[Curiosidades] Espadas famosas da Literatura – Parte 01 – Excalibur, Anduril e Espada Flamejante

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Excalibur (Caledfwlch)

Talvez essa seja a mais misteriosa de todas as espadas da literatura mundial. Suas histórias e lendas já renderam livros, filmes, jogos, desenhos e muito mais. Apesar das versões divergentes, Excalibur foi desde muito cedo ligada à mitologia do Rei Arthur, grande herói da Bretanha que teria vivido no século V.

Nos relatos mais conhecidos, Excalibur é uma espada presa a uma pedra. Sua posse daria ao lutador grandes poderes em batalha, mas apenas o legítimo herdeiro do trono poderia retirá-la.

Em As Brumas de Avalon, Excalibur é um presente da Dama do Lago, sacerdotisa de Avalon, e era acompanhada por uma bainha que protegia o usuário contra ferimentos letais.

Na trilogia Crônicas do Rei Arthur, de Bernard Cornwell, Excalibur é um dos 13 tesouros antigos da Bretanha, forjada no outro mundo e entregue por Merlin a Arthur, para ajudar a expulsar os invasores saxões.

Narsil (Anduril, A Chama do Oeste)

Na obra de Tolkien, as espadas ocupam um papel mágico e fundamental, e Narsil provavelmente é a maior de todas elas. Seu nome, originário do idioma Quenya, vem da união de fogo e luz branca (nar e thil), referindo-se ao sol e a lua.

Narsil foi forjada em uma época remota, mas foi com Elendil, Rei dos Dúnedain, que a arma ganhou fama. Durante a batalha da última aliança, em que os povos da terra média se uniram para derrotar Sauron, o senhor do escuro partiu a lâmina. Mesmo assim, Elendil, já praticamente derrotado, consegue cortar o Um Anel dos dedos do vilão, vencendo a guerra.

Esildur, filho e herdeiro de Elendil, levava os pedaços da espada para casa quando o Um Anel acendeu sua cobiça, levando-o à morte e ruína. Os fragmentos foram guardados, mas o um anel se perdeu no rio e não havia um herdeiro legítimo ao trono.

Muito mais tarde, Sauron recupera parte de seu poder e inicia a busca pelo Um Anel, acontecimentos que são descritos na trilogia O Senhor dos Anéis. Em O Retorno do Rei, a espada é reforjada com o nome de Anduril, e dada a Aragorn, legítimo herdeiro de Isildur. O rei usa a arma para cobrar do exército de mortos vivos o juramento feito a seus ancestrais. Veja acima trechos do filme.

A Espada Flamejante (espada de Deus)

A espada flamejante, como o próprio nome diz, é uma lâmina envolta em fogo por poderes sobrenaturais. Esse tipo de arma tem existido em mitos e lendas há milhares de anos. Segundo a Bíblia, um querubim com uma espada flamejante foi colocada por Deus nos portões do Paraíso após Adão e Eva serem expulsos (Gênesis 3:24).

E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

(Gênesis 3:24).

Uma espada de fogo com um imenso poder destrutivo aparece na mitologia nórdica, empunhada por Surtur, o líder dos demônios de Muspelhein. A maçonaria também incorporou o simbolismo, e uma espada está sempre presente na mesa do mestre, referência direta à espada flamejante bíblica.

A tradição ortodoxa cristã diz que desde a vinda de cristo a espada foi retirada dos Jardins do Éden, tornando possível que a humanidade retorne ao paraíso.

[Romance] A Senhora de Avalon – Marion Zimmer Bradley

Postado por: PDL  /  Categoria: Literatura Estrangeira, Romances

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Ricamente povoado por personagens mágicos e temíveis, A senhora de Avalon tem a grandiosidade épica que caracteriza os romances de Marion Zimmer Bradley. Guerras, traições, amor e ódio, reunidos em uma narrativa dinâmica que envolverá o leitor ávido pelo conhecimento de poderes místicos em uma atmosfera ritualística.

A senhora de Avalon representa o elo que une A casa da floresta ao renomado best-seller As brumas de Avalon. O livro conta a saga de uma ilha sagrada, narrada por sucessivas gerações de sacerdotisas que servem à Grande Deusa da era pagã. A história destaca a vida de três mulheres – Caillean, Dierna e Ana – que comandam a sorte da Inglaterra lendária, enquanto enfrentam seus destinos.

Marion Zimmer Bradley começa a saga com Caillean, que vai para a ilha de Avalon com algumas sacerdotisas para garantir a mística linha sucessória e defender Avalon de um mundo hostil. Para escapar da fúria conquistadora do império romano, que ameaçava destruir Avalon, ela envolve a ilha em névoas intransponíveis. A história prossegue com a astuta Dierna, que governa Avalon através de ensinamentos políticos e também mostra que o amor é um sentimento difícil de ser controlado. A sacerdotisa Ana é preparada para dar à luz uma menina que viria a ser a mãe do futuro rei. Mas será a sua bela filha Viviane quem receberá os verdadeiros dons divinos e se tornará a Suma Sacerdotisa, a famosa Senhora do Lago e guardiã do solo sagrado.

As sacerdotisas atuam em três eras da história britânica. O romance começa no ano de 96 com o estabelecimento de Avalon como uma comunidade religiosa durante a ocupação romana. Na segunda fase, no ano 285, a onda de invasores anglo-saxões torna-se mais ameaçadora do que o declínio do Império Romano. É quando acontece o polêmico enlace amoroso entre uma de suas noviças e um general romano, gerando uma crise para a liderança da Britânia. Na terceira parte, a guardiã usa seus poderes para preparar o caminho para o nascimento de Arthur, o rei sagrado e reconhecido como a única oportunidade de ligar esses dois diferentes mundos: o dos cristãos e o dos pagãos.

A Senhora de Avalon é tão envolvente e descritivo que dispensa qualquer familiaridade com os personagens ou com os livros anteriores da autora para apreciá-lo. Inclui listas de personagens, o significado de seus nomes e os lugares por onde passam. Marion Zimmer Bradley elabora um mundo mágico de 400 anos de história da Britânia, numa viagem entre o real e o imaginário, deixando o leitor ávido pelo próximo livro.

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