[Notícias] Brasiliana, biblioteca de preciosidades, será acessada pela internet

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

Colecionador doou seus livros raros à USP. Um robô “devorador de livros” está escaneando os exemplares.

brasiliana [Notícias] Brasiliana, biblioteca de preciosidades, será acessada pela internet

A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A Universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin.

Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação.

“São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin.

“A arquitetura é coadjuvante nesse processo porque os livros são a alma. Estamos cuidando de dar um corpo para receber dignamente a coleção e ter acesso para meus filhos, netos e de todos nós”, diz o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes.

É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses. É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora.

O livro que o robô tem nas mãos é “Helena”, autografado por Machado de Assis, dedicado a um velho amigo dele, Salvador de Mendonça. A tudo isso nós teremos acesso, via internet.

“Enquanto o prédio está sendo construído, já estamos construindo a biblioteca digital”, aponta o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni.

“Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi.

“O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni.

O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens.

Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações. É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga – só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro.

José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades.

Uma biblioteca como esta é um espaço para eternas descobertas. Cristina Antunes, organizadora da biblioteca Mindlin há 29 anos, sabe disso: “Até hoje descubro livros que eu não vi, que eu não li, que não conheço”.

Toda essa coleção começou com um livro de história do Brasil de Frei Vicente de Salvador, e comentários de Capistrano de Abreu. José Mindlin tinha 13 anos, hoje, aos 94, quase 100 mil livros depois, quer dividir com todos o grande prazer que os livros lhe deram.

“Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin.

A biblioteca Brasiliana está sendo construída na usp com doações de empresas. O prédio deve ficar pronto em julho de 2010. Os primeiros livros já deverão ser abertos para consulta, via internet em meados de junho.

A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana.

Assista ao vídeo e acompanhe o áudio pelo texto acima!

[Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

Categoria: Administração e Negócios, Ciências Políticas e Sociais, Comunicação, Técnicos e Científicos

economiacadeiaprodutiva [Mercado] A Economia da Cadeia Produtiva do Livro   Fábio Sá Earp e George Kornis

Este trabalho, realizado entre março e outubro de 2004, reúne informações básicas acerca da economia da cadeia produtiva do livro no Brasil e no exterior. Ele resulta de uma encomenda feira pelo BNDES ao Grupo de Pesquisa em Economia do Entretenimento da UFRJ, que alocou seus pesquisadores e consultores no desenvolvimento desse trabalho.

O interesse suscitado pela pesquisa pode ser explicado por duas vertentes. A primeira tem sua origem na ausência de análises econômicas com forte base estatística acerca do assunto no Brasil. Uma conseqüência desse fato é o desconhecimento da profundidade da crise que afeta as vendas de livros neste país por muitos percebida porém ainda não mensurada. A segunda causa é a precariedade das comparações entre a situação do Brasil e a do resto do mundo, o que contrasta com a literatura encontrada em outros campos da economia industrial.

O primeiro capítulo trata da questão fundamental da economia do livro: a imensa diversidade da oferta de títulos e a dispersão dos leitores possivelmente interessados em cada um. A partir daí se esboça uma aplicação das categorias da economia industrial às condições de operação das firmas que produzem, distribuem e comercializam livros.

O segundo capítulo apresenta dados acerca da economia do livro no Brasil. Aí estão panoramas da edição, da indústria gráfica e de suas relações com as editoras, da distribuição, das livrarias, das vendas porta-a-porta e das bibliotecas. Para finalizar apresenta-se um modelo elementar que elaboramos para estimativa da receita total gerada pela cadeia produtiva do livro.

O terceiro capítulo apresenta dados sobre a economia do livro em outros países. Em uma primeira parte aparecem sucessivamente informações sobre o volume de vendas nos maiores mercados, a difusão dos livros e seu preço com destaque para os índices que criamos para medir a difusão do consumo do produto na população, o papel das compras institucionais, a distribuição, os problemas da cadeia produtiva e as grandes firmas internacionais. Ainda nesse capítulo, em uma segunda parte são apresentadas as principais políticas de apoio ao livro, como a taxação, as políticas de preço único, a questão dos direitos autorais e da pirataria e as políticas para o fomento do livro aplicadas em países selecionados: Estados Unidos, França, Canadá, Alemanha, Espanha e Índia.

No Anexo apresentamos uma análise sobre uma questão que não tivemos oportunidade de examinar separadamente em cada um dos países estudados, mas que não podemos deixar de lado: as novas tecnologias e seu impacto sobre a economia do livro.

A Economia da Cadeia Produtiva do Livro – Fábio Sá Earp e George Kornis

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Best-Seller brasileiro ajuda a piratear seus próprios livros na internet

Categoria: Informação e Cultura, Papo Cabeça

paulocoelho Best Seller brasileiro ajuda a piratear seus próprios livros na internetDepois de publicar com exclusividade no Brasil a reportagem “Livro Digital: a batalha pela biblioteca virtual está só começando”, feita pelo jornal argentino O Clarín, trazemos hoje a última parte desta discussão. O personagem desta história é bem conhecido por nós brasileiros, mas suas posições acerca do livro digital na internet talvez ainda sejam um mistério para seus fãs no próprio país. Trata-se de assunto interessantíssimo, e vale como pauta para muitas discussões. Será que o livro digital gratuito realmente atrapalha a indústria editorial? Paulo Coelho falou sobre o assunto em um encontro na Alemanha. Caso você domine o inglês, pode conferir o vídeo aqui. Confiram agora a reportagem, e aguardem, porque em breve retomaremos o assunto!

