[Notícia] Flip 2010 inaugura nesta quarta-feira sua edição mais disputada

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A edição de 2010 da Festa Literária Internacional de Paraty, que começa nesta quarta-feira (4) na cidade do litoral fluminense, é uma das mais populares dos quase dez anos do evento. Em julho, durante os dois primeiros dias de vendas, mais de 24 mil ingressos foram adquiridos para as mesas da Flip, e as entradas para debates de autores como Robert Crumb e Isabel Allende esgotaram em poucas horas.

A corrida por ingressos não é o único indício do caráter pop da Flip, que mesmo com a falta de um de seus nomes mais populares – o roqueiro Lou Reed, que cancelou sua vinda no meio de julho – ainda espera atrair mais de 20 mil pessoas à Parati.

Um dos principais destaques da edição 2010 é o quadrinista Robert Crumb. Papa das HQs undergrounds norte-americanas, o recluso artista vem ao Brasil pela primeira vez, acompanhado do colega e também quadrinista Gilbert Shelton – autor dos “Freak Brothers” -, para debater sobre seu último lançamento, uma versão em quadrinhos do livro do “Gênesis”, no sábado (7).

Outro nome importante é o escritor indo-britânico Salman Rushdie, que vem ao país para falar sobre seu novo livro, “Luka e o fogo da vida”, escrito para o seu filho e inspirado no mundo dos videogames, na sexta-feira (6).

Autora do best-seller “A casa dos espíritos”, a chilena Isabel Allende, sobrinha do presidente deposto após o golpe militar de 1973 no Chile Salvador Allende, vai lançar seu novo livro, “A ilha sob o mar” e conversar sobre literatura latino-americana na quinta-feira (5).

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Casa grande, iPad e senzala

Além dos escritores-celebridades, dois temas estão orientando as discussões na Flip deste ano: o futuro do livro e o legado de Gilberto Freyre. Duas mesas com a presença do historiador e diretor da biblioteca da Universidade de Harvard Robert Darnton vão debater os novos formatos digitais para a distribuição e venda de livros e como a criação de leitores eletrônicos como o Kindle e o iPad vão influenciar a maneira como lemos.

Já o sociólogo pernambucano, homenageado do evento neste ano, será tema da palestra de abertura da Flip, que será feita pelo ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que vai abordar “Casa grande & senzala”, uma das principais obras de Freyre.

A Flip contará ainda com uma exposição com material inédito do acervo do sociólogo, cedido pela Fundação Gilberto Freyre, e também com mesas como “Gilberto Freyre e o século 21”, onde José de Souza Martins, Hermano Vianna e Peter Burke debatem o futuro das ideias do antropólogo.

Além da programação principal, a Flip também conta com atrações paralelas como a jovem FlipZona, a Casa da Cultura e a tradicional Flipinha, voltada para o público infantil, trazendo leituras, conversas com autores, peças de teatro e musicais.

A Flip vai de quarta-feira (4) até domingo (8) em Parati, com diversas atividades espalhadas pelo Centro Histórico da cidade. Confira a programação completa do evento em www.flip.org.br.

g1

[Notícias] Flip Começa Hoje. Confira programação!

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As brincadeiras começaram na mesa de bar, se espalharam pelo Twitter, viraram provocação nos jornais e devem continuar nos papos em Paraty: daqui a pouco vai haver uma Flip sem literatura, tamanha a variedade de temas e de convidados que vêm das mais diferentes áreas. Exagero, claro, mas a sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que começa nesta quarta (1º), dá pano para a manga: traz um cantor, um biólogo, um jornalista, uma artista plástica, e autores de quadrinhos entre os principais destaques.

0,,21239036 FMMP,00 [Notícias] Flip Começa Hoje. Confira programação!Quem está mais interessado na circulação de ideias e menos em um evento puro-sangue voltado à ficção não poderá reclamar, afinal, em cinco dias, Chico Buarque, o polêmico Richard Dawkins (evolucionista e nome mais conhecido do ateísmo hoje) e Gay Talese, um dos fundadores do chamado “novo jornalismo” nos anos 60, o português António Lobo Antunes e outros 30 autores falarão a um público de aproximadamente 25 mil pessoas até domingo na cidade fluminense. O G1 fará a transmissão ao vivo do evento.

