no mundo inteiro, obviamente mediante pagamento. De qualquer maneira, trata-se quase de uma bênção para os usuários mais tradicionalistas que ainda preferem livros convencionais, em vez de ler numa tela de computador ou um leitor de e-books, como o Kindle, da Amazon, ou o Sony Reader.

A EBM já funciona há vários anos, mas só agora, em sua versão 2.0, será usada em grandes volumes de serviço, com a possibilidade de imprimir as versões escaneadas de algumas das grandes obras da história da literatura, oriundas das maiores bibliotecas do mundo.

A empresa On Demand Books (ondemandbooks.com), dona da impressora veloz, poderá ter acesso a um acervo ainda maior, caso a Google consiga obter a aprovação judicial que anda pelejando por intermédio de uma ação coletiva que lhe daria direito a vender livros esgotados.

Segundo Jennie Johnson, porta-voz da Google, o público poderá conseguir a cópia impressa de um livro mesmo que só existam um ou dois exemplares dele em alguma biblioteca dos Estados Unidos, ou mesmo caso ele não mais esteja disponível em absoluto.

Segundo reportagem em vídeo da CNN , a EBM custa US$ 175 mil, mas seu custo se amortizaria em pouco tempo, dada a demanda de serviço. Está disponível no YouTube um vídeo em inglês em que Brandon Badger, gerente da Google Books, e Dane Neller, CEO da On Demand Books, falam sobre a Espresso Book Machine.

O Globo

[Papo Cabeça] Livros gratuitos na internet exigem revisão das leis de direitos autorais no mundo

Categoria: Informação e Cultura, Papo Cabeça

topogooglebooks [Papo Cabeça] Livros gratuitos na internet exigem revisão das leis de direitos autorais no mundo

Verónica Calderón, do El País

A primeira página indica que o livro foi impresso em 1865. Trata-se de uma edição de luxo de “El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha”. É pouco provável que seus editores imaginassem que, quase 150 anos depois, qualquer leitor, em qualquer parte do mundo, poderia ter uma cópia dele. Basta ter acesso ao portal Google Livros (http://books.google.com.br), salvá-lo no computador e imprimir suas 566 páginas. O documento eletrônico não economiza em detalhes. Inclui as capas, as 30 gravuras que ilustram a obra, o brasão da edição original de 1605 e até o selo da Biblioteca da Universidade Complutense de Madri, lugar onde permaneceu durante todos esses anos e a primeira biblioteca não anglo-saxã que a fechar um acordo com o Google para digitalizar seu acervo.

A obra é uma dentre milhões que estão disponíveis no portal. Sua antiguidade a transforma em domínio público, isto é, não exige o pagamento de direitos autorais. E ilustra “a grande ideia” de Sergey Brin e Larry Page, cofundadores do Google: “que as pessoas de todo o mundo possam buscar qualquer livro entre todos os livros do mundo”. O site de buscas indica, em uma entrada do blog do Google Books, que Brin e Page “nunca teriam imaginado que um dia iniciariam um projeto que possibilitasse isso”. O entusiasmo de seus criadores os levou a comparar o projeto à antiga biblioteca de Alexandria ou a biblioteca de Babel sonhada pelo escritor Jorge Luis Borges. Mas a polêmica causada pela ideia é menos romântica.

Não são livros como “Dom Quixote” que concentram o problema. O centro da polêmica se resume em uma palavra: “copyright”. As bibliotecas não são as únicas proprietárias dos títulos, e os direitos sobre as obras que não são de domínio público e estão protegidas por leis de direitos autorais – diferentes em cada país do mundo – se transformaram no centro da polêmica. A coleção que o Google compilou entre as 20 bibliotecas que aderiram ao projeto até o momento (duas delas espanholas: além da Complutense, está disponível o catálogo da Biblioteca da Catalunha) inclui um amplo número de edições publicadas antes de 1923. “Estamos literalmente abrindo nossa biblioteca para o mundo. As oportunidades educacionais são excelentes e estamos encantados em colaborar com o Google neste projeto”, aponta o reitor da universidade madrilenha, Carlos Berzosa, no blog do Google Books.

Os livros publicados depois dessa data estão disponíveis para o usuário, mas não é possível ver o livro inteiro. Por exemplo, uma busca sobre “O Grande Gatsby” só trará cópias com “visão restrita”: isto é, o leitor verá apenas algumas páginas e não poderá dispor de uma cópia completa. Nesses casos, o Google recomenda diversas livrarias online para se obter um exemplar da obra de F. Scott Fitzgerald. Foi exatamente no caso desse tipo de livros que as associações de editores e autores dos EUA iniciaram o protesto. Um acordo de € 90 milhões, fechado em outubro de 2008, pôs fim a uma disputa aberta em um tribunal americano contra o gigante da web. Se o Google oferece acesso livre aos usuários e os editores e autores obtêm ganhos, qual é o problema?

