[Notícias] Direito autoral e novas formas de editoração

Categoria: Informação e Cultura, Notícias, Papo Cabeça

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Em mais uma tarde de debates na Livraria Cultura, dentro da programação do 7º Festival Recifense de Literatura – A Letra e A Voz, o Seminário O Livro Desmaterializado levantou duas importantes discussões para a cadeia produtiva do livro: Autoria Coletiva e Direito Autoral e A Criação e a Distribuição do Novo Produto.

Por volta das 16h, a mesa de debate mediada pelo jornalista André Dib, aprofundou o tema Autoria Coletiva e Direito Autoral, tendo como convidados o advogado especialista em direito autoral, Caio Mariano (SP) e a escritora e poeta Cida Pedrosa. No foco da discussão, a questão da legislação que protege o autor no universo das novas tecnologias.  “Um dos principais desafios são as restrições históricas do direito autoral, que não conseguiu acompanhar a demanda da internet. Há vários títulos fora do catálogo por não atenderem aos interesses editoriais que deveriam estar disponíveis em formato digital, mas que não estão disponibilizados por conta dessas barreiras”, explicou Caio Mariano.

Em sua explanação, Caio fez um breve histórico sobre a história da escrita e da evolução dos suportes, contextualizando com a evolução das leis de direito autoral. Os detalhes e entraves jurídicos foram abordados pelo advogado, que elucidou as garantias e obrigações que regem toda obra criativa. Apesar de se mostrar favorável à flexibilização do direito autoral para garantir o acesso às obras, o advogado apontou as dificuldades que põem ser encontradas por conta da lei vigente. Segundo ele, a lei que rege o direito autoral foi criada mais para proteger os editores do que os autores.

Por sua vez, Cida Pedrosa, que é responsável pelo site colaborativo Interpoética, defendeu o livre acesso da arte. Ela lembrou de experiências exitosas de colaboração na arte e no conhecimento como o creative commons e a Wikipédia. “Acho que cultura e arte é direito de todos. A internet possibilita que algo restrito para alguns passe a ser acessado por todos”, afirmou. Durante o debate, a platéia interagiu bastante, principalmente tirando dúvidas sobre a legislação com Caio Mariano.

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Editoras e publicações alternativas

Um interessante encontro foi promovido pelo seminário, a partir das 15h, na mesa intitulada Criação e a Distribuição do Novo Produto. Frente a frente estavam a representante da editora Cosac Naify (SP), Elaine Ramos, e o editor publicação independente Livrinho de Papel Finíssimo, Diogo Todé. Em comum, o desafio de realizar um produto atraente para os leitores, com ou sem recursos.

“A partir do momento que o livro está colocado em xeque, a materialidade dele passa a ser seu grande diferencial”, comentou Elaine, fazendo uma provocação ao título do seminário. Para exemplificar esse ponto de vista, apresentou algumas publicações da editora, que mais parecem objetos de luxo. Os livros dialogam com o conteúdo, tanto na diagramação, quanto na textura e possibilidades editoriais. Já Diogo Todé, apresentou o trabalho de sua editora independente, que reúne a colaboração de artistas locais em diversas publicações que se aproximam do formato do zine. Diogo, aliás, ministrou durante o festival a oficina Zine.

[Entrevista] O jornalismo e a economia do gratuito: entrevista com Chris Anderson

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entrevista anderson 1 [Entrevista] O jornalismo e a economia do gratuito: entrevista com Chris Anderson

