[Notícias] Salgueiro leva grandes obras da literatura à avenida

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Em busca do segundo título consecutivo, o Salgueiro levou livros que marcam a história mundial e clássicos nacionais para a Marquês de Sapucaí na madrugada desta segunda-feira (15). A escola fez um desfile com 1 hora e 19 minutos e sem registros de incidentes graves.

Na evolução do enredo “História sem fim”, se destacaram acrobatas desfilando nos carros, tripés grandiosos que acompanharam as alas, e um robô gigante de movimentos delicados que fechou o desfile.

A comissão de frente apresentou os monges copistas, que transcreviam os textos em rolos de papiro ou pergaminhos. Empurrando escrivaninhas, eles retiraram placas de dentro dos móveis e anunciaram o enredo da escola: “história sem fim”. Em seguida, se despiram das batinas e, com um figurino dourado, empunharam leques para formar uma espécie de sol.

 O abre-alas, intitulado “primeira impressão”, representou a oficina de Gutemberg com uma prensa de tipos móveis.

A alegoria, vazada e iluminada, levava artistas da Intrépida Trupe pendurados em arcos e brincando em balanços suspensos. Na parte da frente, um grande carimbo do Salgueiro girava para imprimir o nome da escola no chão da Marquês de Sapucaí. 

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Musas e luxo

A escola levou à avenida musas como a apresentadora Sabrina Sato, a ex-BBB Priscila Pires e Viviane Araújo como rainha da bateria. Na bateria, Viviane desfilou como Sherazade, personagem de “As mil e uma noites” que tem o desafio de contar histórias para o sultão para não morrer. Ao lado dela, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), ajudou a ditar o ritmo da escola. A bateria falou da história de Ali Babá e os 40 ladrões.

Tripés luxuosos, que funcionam como uma pequena alegoria, se destacaram entre as alas. Chamaram a atenção a tábua dos dez mandamentos, lustres que simbolizavam o luxo da corte francesa retratada no livro “Ligações perigosas” e uma homenagem à mulher nos cultos africanos. As baianas homenagearam o escritor baiano Jorge Amado

Alas lembraram textos importantes da história: os dez mandamentos, a Divina Comédia, Os Lusíadas, Dom QuixoteOs Três Mosqueteiros e Romeu e Julieta. Clássicos brasileiros também estiveram representados na avenida: Memórias póstumas de Brás Cubas e Navio negreiro. Outras alas retrataram histórias infantis como a dos soldadinhos de chumbo e O pequeno príncipe.

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De bibliotecas a robôs
 
Uma biblioteca desfilou na Sapucaí no segundo carro. O terceiro carro falou da obra “O Guarani”, de José de Alencar, e do romance entre o índio Peri e a portuguesa Ceci.

No quarto carro, o universo das histórias infantis foi mostrado com uma Emília gigante, pendurada por cordas como uma marionete. O bruxinho Harry Potter teve um carro só pra ele. A alegoria, montada como um jogo de xadrez mágico na busca pela pedra filosofal. O desfile foi encerrado com um mundo futurista mostrado por um robô gigante.

G1


Veja os melhores momentos do Salgueiro na Avenida

[Notícias] União da Ilha do Governador passeia pelo universo de Dom Quixote

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Escola que abriu os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro neste domingo (14), a União da Ilha “materializou” os sonhos de Dom Quixote de La Mancha, um dos mais famosos personagens da literatura mundial, na Marquês de Sapucaí. O desfile durou 1h18.

O enredo, “Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro dos sonhos impossíveis”, foi bem contado na avenida, com alegorias caprichadas da carnavalesca Rosa Magalhães, “veterana” com três décadas de experiência no carnaval carioca e premiada por seus trabalhos.

A União da Ilha voltou este ano à elite do carnaval, após oito anos no Grupo de Acesso. Ao falar dos sonhos impossíveis, a escola fez uma referência também a que abriu os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro neste domingo (14), a União da Ilha “materializou” os sonhos de Dom Quixote de La Mancha, um dos mais famosos personagens da literatura mundial, na Marquês de Sapucaí. O desfile durou 1h18.

Na busca pelo título, a escola inovou na comissão de frente. Bem coreografados, foliões e bailarinos vestidos de toureiros jogaram rosas para o público e mostraram sincronia ao movimentar os mantos coloridos, simulando uma tourada.