Além dos livros de domínio público e dos protegidos pelas leis de direitos autorais, existem os chamados “livros obscuros”, como os define o jornalista e escritor Farhad Manjoo. “Digamos que você faz uma pesquisa e navega pelo Google Box, encontra no catálogo da Universidade de Michigan um livro sobre um autor do qual nunca ouviu falar, publicado por uma editora que não existe mais, mas que é o mais adequado ao que você estava procurando. O livro é protegido por direitos autorais, mas não está disponível nas bibliotecas. O Google Books seria a única janela para obtê-lo.”

E onde iriam parar esses ganhos? O Google previu a criação de um registro de livros (Book Right Registry em inglês), que funcionará como uma organização sem fins lucrativos e que distribuirá 63% dos ganhos entre os autores e editores dos livros de edição esgotada. A maneira como se distribuirá o dinheiro, entretanto, ainda não foi detalhada. Além disso, se os autores desconhecerem que suas obras estão disponíveis na rede ou não desejarem se inscrever no registro, automaticamente estarão fora de qualquer ganho. O acordo também não prevê o caso de autores que desejem que suas obras sejam gratuitas. Os críticos, além disso, apontam que a empresa obteria o controle da indústria dos conteúdos digitalizados. O Google alega que seu objetivo é tornar mais acessível a informação para o usuário; de forma que se um internauta desejar encontrar uma frase em qualquer livro do mundo possa fazê-lo em poucos segundos. “Se o conteúdo inteiro de qualquer site está disponível através de seus mecanismos de busca – sem pagar um centavo pelo uso dessa informação -, por que não fazer o mesmo com os livros?”, explica Manjoo.

Luis Collado, responsável pela máquina de buscas de livros do Google na Espanha e em Portugal, explica que a capacidade do mecanismo de busca oferece uma oportunidade “inédita” ao usuário para explorar os livros. “O leitor pode encontrar uma frase entre centenas de páginas. É uma potência de busca nunca vista”, afirma.

Eric Schmidt, cofundador do Google, se defende com o argumento de que o grande beneficiário é o autor. Em uma coluna publicada em 2005 no “Wall Street Journal”, ele relata que, no dia em que Joseph Ratzinger se transformou no papa Bento 16, “milhões de pessoas que procuraram seu nome” descobriram que no Google Books estava disponível seu livro “In the Beginning” [No Princípio]. “Milhares deles folhearam uma ou duas páginas do livro e muitos clicaram para comprá-lo. Quantos autores de livros com edições esgotadas serão beneficiados?” O projeto inclui até o momento cerca de 10 milhões de obras, afirma Collado.

Mas algumas pessoas duvidam da boa-fé do projeto. O governo alemão acredita que o acordo feito nos EUA não é suficiente para seus escritores e editores. “Na Europa só foram digitalizados livros que estão em domínio público de acordo com a legislação”, explica Collado, acrescentando que a intenção da empresa é “fomentar o debate” para chegar a uma solução.

É verdade que o debate remonta aos primeiros tempos da Internet. O site www.mp3.com transformou dezenas de milhares de músicas em formato digital sem pedir permissão a ninguém. Sua meta inicial era que só os que pudessem provar que tinham comprado o disco poderiam baixá-las. A revolução causada na indústria musical poderá servir de precedente para as editoras e os escritores.

O escritor Mauricio Montiel explica que a ferramenta lhe causa “emoções contraditórias”. “Apoia a divulgação, pois nem todos os escritores somos Dan Brown. Torna mais acessível nosso trabalho para os leitores; mas há necessidade de um acordo para que os escritores obtenham um benefício por seu trabalho”, comenta.

Os ganhos são exatamente o miolo do assunto. Não está claro nem como serão distribuídos, nem entre quem. O fato é que o Google, em seu afã para administrar o conhecimento do mundo, se transformou no centro de pelejas semelhantes diante dos meios de comunicação, como no uso que o Google Notícias fazia da informação, que originou diversos processos da Associated Press e France Presse; ou com os conteúdos audiovisuais – o portal YouTube alcançou acordos com redes de televisão americanas para divulgar seus conteúdos – e inclusive com as ruas das cidades. A “street view” do Google Mapas levantou mais de uma sobrancelha ao redor do mundo, pois alguns críticos apontam que invade a privacidade dos cidadãos.

