[Notícias] Partido Pirata próximo de ser o terceiro maior da Suécia

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

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Por essa as associações de proteção de direitos autorais não contavam. Mesmo com toda a pressão sobre os fundadores e administradores do Pirate Bay, a força deles (como era de se esperar) só aumenta. Até mesmo seu braço político, que antes era limitado ao underground, começa a crescer violentamente, e ameaça colocar um deputado no Parlamento Europeu.

No mesmo dia em que Pete Sunde & cia foram condenados, aparentemente uma grande vitória para os seus adversários tinha acabado de acontecer, porém o Partido Pirata Sueco recebeu mais de 1600 novas adesões às suas fileiras. E, a escalada não parou por aí e hoje os Piratas já possuem mais de 42 mil filiados, a menos de mil de se tornarem o terceiro maior partido da Suécia. O objetivo central deles, a de eleger um deputado, parece cada vez mais próximo, já que precisam de aproximadamente 100 mil votos.

De acordo com uma recente pesquisa feita no país, eles têm 51% das intenções de voto no país, o que daria um belo tapa na cara nas associações de gravadoras, e mostraria o poder político que cresce cada vez mais no site, antes nada mais que um amontoado de usuários que não queria nada mais que compartilhar torrents. E imaginar que todo esse movimento político começou com uma simples prisão de servidores do Pirate Bay pelas autoridades suecas (e em que ajudaram o governo americano, e patronos da indústria de Hollywood).

Mas, a vitória deles não para por aí. Seu movimento começa a dar início a novos Partidos Piratas pelo mundo afora, como é o caso do Espanhol, o mais novo do planeta, que se junta a partidos similares nos EUA, Alemanha, Bélgica e França. Quem sabe não seja a guerra pela liberdade de compartilhar é que não seja a grande demanda da geração atual de jovens, que cada vez mais parecem perdidos? Só o futuro confirmará isso…

Post Original do nosso parceiro: Nerds Somos Nozes

[Direito Autoral] Cultura Livre – Lawrence Lessig

Categoria: Ciências Políticas e Sociais, Técnicos e Científicos

culturalivre [Direito Autoral] Cultura Livre   Lawrence Lessig

Em Cultura Livre, Lawrence Lessig nos convida a rever a história do direito autoral, desde sua criação até sua simples adoção de forma universal nos dias de hoje. Citando casos que variam de experimentos técnicos dentro de grandes corporações aos primeiros dias da aviação, o professor de direito na Stanford Law School mostra como as empresas multinacionais usaram de artifícios legais e tecnológicos partindo do copyright para impedir o nascimento de obras de arte que, em outras épocas, foram consideradas obras-primas ou revolucionárias. Cultura Livre foi o estudo que deu origem ao projeto Creative Commons, ONG liderada por Lessig que visa rever os conceitos de direito autoral e copyright através de um conjunto de licenças.

O livro foi lançado no Brasil durante o II Encontro de Mídia Universitária, quando a Agência de Notícias TU lançou a Licença para a Integração das Mídias Universitárias. A Licença, baseada nos preceitos do Creative Commons, permite que veículos de comunicação independentes e produtores culturais possam publicar suas obras em quaisquer TVs, rádios, revistas, jornais ou sites universitários, criando assim um ambiente de mídia universitária no país. Além de distribuído para os representantes de mídia que participaram do evento e para bibliotecas universitárias do país, o Cultura Livre também está disponível para download em PDF no link abaixo.

Cultura Livre – Como a mídia usa a tecnologia e a lei para barrar a criação cultural e controlar a criatividade – Lawrence Lessig

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[Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

Categoria: Administração e Negócios, Ciências Políticas e Sociais, Comunicação, Técnicos e Científicos

economiacadeiaprodutiva [Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro   Fábio Sá Earp e George Kornis

Este trabalho, realizado entre março e outubro de 2004, reúne informações básicas acerca da economia da cadeia produtiva do livro no Brasil e no exterior. Ele resulta de uma encomenda feira pelo BNDES ao Grupo de Pesquisa em Economia do Entretenimento da UFRJ, que alocou seus pesquisadores e consultores no desenvolvimento desse trabalho.

O interesse suscitado pela pesquisa pode ser explicado por duas vertentes. A primeira tem sua origem na ausência de análises econômicas com forte base estatística acerca do assunto no Brasil. Uma conseqüência desse fato é o desconhecimento da profundidade da crise que afeta as vendas de livros neste país por muitos percebida porém ainda não mensurada. A segunda causa é a precariedade das comparações entre a situação do Brasil e a do resto do mundo, o que contrasta com a literatura encontrada em outros campos da economia industrial.

O primeiro capítulo trata da questão fundamental da economia do livro: a imensa diversidade da oferta de títulos e a dispersão dos leitores possivelmente interessados em cada um. A partir daí se esboça uma aplicação das categorias da economia industrial às condições de operação das firmas que produzem, distribuem e comercializam livros.