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Em seguida, a ala dos leques, objetos utilizados principalmente no flamenco, preparou a chegada do abre-alas. A coreografia de grandes leques brancos fez um espetáculo bonito para a entrada da escola. Logo atrás, o abre-alas mostrou um Dom Quixote gigante, rodeado de livros que funcionavam como plataformas giratórias sobre as quais os destaques dançavam.

Dulcinéia del Toboso, a mulher do coração do cavaleiro, foi lembrada em alas seguintes. No carro seguinte, um Sancho Pança, o fiel escudeiro de Dom Quixote, pulava em uma cama elástica.

No quarto carro, outra representação dos delírios: os famosos moinhos de vento contra os quais Dom Quixote lutou. Neles, integrantes da escola rodopiavam fazendo acrobacias. A entrada deste carro gerou um imprevisto para a União da Ilha. Um destaque teve dificuldades para subir na alegoria. Com o tempo passando, um “buraco” começou a aparecer na avenida.

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O quinto carro mostrou um teatro de marionetes, em referência a outro trecho da história de Miguel de Cervantes. Os dois últimos carros mostraram o cavaleiro dos espelhos e desenhos de Cândido Portinari sobre o livro Dom Quixote de La Mancha.

A União apresentou sete carros alegóricos, 35 alas e cerca de 3.500 componentes. Bruna Bruno desfilou como rainha de bateria da União da Ilha do Governador. A morena, que pisou na Sapucaí pela primeira vez desfilando pelo Grupo Especial, representou uma integrante da corte espanhola bem ao estilo carnavalesco, mas de forma bastante comportada, com uma fantasia que representa uma espanhola de ‘sainha’.

A madrinha de bateria da União foi a atriz Luciana Picorelli. Eriberto Leão e Letícia Spiller representaram Dom Quixote e Dulcinéia, personagens centrais do enredo da escola.

Obra

A obra de Miguel de Cervantes foi publicada em dois volumes, em 1605 e 1615, e é uma paródia sobre os romances de cavalaria espanhóis muito disseminados à época. No livro, um pobre fidalgo perde a razão nas leituras desses romances e decide encarar o mundo imitando seus heróis de cavalaria.

Dom Quixote, nome que elege para si, nomeia seu velho cavalo de Rocinante e elege como sua bela donzela Dulcinea del Toboso – uma simples camponesa, a quem via como dama nobre. Sancho Pança é seu aliado nas diversas aventuras que começa a enxergar pelo mundo.

G1

[Notícias] Salgueiro desfila o prazer da leitura

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O tema da Salgueiro, em 2010, parece ter sido feito para o PDL:  Histórias sem fim, enredo do carnavalesco Renato Lage, trata de uma homenagem à leitura e à literatura. Tendo como  refrão principal “Uma história de amor/Sem ponto final/Academia do Samba é Salgueiro/No livro do meu carnaval”, a letra do samba não se refere a autores ou estilos literários específicos ou à história da literatura. A força da letra está em ressaltar o prazer da leitura, o faz de conta, a imaginação: abrange todo e qualquer leitor que, apaixonadamente, aventura-se no mundo dos livros. O desfile será pautado em obras populares de ficção científica e fantasia e, em parceira com a Ediouro, a escola distribuirá 50 mil livretos sobre o enredo nos camarotes, frisas e arquibancadas explicando cada ala do desfile. A intenção é que todos possam compreender as referências que serão mostradas.

O Salgueiro é a quinta escola a desfilar no primeiro dia de desfiles, 14 de fevereiro (domingo), e entrará na avenida, entre 1h20 e 2h28;

“Histórias sem fim”
Compositores: Josemar Manfredini; Brasil do Quintal; Jassa; Betinho do Ponto; Fernando Magaça

Sonhei… No infinito das histórias
Iluminando a memória, me encantei
Brilhou… Realidade e fantasia
como nunca imaginei
Na arte do saber um novo amanhecer
Divina criação, primeira impressão
O livro sagrado da vida
Virtude pra eternidade
A leitura estimulando
A mente da humanidade

Eu viajei nessa magia
De alma e coração
Na fonte da sabedoria
Busquei a minha inspiração

Páginas descrevendo pensamentos
Clássicos, ideais e sentimentos
Romance e aventura
Quanta riqueza na nossa literatura
O faz de conta inocente da criança
Ficou guardado na lembrança
Mistérios, suspense e emoção ô, ô, ô
É o hábito de ler, folheando com prazer
Muito além de uma visão
Mensagem de esperança
Clareando a imaginação

