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[Administração] Guia de sobrevivência para Micro e Pequenas Empresas – Governo Federal

Categoria: Administração e Negócios, Técnicos e Científicos

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O governo federal lançou o “Guia de Sobrevivência para MPEs“, resultado de uma ação conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), do Fórum Permanente das Micro e Pequenas Empresas, do Ministério da Justiça e do Instituto Recupera Brasil.

O objetivo da publicação é tentar diminuir o número de empresas que fecham as portas no primeiro ano de vida, problema que atinge 27% dos novos empreendimentos no Brasil, segundo pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A cartilha traz dicas de planejamento, saúde financeira, crises e recuperação judicial.

A cartilha lembra que estudo do Sebrae mostra que o Brasil tem aproximadamente seis milhões de microempresas e empresas de pequeno porte e que, por este motivo, está no topo da lista de países mais empreendedores do mundo. “Este total de empresas corresponde a 97% de todas as empresas existentes no país, sendo apenas 3% do total formado por empresas médias e grandes”, diz o documento.

Segundo a cartilha do governo, são as microempresas, e as empresas de pequeno porte, que movimentam a economia nacional, empregando cerca de 52% de todos os trabalhadores urbanos do país (aproximadamente 13 milhões de empregos com carteira assinada) e geram 20% do PIB brasileiro.

Guia de sobrevivência para Micro e Pequenas Empresas – Governo Federal

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[Parabéns] 91 anos de Clarice Lispector

Categoria: Curiosidades, Informação e Cultura, Notícias

clarice [Parabéns] 91 anos de Clarice Lispector

“A família pouco a pouco foi chegando. O que vieram de Olaria estavam muito bem vestidos porque a visita significava ao mesmo tempo um passeio a Copacabana. A nora de Olaria apareceu de azul-marinho, com enfeites de paetês e um drapeado disfarçando a barriga sem cinta. O marido não veio por razões óbvias: não queria ver os irmãos. Mas mandara sua mulher para que nem todos os laços fossem cortados – e esta vinha com o seu melhor vestido para mostrar que não precisava de nenhum deles, acompanhada dos três filhos: duas meninas já de peito nascendo, infantilizadas em babados cor-de-rosa e anáguas engomadas, e o menino acovardado pelo terno novo e pela gravata.” – assim se inicia o conto Feliz Aniversário, de Clarice Lispector.

O conto trata da festa de aniversário de 89 anos de uma senhora e traz, de forma pungente, as hipocrisias que atravessam relações familiares e a angústia da velhice, da solidão e do abandono. Se estivesse viva, Clarice completaria nesse sábado – dia 10 de dezembro – 91 anos de idade, dois a mais do que a personagem central de seu conto. O E-books Grátis faz, então, um post de Feliz Aniversário a essa escritora profunda e intensa que costumava tocar – e rasgar – a alma e os sentidos do leitor com seus contos e seus romances.

Clarice nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Tchetchelnik, na Ucrânia. Em março de 1922 chegou ao Brasil, em Maceió – AL, com sua família. Clarice viveu em Alagoas, em Pernambuco e, mais tarde, no Rio de Janeiro. Estudou Direito e deu aulas particulares de português e matemática. Seu primeiro livro, Perto do Coração Selvagem, foi publicado em 1943. Clarice escreveu, escreveu, escreveu. Infinitamente, intensamente, loucamente. Lindamente. O Lustre, A Cidade Sitiada, Água Viva, A Paixão Segundo G.H., A Hora da Estrela e tantos outros. Em 9 de dezembro de 1977, às vésperas de completar 57 anos, Clarice morreu de câncer.

Aqui, ela persiste viva e intensa. Nós, nesta breve homenagem, deixamos alguns trechos de seus belos escritos:

“Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!” (Perto do Coração Selvagem)

 “Ficaram em silêncio muito tempo, um silêncio que não pesava. Até que ele, como se quisesse lhe dar alguma coisa, disse:

-Olhe para esse pardal, Lóri – mandou ele – não pára de ciscar o chão que aparentemente está vazio mas com certeza seus olhos vêem comida.