O jornalista inglês Chris Anderson, 49 anos, editor-chefe da revista “Wired”, ficou famoso em 2006 com o livro “The long tail”, no qual explicava a economia digital a partir do estudo de casos como o da Amazon.com, que transformou-se de uma livraria virtual em um grande supermercado de produtos os mais variados, uma espécie de entreposto gigantesco de comercio na internet. Agora, porem, Anderson dá um passo além na análise da economia digital, com uma tese ousada. Ele está lancando o livro “Free” para provar que o futuro dos negócios na internet tem um “preço radical”: a oferta gratuita de produtos e serviços. Anderson acredita que a rede habituou novas gerações de consumidores a terem acesso gratuito a informações e que o Google é a empresa modelo dos novos tempos do capitalismo: oferta de serviços gratuitos para milhões de usuários online e lucros vindos da cobrança de anúncios que aparecem nas buscas feitas por internautas. O livro menciona o Brasil e a China como grandes laboratórios da economia gratuita em mercados emergentes. Nesta entrevista exclusiva, Anderson explica sua visão do presente e do futuro da economia digital.

Não é uma contradição para alguém que fez do trabalho da internet uma profissão defender a idéia de que empresas e profissionais deveriam oferecer serviços e produtos gratuitos para aumentar os lucros?

CHRIS ANDERSON: Sim, é um paradoxo, temos a impressão de que oferecer algo de graça é algo que se opõe ao lucro. Todos fazem a pergunta: quem vai pagar a conta? Mas o Google é um caso exemplar da economia do gratuito e não pesa na conta do seu cartão de crédito… Muitos alegam que o Google perde muito dinheiro com o YouTube, mas ninguém repara que graças ao YouTube o Google tem hoje uma audiência mundial para mensagens de texto e de video. E até quando o público de TV tradicional migrar definitivamente para a internet, o YouTube vai estar pronto para ele. O mercado sonha com o que é gratuito: consumidores livres, num mercado livre, querem produtos e serviços gratuitos.

O seu livro “Free” menciona Brasil e China como as fronteiras da economia gratuita, por causa da força da pirataria e dos camelôs de rua. No caso brasileiro, a Banda Calypso é citada como um modelo de negócios. O senhor considera que os camelôs brasileiros são um modelo de negócios para o futuro do capitalismo?

CHRIS ANDERSON: Bem, a Banda Calypso não é o único modelo existente hoje para a indústria de música, mas é certamente um modelo de negócios muito interessante ara pensar sobre a força do gratuito. Eu fiquei impressionado ao andar por São Paulo e ver que a banda permitia que os camelôs vendessem seus CDs e DVDs a um custo tão baixo que era na prática gratuito… A banda Calypso prefere ganhar dinheiro em shows e o gesto de dar CDs e DVDs ao público ajudou a popularizar o nome da banda e fazer dos shows de música  tecnobrega um gênero comercialmente viável. Portanto, os camelôs brasileiros e a Banda Calypso são um exemplo de como a economia do gratuito está sendo desenvolvida em economias emergentes.

O senhor também menciona o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, que lançou seu CD pela internet, e o escritor Paulo Coelho, que pirateou seus próprios livros. Mas há enorme diferença entre um artista de palco e um escritor…

CHRIS ANDERSON: O caso de Gilberto Gil mostra que um artista que foi ministro tem uma compreensão muito aguda das transformações que estão ocorrendo agora no mercado. E que o governo brasileiro também está atento, como também revela o programa de medicamentos gratuitos para portadores de HIV, criado por Fernando Henrique Cardoso e levado adiante no governo Lula. O Brasil tornou-se um dos maiores mercados mundiais de mediamentos genericos, o que também revela a força da economia do gratuito.

No caso da indústria farmacêutica, houve intervenção do Estado, mas no caso da indústria cultural as mudanças atuais são regidas apenas pelo mercado. Por isto, vale a pergunta: será que o sucesso editorial de Paulo Coelho pode servir de exemplo para outros escritores? Não se trata exatamente do oposto, de um caso excepcional?

CHRIS ANDERSON: Bem, certamente não. Paulo Coelho tem livros que venderam 100 milhões de exemplares, como “O Alquimista”. Mas o fato de que ele inventou um site chamado “Pirate Coelho” para piratear seus próprios livros e permitir o download gratuito de suas histórias mostra que ele é um autor que soube perceber que a internet não iria nibir e sim impulsionar a venda de seus livros. Coelho enfrentou a editora HarperCollins e causou a polemica que levou à explosão do sucesso editorial de seus livros. Foi uma excelente estratégia de marketing.