Uma história de amor
Sem ponto final
“Academia do samba” é salgueiro
No “livro do meu carnaval”

[Notícias] União da Ilha levará Dom Quixote para a Sapucaí

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Fora do grupo especial do Carnaval do Rio desde os desfiles de 2001, a União da Ilha, escola da Ilha do Governador fundada em 1953, retorna à elite do samba fluminense apostando na literatura para conquistar uma classificação de destaque entre as grandes. “Vamos buscar um lugar no desfile das campeãs. Se ficarmos entre as primeiras, temos chances de brigar pelo título”, aposta o diretor de Carnaval da escola, Márcio André.

O samba-enredo “Dom Quixote de La Mancha, o Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis“, vai levar à Sapucaí a história do famoso personagem de Miguel de Cervantes. “Digo que nosso enredo está entre os dois ou três melhores do Rio de Janeiro nesse ano”, gaba-se Márcio André. O desfile ficou a cargo da carnavalesca Rosa Magalhães. “Ela é talentosa, tem tudo encaixado”, conta o dirigente. A escolha do tema foi definida pela popularidade do livro. “Não tem enredo maior”, justifica Márcio André.

De acordo com o diretor de Carnaval, cada um dos carros da escola terá uma surpresa. No desfile, a União da Ilha vai mostrar a perda da lucidez do personagem, sua paixão e seu retorno da loucura. “Todos temos uma loucura, somos apaixonados. E vamos falar sobre isso, e também sobre a paixão pela escola”, conta. Também serão lembrados no desfile artistas que fizeram referências ao herói de Cervantes, como o poeta Carlos Drummond de Andrade, o músico Raul Seixas e o pintor Cândido Portinari.

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O livro Dom Quixote comemora seu quarto centenário

Em um dos carros, Dom Quixote será interpretado pelo ator Eriberto Leão, e a atriz Letícia Spiller interpreta sua amada Dulcineia. Também podem desfilar pela escola a atriz Déborah Secco e o técnico do Flamengo, Andrade.

Para levar a história de Dom Quixote à avenida, a agremiação estima os gastos em cerca de R$ 1,5 milhão, mais a verba destinada pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Empresas foram procuradas para ajudar a financiar o desfile, mas de acordo com o diretor, ficaram “só na promessa”.

Agência Estado

Confira o samba-enredo da União da Ilha:

Voltou a Ilha
Delira o povo de alegria
Nessa folia sou fidalgo, sou leitor
Cavaleiro sonhador
Meu mundo é de magia
Vou cavalgar no Rocinante
Meu escudeiro é Sancho Pança
Se Dulcineia é meu amor
Quem eu sou?
Sou Dom Quixote de La Mancha

O gigante moinho me viu deu no pé
O povo grita.. olé
Nesse feitiço tem castanhola
A bateria hoje deita e rola

Vesti a fantasia, fui à luta
Venci manadas, rebanhos
Fiz de uma bacia, meu elmo de glórias
Meus livros se perderam pela história
Enfim, fui vencido pelo branca lua
Voltei pra casa esquecendo as aventuras
O tempo ficou com meus ideais
Quimeras são imortais

A Ilha vem cantar
Mais um sonho impossível… sonhar!
Quem é que não tem, uma louca ilusão
E um Quixote no seu coração

[Notícias] Mocidade Independente faz homenagem a Machado de Assis e Guimarães Rosa

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A escola detentora de cinco títulos veio com cerca de 4.000 componentes em 36 alas e oito carros alegóricos.

A comissão de frente da escola veio representando os imortais da Academia Brasileira de Letras, além de serem os guardiões da estrela-guia da Mocidade, representada no carro abre-alas. Os componentes usavam livros durante a apresentação, interagindo com uma biblioteca, acoplada na parte de baixo do primeiro carro. As fantasias, em verde-escuro com detalhes dourados, eram muito semelhantes aos fardões dos acadêmicos da ABL. Os componentes também representavam a tradicional cerimônia do chá dos imortais.

Marcela Vianna, destaque na alegoria de abertura, pintou o cabelo de verde para combinar com as cores exibidas pela escola durante a sua apresentação, que ocorreu a 15 metros do chão em uma grua. Foram usados mil metros de aros de neon que compunham o carro, com 80 homens representando anjos dentro de flores copo de leite.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Raphael Rodrigues e Marcella Alves desfilou com fantasias em tom de dourado com muitas plumas marrons. O vestido da porta-bandeira pesava 40 quilos.