“A internet segundo o Google é democracia para alguns e anarquia para outros. O usuário pode dispor da informação que desejar de forma gratuita e os criadores de conteúdo estão desorientados, como galinhas que acabam de ser decapitadas”, descreve o jornalista.

Mas o objetivo do Google, afirma Manjoo, guarda uma boa recompensa para o leitor. “Qualquer pessoa que queira fazer uma pesquisa agradecerá que o conteúdo das bibliotecas esteja disponível. Seu mecanismo de busca permite revisar centenas de páginas em um segundo e a navegação é fácil e simples”, comenta. “Quando fiz uma pesquisa utilizei tanto o Google Books como o Google Scholar [uma ferramenta de busca de textos acadêmicos], e teria pago com gosto pela ajuda oferecida”, explica.

Mas não há só boas notícias para o usuário. A ONG americana Electronic Frontier Foundation reconhece que a criação da biblioteca virtual do Google “aumentará drasticamente o acesso público aos livros”, mas adverte que a empresa não garante a privacidade do leitor. “No mundo analógico, um leitor conta com toda a privacidade para escolher os livros que desejar. No campo digital, porém, o Google dispõe de sistemas que monitoram os livros digitais que um usuário procura, as páginas que ele lê, o tempo que passa lendo e até as linhas que decidiu selecionar”, afirma a organização em um comunicado. Collado responde que a principal preocupação do Google é o usuário. “Temos uma política de privacidade muito clara: a informação de cada usuário não pode sair do ambiente do Google”, e acrescenta que só será utilizada para “melhorar a experiência de utilização da ferramenta”.

Em todo caso, não há um argumento firme que contradiga a meta final do projeto do Google Books. “O Google tem muito dinheiro, funcionários inteligentes e aliados. Mas sua maior força é a convicção de que está do lado da história. A empresa crê firmemente que sua ideologia de abertura é a correta”, explica o escritor e professor Tim Wu, da Universidade Columbia. A informação nos tempos da rede busca (e geralmente encontra) um caminho. E o Google é o mais disposto e, ao que parece, o mais capacitado a oferecê-lo.

[Notícias] Projeto do Google Books gera polêmica

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

googlebooksearch3 [Notícias] Projeto do Google Books gera polêmica

Juliana Krapp, Jornal do Brasil, Rio

Quem abre o Google Books, página virtual dedicada aos livros do buscador mais usado no mundo, depara-se com a nota: “O Google selou um acordo revolucionário com autores e editoras”. A frase solta está interligada a outra página, dedicada a explicar “o futuro da pesquisa de livros do Google”. Na semana passada, porém, o jornal New York Times anunciou que esse futuro anunciado está em xeque. O Departamento de Justiça americano, de olho na possível criação de um monopólio livreiro, abriu um inquérito para investigar o tal “acordo revolucionário” – acerto que a empresa está fazendo com editoras e autores para a reprodução de livros ou trechos de livros no Google Books. As investigações teriam partido de protestos de representantes de organizações como a Internet Archive (uma biblioteca virtual sem fins lucrativos que desde 1996 disponibiliza gratuitamente 150 milhões de páginas web) e a Consumer Watchdog (uma das principais organizações de defesa dos consumidores nos Estados Unidos), que se opõem ao acordo.

Quase ao mesmo tempo, o Google divulgava os detalhes de sua mais recente novidade no mundo tecnológico: o registro da patente 750897, que diz respeito a um poderoso scanner. Lançando mão de técnicas como raios infravermelhos, o novo equipamento escaneia textos com velocidade e qualidade muito maiores do que os convencionais, e seria um importante aliado para o projeto da empresa de criar o maior acervo de livros digitais do planeta – para o qual o “acordo revolucionário” é tão importante.

O acordo tem causado polêmica entre editoras e escritores de diferentes países. Além das manifestações de repúdio da Internet Archive e da Consumer Watchdog, a Federação de Editores da Espanha manifestou, recentemente, sua discordância diante da proposta. Na Europa e na América Latina, escritores têm apoiado ou criticado, em seus blogs, a iniciativa do Google. No Peru, o escritor Iván Thays, finalista do Prêmio Herralde de 2008, incitou em seu blog autores do mundo todo a recusarem o acordo com o buscador – isso apesar de ser ele próprio um defensor ferrenho do formato digital de livros.

– Não se pode saber o que o Google fará com esses direitos, a quem os venderá e que limites têm esse acordo ante a aparição de novas tecnologias – explicou, ao Ideias. – É outorgar um poder às cegas, e eu não estou de acordo com isso.

Leia o resto >…

pixel [Notícias] Projeto do Google Books gera polêmica

Pagina 2 de 212