E como vão sobreviver autores de livros que não tiverem o sucesso editorial de Paulo Coelho se a internet tornar os livros disponíveis gratuitamente online? Como poderia sobreviver um filósofo, por exemplo?

CHRIS ANDERSON: Bem, existem várias espécies de escritores da internet. Os filósofos vão precisar da Academia para sobreviver… Muitos filósofos disponibilizam seus escritos na internet e ganham a vida participando de palestras ou dando aulas… No caso dos jornalistas vai ser um pouco mais complicado…

Qual o futuro do jornalismo? O senhor lê algum jornal diário? O San Francisco Chronicle está numa situação delicada e pode desaparecer…

CHRIS ANDERSON: Eu não iria sentir falta do San Francisco Chronicle… Aliás, eu sequer saberia o que estaria perdendo… Leio notícia pelo twitter. Não preciso procurar as notícias em jornais ou em sites. As notícias chegam até mim e elas não são produzidas apenas por jornalistas. Muita gente que não é jornalista escreve ótimas histórias na internet e as publica gratuitamente pelo twitter…

Mas o senhor considera que notícia, media e jornalismo são coisas do século passado?

CHRIS ANDERSON: Não! Eu tenho de fato problemas com as palavras “notícia”, “media” ou “jornalismo”. Porque acho que se usarmos essas palavras apenas no seu contexto commercial estaremos limitando a nossa compreensão do novo cenário tecnológico em que a informação se produz. Nós precisamos de novas palavras para definir o que está acontecendo hoje. Aquilo que chamamos de “social media”, que se compõe de milhares de blogs, sites, twitters, produz também informação e a entrega de forma gratuita para os usuários da internet…

Mas isto quer dizer que o jornalismo profissional está em vias de extinção? Que as empresas de comunicação vão desaparecer?

CHRIS ANDERSON: As empresas de comunicação e os profissionais de jornalismo deverão repensar seus negócios e suas atividades. O problema é que a “social media” distribui informações na mesma plataforma que é usada pelas empresas de comunicação. Hoje, muitas das informações que eu leio, que eu ouço e que eu vejo em vídeos na internet não são produzidas por empresas comerciais. Então há uma concorrência na produção de conteúdos com a qual os jornalistas e as empresas não contavam. E ambos terão que ajustar-se aos novos tempos.

Por enquanto, a “social media” é apenas um passo na direção certa, no sentido da economia do gratuito… Ainda estamos no começo de uma enorme transformação do modo de produzir e distribuir informações no mundo digital.

Isto significa o desaparecimento da profissão de jornalista  ou da media como negócio?

CHRIS ANDERSON: De jeito nenhum. Isto significa que as empresas terão que repensar seus modelos de negócio para torná-los comercialmente viáveis. E os jornalistas vão ter que oferecer aos leitores algo que os amadores e os diletantes da internet não oferecem… As empresas de comunicação não têm mais o monopólio do acesso à informação e esta é uma grande mudança. Isto vale para jornais, TVs, radios, produtoras de cinema, gravadoras… Vale enfim para toda a indústria de produção cultural.

O senhor acha que os modelos de sites da revista The economist e do jornal Wall Street Journal, que são parcialmente gratuitos e parcialmente pagos, são um caminho para empresas de comunicação?