“Flores para Literatura” foi o nome dado para a ala das baianas, que jogavam pétalas de rosa para o público. O amarelo predominava nas fantasias, em um arranjo farto de plumas, complementadas pelo vestido em branco e dourado.

O segundo carro, “Machado de Assis – Sua Vida em Verso e Prosa” retratou momentos da vida do escritor. O terceiro carro “O Cronista e o Literato, Obras Machadianas”, trouxe o Bruxo do Cosme Velho, com referência ao hábito do escritor de queimar papéis velhos em um caldeirão. A grande alegoria de nove metros de altura possuía um rosto que se abria em uma máscara dividida ao meio.

Na ala “Contos Romances e Poesias” veio com fantasias em preto e branco” trazendo notas musicais.

O carro “ABL Clube Literário Beethoven Teatro e Música – O Sarau” fez referência ao clube frequentado por Machado de Assis, onde o escritor tinha o hábito de dançar o minueto.

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O carro “Nasce o Novo Sol da Literatura – Rosa dos Ventos, Rosa de Minas, Guimarães Rosa” deu início a homenagem ao escritor mineiro. A alegoria cor-de-rosa, trazia um grande livro aberto à frente, além de cata-ventos dourados e bandeiras do estado de Minas Gerais.

Guimarães Rosa acreditava em forças ocultas e era muito místico, o que aparece representado na ala “Feiticeiro Superstição e Misticismo”, onde os componentes apareciam fantasiados de preto, com cabeças de águia e muitas penas marrons. Foi seguida pela a ala “Ciganos”

Ala “Utopia O Crocodilo no Rio São Francisco” representava o animal nos delírios de Guimarães Rosa, querendo ser um crocodilo para mergulhar nas águas do rio e descobrir os mistérios da alma. Os componentes vinham com o animal preso às costas.

O carro “Guimarães Rosa: Superstição e Misticismo” veio com um grande crocodilo à frente. No centro, uma alegoria com o rosto do escritor se abria e fechava se revezando com a imagem do carcará, um pássaro do sertão.

Na ala “O Conto da Onça” é representava um conto de Guimarães onde um caçador se embriaga e conta histórias para um viajante. As fantasias traziam onças e cactus.

O sétimo carro representou o livro “Grande Sertão Veredas”, tendo à frente uma alegoria com um rosto e tronco de homem misturado ao corpo de um escorpião.

“Estrelas em Poesia” foi o último carro que trouxe para o Carnaval a imagem do pierrô, da colombina e do arlequim, em tom predominantemente verde. Nas laterais da alegoria, plasmas mostravam as imagens de Machado e Guimarães dentro de estrelas.

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Samba Enredo

Mocidade apresenta: Clube Literário – Machado de Assis e Guimarães Rosa… Estrela em Poesia!

A Mocidade Independente faz uma grande homenagem aos 100 anos dos escritores brasileiros Machado de Assis e Guimarães Rosa. A escola fala da emoção, da magia da poesia e das palavras que tocam a alma.

Leia a íntegra

Reluzente, estrela de um encontro divinal
Risca o céu em poesias
Traz a magia pra reger meu carnaval
Despertam das páginas do tempo
Romances, personagens, sentimentos…
Machado de Assis que fez da vida sua inspiração
Um literato iluminado
As obras, um destino a superação
Nos olhos da arte, reflete o legado
Do gênio imortal, do bruxo amado
Que deu ao jornal, um tom verdadeiro
Apaixonado pelo Rio de Janeiro

A canção do meu sarau, te faz sonhar
A emoção vai te levar
A estrela adormece, na paz do amor
Abençoado um novo sol brilhou

O vento traz Rosa de Minas
Rosa do mundo pra te encantar
Palavras que tocam a alma
Fascinam e tem poder de curar
Pelas veredas do sertão, a fé, o povo em oração
Pedindo a santa em romaria, pra chover em nosso chão
Mistérios na vida desse escritor
Revelam histórias de um sonhador
Brasil de tantas artes, nas letras sedução
Herança em cada coração

Mocidade, a sua estrela sempre vai brilhar
Um show de poesia, em nossa Academia
Saudade em verso e prosa vai ficar

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