Paulo Coelho e a Auto-Pirataria

Por Alejandra Rodríguez Ballester para o clarin.com, traduzido do espanhol por Marcus Vinícius especialmente para o PDL

“Queridos amigos: graças aos jovens sérvios temos uma bela versão em sérvio cirílico em PDF de um dos nossos livros no rapidshare.” A boa notícia é anunciada no blog pirata de Paulo Coelho, onde se oferecem versões piratas dos livros do best-seller espiritual. Quem controla os links do blog é o próprio Paulo Coelho, que está convencido que a internet joga a favor dos escritores, não contra.

A origem desta iniciativa foi uma experiência no mercado Russo: as escassas vendas de “O Alquimista” aumentaram ao colocar o livro grátis na web, de 1000 a 10.000 exemplares em 2001, 100.000 em 2002, para chegar atualmente à casa do milhão. Coelho tentou repetir a experiência em outros países, mas os editores não conseguiram entrar em um acordo.

Em 2007 ele mesmo criou o blog “Pirate Coelho” (ou Coelho Pirata), onde coloca os links das edições piratas de suas obras em todo o mundo. Considera que a batalha pelo copyright na internet está perdida, e os escritores devem usar a web a seu favor. Devoto do e-book, em seu blog Paulo Coelho põe à disposição dois livros cujos direitos não foram vendidos a nenhuma editora, e podem ser baixados sem custo: O Caminho do Arco e Histórias para pais, filhos e  netos. E mais: através do YouTube, Coelho convida seus leitores a filmar idéias para um filme sobre seu romance A Bruxa de Portobello. O concurso termina em 31 de Maio.

Nota do Blog: Paulo Coelho é um velho conhecido das listas de trocas de livros na internet. É possível encontrar praticamente todos os livros do autor para download, inclusive obras raras no meio impresso, como o controverso Manual Prático do Vampirismo.

Livro Digital: a batalha pela biblioteca virtual está só começando

Categoria: Informação e Cultura, Notícias, Papo Cabeça

earthsbiggestselection4 Livro Digital: a batalha pela biblioteca virtual está só começando

Escritores, agentes literários e editoras se posicionam frente ao avanço do e-book

Por Alejandra Rodríguez Ballester para o clarin.com, traduzido do espanhol por Marcus Vinícius Jacob Paiva especialmente para o PDL

O livro digital está avançando, e com ele várias batalhas se antecipam no mundo editorial. Com a apresentação do novo Kindle2, um “leitor” de e-books com wi-fi e conectividade 3G para baixar livros, Amazon desafia não só o Google, mas também as grandes editoras tradicionais. O aparato no entanto é caro para ser popular – custa 359 dólares, mas chega apadrinhado por grandes autores de best-sellers, como Stephen King e John Grisham. Por apenas 3,99 dólares os leitores do Kindle podem comprar Ur, romance de Stephen King escrito exclusivamente para eles. Isto, somado ao aumento das vendas nos Estados Unidos – na primeira metade de 2008 se venderam mais ebooks que em todo ano de 2007 – mostra que estamos em um momento de transformação: talvez nossos netos não cheguem nunca a ler livros de papel, e as queridas bibliotecas se tornem meras relíquias dentro de 20 anos.

51tto7zogflss500 Livro Digital: a batalha pela biblioteca virtual está só começandoE a mudança está acontecendo agora.

Ainda que as vendas de 17,8 milhões de dólares não sejam significativas frente aos 39.940 milhões de dólares que fatura a indústria editorial estadunidense, o crescimento é acelerado e  a Amazon é o novo gigante a que todos olham com receio. O aumento de suas vendas de livros online foi de 23% nos seis primeiros meses de 2008, muito mais que as das livrarias tradicionais, que cresceram apenas 3%, segundo informe de Jim Milliot para a Feira de Frankfurt, ao qual o Clarín teve acesso com exclusividade.

Com o Kindle e os 230.000 títulos disponíveis para ler no dispositivo, Amazon está na cabeça do mercado de e-books e as editoras temem a competição da maior livraria online, que já está adentrando no terreno da edição.

Antes de 2012, estima Milliot, a Amazon estaria em condições de fazer contratos diretamente com os autores e até poderia comprar uma editora, como já fez com uma produtora de audiolivros. Por sua vez, as grandes editoras estão digitalizando seus livros para vender seus conteúdos diretamente para seus usuários.

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Memorial lança Biblioteca Virtual da América Latina – BV@L

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

americalatinarj1 Memorial lança Biblioteca Virtual da América Latina   BV@L

O Memorial lançou hoje a BV@L – Biblioteca Virtual da América Latina (www.bvmemorial.fapesp.br), um projeto que vem sendo trabalhado há dois anos. A BV@L tem apoio institucional da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e utiliza a Tecnologia BVS da Bireme.OPAS.OMS. O lançamento acontece às 15h, na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita do Memorial.A BV@L tem como objetivos disseminar informações e conhecimentos sobre a América Latina, organizar e divulgar recursos de informação sobre a região e aplicar mecanismos qualificados de acesso, recuperação e disseminação da produção cultural, artística e técnico-científica gerada por atividades de ensino, pesquisa e extensão de instituições representativas na área.

A Biblioteca virtual utiliza diversos sistemas de buscas (simples, simultânea e avançada) e disponibiliza informações da coleção de vídeos e do acervo bibliográfico da Biblioteca Latino-Americana Victor Civita, incluindo links com publicações editadas pelo Memorial e digitalizadas para o portal.

“Trata-se de um espaço privilegiado para pesquisadores e interessados na temática latino-americana se aprofundarem na história, na cultura e no que acontece hoje na região sem sair de casa”, diz a coordenadora técnica do projeto, Márcia Rosetto. A seguir, um resumo sobre cada base de dados…

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