CHRIS ANDERSON: Ambos têm um modelo que eu chamo de “Freemium”, em que parte do conteúdo é gratuito para atrair leitores e parte é paga, pela assinatura dos leitores e pelos anunciantes. Acho que este tem sido um modelo que funciona atualmente. A revista “Wired” também tem um modelo parecido. Mas acho que cada caso é um caso e o que vale para uma empresa pode não servir para outra…

E quanto à qualidade? A demanda por um jornalismo de qualidade na internet tem aumentado e a media tem hoje uma grande audiência online, sem contar os indices de circulação de jornais, que têm aumentado em países como o Brasil ou estão estáveis, em países como os EUA. O fato é que não existe redução de audiência, o que existe é uma crise do lado dos anunciantes… Andrew Keen alerta que a internet está distribuindo muita informação de má  qualidade e que a troca de profissionais por amadores sacrifica a qualidade da informação, que não tem mais credibilidade…

CHRIS ANDERSON: Não acredito que amadores possam substituir profissionais. Mas acho que temos que repensar o que é qualidade jornalística. Certamente credibilidade é um ingrediente da qualidade da informação, mas o ingrediente mais precioso hoje é a relevância. O quão relevante é a informação que um site, um blog ou um twitter distribui? Os profissionais de jornalismo terão que apresentar seus diferenciais para terem audiência, em qualquer que seja o meio que trabalhe. E esses diferenciais são: a relevância da informação que produzem, o acesso às pessoas, o talento na escrita e o tempo investido na coleta de dados. É evidente que o jornalismo investigativo, aquele que existe grande investimento de tempo e de dinheiro, continua a ser essencial, continua a ter um grande público. As pessoas querem pagar por aquilo que é relevante, pelo que é exclusivo, pelo que elas amam, pelo que dá status e pelo que economiza tempo. Isto não mudou.

Neste modelo da economia gratuita, existe lugar para o cinema? Como vão sobreviver atores, escritores, diretores? Só o teatro tem futuro, já que só a presença dos artista justifica um pagamento?

CHRIS ANDERSON: O cinema está numa situação tão difícil quanto a do jornalismo. Mas não vejo por enquanto nenhuma crise em Hollywood. Como vai ser o futuro? O sucesso do Netflix, o aluguel de DVDs com pagamento de uma assinatura mensal, aponta para um modelo baseado no interesse dos espectadores. Mas existe outro modelo que é a exibição de filmes pela TV, com o apoio de anunciantes. Os grandes produtores tendem a viabilizar seus filmes fazendo acordo com as emissoras de TV. É verdade que a produção independente vai ter dificuldade em fazer estes acordos, mas seus custos são também muito menores. Tudo isto é questão de tempo, de ajuste entre a produção e a demanda. A tendência é que o cinema independente trabalhe para atender uma audiência de nicho. Também as TVs vão ter que se adaptar: as TVs abertas já atuam num modelo gratuito, sustentado pelos anunciantes, mas vão enfrentar concorrência crescente num mundo em que as imagens de TV serão distribuídas pea internet…

Mas é bom lembrar também que o acesso à internet não é gratuito e que a economia do gratuito digital se sustenta nas costas do poder crescente dos provedores. Nos EUA produtores de conteúdo para a TV viraram provedores de internet, como foi o caso da Warner. No caso recente do Irã, quando houve censura do acesso ao twitter pela internet porque o governo exigiu o corte do acesso pelos provedores isto ficou bem claro… O senhor acredita que os provedores são as novas corporações a controlar o acesso à informação? A cultura do gratuito depende do acesso a computadores, o que grande parted a população mundial ainda não tem…

CHRIS ANDERSON: Não acredito que os provedores virem corporações capazes de controlar o acesso. É bom lembrar que telefones celulares também permitem acesso à internet. Quando se fala de inclusão digital, o tema é bastante complexo. Existem várias plataformas de acesso à rede e em muitas cidades as prefeituras estão abrindo áreas de acesso livre e gratuito… A questão da censura no Irã, como na China, é uma questão política…

Mas não há no seu livro uma reflexão política sobre os efeitos da economia do gratuito… Não há uma reflexão política sobre a censura à internet…

CHRIS ANDERSON: É verdade. Não escrevi sobre política  no meu livro…

Qual o efeito da crise econômica atual sobre a economia do gratuito, que no seu livro se chama “Freeconomics”?