O homenageado deste ano é o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) – tema da conferência de abertura nesta quarta e de outras duas discussões nas mesas principais, além de outras atividades.

A expectativa é alta: os ingressos de todas as 19 mesas da Tenda dos Autores, o auditório principal do festival, estão esgotados; ainda havia entradas na noite de terça-feira para assistir aos encontros pelo telão – que teve cota ampliada para atender à alta procura. O agito se estende para as ruas da turística Paraty e nas festas que garantem a parte boêmia do evento – o suficiente para alguns apelidarem a Flip de “micareta literária”.

A maior liberdade de perfil de convidados, proposta pelo curador Flávio Moura, ainda se reflete na inclusão da mais premiada geração brasileira de quadrinistas com Rafael Coutinho, Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Grampá; da artista plástica francesa Sophie Calle, que “discutirá a relação” com o escritor Grégoire Bouillier (os dois foram namorados e o rompimento inspirou uma instalação artística da primeira); e da crítica de arte Catherine Millet, narradora de suas aventuras sexuais em um livro que provocou frisson no começo desta década.

Tanta elasticidade abriu brechas para críticos atacarem as escolhas de Flávio Moura, que, em um post no próprio blog do evento, defendeu a inclusão de poucos ficcionistas entre as estrelas de grande porte. “Como se autores com esse perfil não fossem convidados desde a primeira Flip. Como se eles mesmos não fossem ‘estrelas’ dignas de cacifar o evento. Como se fosse mais fácil obter o sim de autores como Dawkins em pleno ano Darwin [centenário do livro ‘A origem das espécies’] do que de um ficcionista ‘do porte de um Salman Rushdie’”, escreveu o curador.

A Flip teve sua primeira edição em 2003 e já teve como convidados autores como Paul Auster, Ian McEwan, Neil Gaiman, Martin Amis, Eric Hobsbawn, além de vencedores do Prêmio Nobel como J. M. Coetzee e Nadine Gordimer.

A agenda também cresceu: esta edição terá uma programação voltada a adolescentes (chamada de FlipZona), com bate-papos sobre fotografia, vídeos e tecnologia e que se junta à Flipinha, as atividades para o público infantil. Na agenda paralela à parte principal da Flip há ainda oficinas, leituras de poemas, exibição de curtas-metragens e debates na Casa de Cultura em Paraty (vale a pena checar às 10h30 de sábado (4) o papo com o jornalista Jon Lee Anderson, biógrafo de Che e correspondente de guerra).

Além da mesa de abertura com uma palestra de Davi Arrigucci Jr sobre Manuel Bandeira, a noite desta quarta terá os shows de Adriana Calcanhoto e Romulo Fróes, na Tenda do Telão, a partir das 21h30.

Fonte: G1

[Notícias] Festa Literária Internacional de Paraty começa nesta quarta

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Em dívida com a poesia, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa quarta-feira homenageando, em sua sétima edição, o poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). O único poeta a quem a Flip rendeu homenagem foi Vinícius de Moraes (1913-1980) na primeira edição, em 2003.

O programa oficial, que inclui 34 romancistas, ficcionistas, historiadores, jornalistas e quadrinistas, promete, além do resgate e da valorização da obra de Bandeira, reflexões sobre ciência, religião, política e direitos humanos nas ruas da histórica Paraty. “Fazia tempo que a poesia não tinha destaque na Flip. Entre os poetas, Bandeira é um dos primeiros que aparece”, explicou o curador da festa, Flavio Moura.

O ineditismo é a marca mais forte da sétima edição da festa. Abrindo a programação oficial, na quinta-feira, quatro representantes da nova geração discutem a produção de quadrinhos na mesa “Novos Traços”. “A Flip sempre procura dar destaque a escritores jovens, que ainda não têm carreira consolidada e em quem aposta. Este ano, o incentivo vai não apenas para escritores, mas para quadrinistas novos”, disse Moura.