O segundo capítulo apresenta dados acerca da economia do livro no Brasil. Aí estão panoramas da edição, da indústria gráfica e de suas relações com as editoras, da distribuição, das livrarias, das vendas porta-a-porta e das bibliotecas. Para finalizar apresenta-se um modelo elementar que elaboramos para estimativa da receita total gerada pela cadeia produtiva do livro.

O terceiro capítulo apresenta dados sobre a economia do livro em outros países. Em uma primeira parte aparecem sucessivamente informações sobre o volume de vendas nos maiores mercados, a difusão dos livros e seu preço com destaque para os índices que criamos para medir a difusão do consumo do produto na população, o papel das compras institucionais, a distribuição, os problemas da cadeia produtiva e as grandes firmas internacionais. Ainda nesse capítulo, em uma segunda parte são apresentadas as principais políticas de apoio ao livro, como a taxação, as políticas de preço único, a questão dos direitos autorais e da pirataria e as políticas para o fomento do livro aplicadas em países selecionados: Estados Unidos, França, Canadá, Alemanha, Espanha e Índia.

No Anexo apresentamos uma análise sobre uma questão que não tivemos oportunidade de examinar separadamente em cada um dos países estudados, mas que não podemos deixar de lado: as novas tecnologias e seu impacto sobre a economia do livro.

A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

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[Papo Cabeça] The Pirate Bay perde processo na justiça

Categoria: Informação e Cultura, Papo Cabeça

 [Papo Cabeça] The Pirate Bay perde processo na justiça

Não adiantou nada Pete Sunde e cia terem mostrado que a promotoria nem sabia do que estava falando e quem estava acusando. Num ambiente com alta pressão política e cartas marcadas, dificilmente quatro transgressores subversivos conseguiriam vencer gigantes que representam dinossauros endinheirados a beira da extinção… mas que ainda têm muito dinheiro no bolso, e colocam a cabeça de qualquer um na guilhotina para protege-lo. Somente pelo espetáculo de transformar um julgamento em algo pop – coisa que John Grisham consegue com muito esforço – a coisa toda foi válida. Mas, mesmo assim, os três fundadores do Pirate Bay, Peter Sunde, Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, juntamente com seu investidor, Carl Lundstrom, foram condenados quase com a pena máxima por facilitarem a disponibilização de conteúdos com copyright.

Foi um ano de grade para cada um, e uma multa de 2,7 milhões de euros (R$ 7,8 milhões), para ser paga entre eles. É muito? Os dinossauros queriam mais… US$ 12 milhões (usei três moedas diferentes). E para provar que a coisa toda tinha ares de farsa, Peter Sunde twittou que os piratas estavam condenados uma hora antes do ocorrido, numa clara alusão que o veredicto já estava vazado antes da hora. E mesmo com a ameaça de ver o sol quadrado em breve, Peter ainda despejou mais do seu humor, dizendo que além de filmes e músicas para baixar, agora era a vez do processo. Ele aproveitou também para dizer que nada muda no Pirate Bay; o processo era contra seus fundadores e não contra o site em si.

O que mudou com essa condenação (parcial)? Muito pouco. Para a decisão ainda cabe recurso, o que pode fazer uma decisão definitiva demorar anos para sair. Na verdade, a curto prazo o Pirate Bay ganhou bastante coisa. Muito mais do que perdeu (se é que perdeu alguma coisa). Foram 22 milhões de usuários novos durante o período do julgamento, além de milhares de usuários suecos terem aderido ao seu serviço pago  que torna sua navegação na internet anônima, o IPREDATOR. Além disso, seu partido, o Partido Pirata Sueco, ganhou 50% mais integrantes nesse período e já é um dos maiores do país (1600 adesões em um único dia), e já está de olho nas eleições parlamentares suecas. Ou seja, cada vez mais o Pirate Bay ultrapassa o universo dos torrents e vira uma grife poderosa (quem ainda quiser me dar uma camisa deles, eu aceito).

Logo depois do resultado, Peter Sunde iniciou uma conferência e afirmou que prefere queimar tudo que tem do que pagar a indenização. Ele ainda deu seguimento a conferência citando o Google, e com razão, argumentando que ele fornece tantos links supostamente ilegais quanto eles. É só digitar Nine Inch Nails (ou o artista, filme, música a seu gosto) no Grande Oráculo da Internet e milhares de links aparecem. Você ainda pode refinar sua pesquisa para apenas procurar torrents, ou algo assim.

As duas perguntas que surgem com essa vitória parcial dos dinossauros são a)para onde vai o dinheiro da indenização? Para os artistas supostamente lesados, ou para os bolsos de tubarões que só pensam em dinheiro e não no incentivo da arte? b) será que os apoiadores de uma causa tão idiota e já perdida não vêem que isso abrirá procedência para processos de dezenas de milhares de sites? Por que eles acham que somente os sites mais conhecidos são processados?

Enfim, não vou dizer que tempos negros se aproximam, como falaram alguns por aí, porque realmente eles não estão se aproximando. A não ser que a MPAA, a FIAA e todas essas siglas idiotas tenham gente para mover processos pelo resto da vida… mesmo assim inutilmente.

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Artigo original do Nerds Somos Nozes. Visite!

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