CHRIS ANDERSON: Em tempos de recessão o gratuito é ainda mais atraente, tem um poder de marketing ainda maior. Afinal de contas, se você está sem dinheiro, o melhor preço é zero, não?

O senhor acredita que o custo da educação tende a ser zero. Como os professores vão se sustentar?

CHRIS ANDERSON: A oferta de educação gratuita na internet tende a aumentar de forma exponencial. Berkeley, Stanford e MIT são centros universitários americanos que já oferecem aulas de graça pelo YouTube. Já existem milhares cursos livres na internet… E o acesso à internet é hoje parte de qualquer escola e da vida de qualquer aluno… Além disto, os livros escolares serão oferecidos livremente pela internet, inclusive com imagens de video para atrair o interesse dos alunos… Como os professores vão se sustentar? Tirando as dúvidas dos alunos, o que sé poderá ser feito no contato direto entre o professor e o aluno. Neste caso, sim, haverá interesse em pagar pelo tempo do professor.

Por que o exemplar impresso do seu livro não é gratuito? O senhor disponibilizou o download pela internet gratis…

CHRIS ANDERSON: Os leitores pagam apenas a copia impressa. No Brasil, pagam também pela tradução para o português. Isto tem a ver com o custo do papel e dos profissionais envolvidos na produção do livro. O custo digital é praticamente zero e por isto posso dar gratuitamente o acesso ao livro e ao audiobook pela internet. Mas quem quiser a versão resumida de três horas do audiolivro terá que pagar.

Neste caso, paga-se para economizar tempo…

CHRIS ANDERSON: Exatamente. Tempo é dinheiro.

Fonte: O Globo

Publicaremos logo mais, em português, o trecho do livro Free que fala sobre o Brasil.

[Papo Cabeça] Manifesto Música para Baixar (MPB)

Categoria: Informação e Cultura, Papo Cabeça

musica para baixar [Papo Cabeça] Manifesto Música para Baixar (MPB)

É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.

Um mundo acabou. Viva o mundo novo!

O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).

Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.

Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.

Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.

O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.

O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.

Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.

O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.

O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar.

Clique aqui e assine o manifesto!

[Direito Autoral] Cultura Livre – Lawrence Lessig

Categoria: Ciências Políticas e Sociais, Técnicos e Científicos

culturalivre [Direito Autoral] Cultura Livre   Lawrence Lessig

Em Cultura Livre, Lawrence Lessig nos convida a rever a história do direito autoral, desde sua criação até sua simples adoção de forma universal nos dias de hoje. Citando casos que variam de experimentos técnicos dentro de grandes corporações aos primeiros dias da aviação, o professor de direito na Stanford Law School mostra como as empresas multinacionais usaram de artifícios legais e tecnológicos partindo do copyright para impedir o nascimento de obras de arte que, em outras épocas, foram consideradas obras-primas ou revolucionárias. Cultura Livre foi o estudo que deu origem ao projeto Creative Commons, ONG liderada por Lessig que visa rever os conceitos de direito autoral e copyright através de um conjunto de licenças.

O livro foi lançado no Brasil durante o II Encontro de Mídia Universitária, quando a Agência de Notícias TU lançou a Licença para a Integração das Mídias Universitárias. A Licença, baseada nos preceitos do Creative Commons, permite que veículos de comunicação independentes e produtores culturais possam publicar suas obras em quaisquer TVs, rádios, revistas, jornais ou sites universitários, criando assim um ambiente de mídia universitária no país. Além de distribuído para os representantes de mídia que participaram do evento e para bibliotecas universitárias do país, o Cultura Livre também está disponível para download em PDF no link abaixo.

Cultura Livre – Como a mídia usa a tecnologia e a lei para barrar a criação cultural e controlar a criatividade – Lawrence Lessig

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