No mesmo dia, haverá outra atração inédita. No ano em que se completam os 200 anos de nascimento de Charles Darwin e os 150 anos de “A Origem das Espécies”, a Flip receberá, pela primeira vez, um cientista. O biólogo nascido no Quênia Richard Dawkins deve levantar a bandeira do ceticismo na mesa “Deus, um Delírio”, título de uma de suas obras.

Também no campo da não-ficção, dois autores chineses vão debater a história recente da China e as restrições às liberdades naquele país. A mesa “China no Divã” será dividida entre Ma Jian, que relembra o massacre da Praça da Paz Celestial, há exatos 20 anos, no livro “Pequim em Coma”, e o jornalista Xinran, autor de “Testemunhas da China”, com relatos da revolução cultural dos anos 60. “A presença de Ma Jian e Xinran é um dos destaques, já que a Flip nunca havia recebido autores chineses”, comemora o curador.

20090217 gay 250x375 [Notícias] Festa Literária Internacional de Paraty começa nesta quartaNa sexta-feira, o jornalismo é o destaque da programação oficial e paralela. A profissão de repórter será abordada por Jon Lee Anderson, autor da principal biografia de Che Guevara, que estará na Casa da Cultura. O local que abriga eventos paralelos também receberá o escritor Milton Hatoum, o crítico literário Francisco Foot Hardman e a professora Walnice Nogueira Galvão para uma discussão sobre a obra de Euclides da Cunha (1866-1909), autor de Os sertões. Ainda sobre jornalismo contemporâneo, o norte-americano Gay Talese (foto) participa, no palco oficial da festa, da mesa “Fama e Anonimato”.

No mesmo dia, Chico Buarque e Milton Hatoum dão suas visões sobre o Brasil na mesa “Seqüências Brasileiras”, uma das mais disputadas da Flip. Entusiasta da festa, Chico lançou recentemente “Leite Derramado”, em que repassa a história do Brasil a partir das memórias do narrador, que, do leito de morte, desfia passagens de apogeu e declínio de sua família por meio de quatro gerações.

No sábado, as atenções estarão voltadas para o português António Lobo Antunes, autor de “Memória de Elefante”, que retrata sua experiência no exército português na guerra colonial em Angola. Lobo Antunes é um dos poucos convidados da Flip com direito à exclusividade no palco. Em vez de dividir a mesa literária, será apenas entrevistado. Este é um dos argumentos do curador Flavio Moura para uma programação mais concisa, com 34 autores contra 41 em 2008.

Moura rebate com um forte argumento as polêmicas e suspeitas lançadas sobre uma programação menor. Antes porém, taxativo, apressa-se em dizer que a crise econômica não teve nenhuma influência na programação. Ele diz que pode ter havido problemas para captação dos recursos, mas não houve na formação das mesas. “A crise afeta todo mundo, é uma questão séria. Mas a programação não foi afetada em nada. Ela está um pouco menor, porque você tem que priorizar o tempo para os autores falarem. Sempre que possível, tentei enxugar as mesas ao máximo. A gente quer evitar que o autor viaje para a Flip e tenha pouco tempo para falar com o público”, disse.

A crise, por outro lado, deve levar à 7ª Flip reflexões sobre valores e princípios que moldaram o pensamento ocidental, mas que agora passam por profunda revisão. Ainda sob o impacto da chegada do primeiro negro ao poder nos Estados Unidos, o historiador inglês Simon Schama revisitará a história norte-americana à luz da ascensão do presidente Barack Obama. Schama estará no domingo na mesa “O Futuro da América”, título de sua mais recente obra.

Flavio Moura reconhece que a presença de historiadores e jornalistas na programação da Flip favorece o debate sobre questões sociais e políticas. “Mas não foi intencional. A Flip nunca se furta a discutir temas que estão na agenda do debate. Ela procura não se pautar unicamente por isso, porque é um evento literário, mas sempre que é possível trazer esse tipo de discussão para a programação, a gente o faz”, concluiu.

Fonte: uol

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