Obediente, ela olhou. E de súbito eis que o pardal alçou vôo, e na surpresa Lóri esqueceu-se de si própria e disse como uma criança para Ulisses:

-É tão bonito que voa!
Falara com a inocência que usava nas aulas com as crianças, quando não temia ser julgada. Inquieta então olhou rápido para o lado de Ulisses. Ele a olhava. Com um susto Lóri notou: era um olhar… de amor?” (Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres)

“Não é confortável o que te escrevo. Não faço confidências. Antes me metalizo. E não te sou e me sou confortável; minha palavra estala no espaço do dia. O que saberás de mim é a sombra da flecha que se fincou no alvo. Só pegarei inutilmente uma sombra que não ocupa lugar no espaço, e o que apenas importa é o dardo”. (Água Viva)

“Se tivesse a tolice de se perguntar ‘quem sou eu?’ cairia estatelada e em cheio no chão. É que ‘quem sou eu?’ provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto.” (A Hora da Estrela)

“Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me mesmo seja de novo a mentira que vivo.” (A Paixão Segundo G. H.)

Sua história contada com mais detalhes, bem como sua obra completa, podem ser conferidas nessa página dedicada especialmente a Clarice Lispector.

[Notícias] Sites ajudam novos escritores a publicar suas obras

Categoria: Comunicados e Notícias, Informação e Cultura, Notícias

Ontem, dia 06 de dezembro de 2011, saiu no jornal A Gazeta – de grande circulação no Espírito Santo – uma matéria com o seguinte título: O grito de liberdade dos novos escritores. Acreditando que o assunto seria de interesse de nossos leitores corremos para ler!

Confiram agora a matéria na íntegra:

fotogazeta [Notícias] Sites ajudam novos escritores a publicar suas obras

 

O grito de liberdade dos novos escritores

Sites ajudam autores a publicar gratuitamente suas obras

(por Tiago Zanoli)

Entre os internautas, são muitos os que escrevem – até compulsivamente. Desde que os blogs se popularizaram por aqui, há uma década, isso ficou mais evidente. Antes de chegar às vias tradicionais de publicação sob a chancela de uma editora, escritores diversos passaram a se autopublicar na web ou a utilizá-la para “exercitar” a escrita. Outros exploram os diferentes formatos e suportes digitais e apostam ainda nos e-books como alternativa, compartilhando-os na internet.

Também pela rede, autores independentes e sem dinheiro para bancar a impressão de suas obras contam com a ajuda de portais voltados para publicação e venda de livros na internet. Esses sites (veja os endereços no quadro à direita) crescem e ganham adeptos no país por oferecer ao escritor a possibilidade de lançar seus títulos sem nenhum custo – ele tem apenas o trabalho de escrever, editar e diagramar.

Em sites como o Clube de Autores, inaugurado há dois anos, e o PerSe, que tem seis meses de funcionamento, o escritor escolhe diferentes combinações para o formato do exemplar, define quanto quer receber e envia todo o conteúdo do livro, que é posto à venda nesses sites. Os exemplares são impressos sob demanda, ou seja, à medida que um leitor faz a compra.

Diretor-geral do PerSe, Antonio Hercules Junior acrescenta que o site fechou parceria com o portal Xeriph (xeriph.com.br), que distribui para mais de 20 livrarias on-line, e com o projeto Nuvem de Livros (nuvemdelivros.com.br) – uma biblioteca virtual com grande variedade de temas, em que o assinante acessa e lê on-line centenas de títulos.

Qualidade
Um desafio, no caso da autopublicação, é manter a qualidade gráfica semelhante a das editoras tradicionais, pois o processo de impressão é digital, e não off-set (por meio de chapas). “A qualidade é muito parecida, só um técnico vai perceber a diferença. Talvez fique ruim em pequenas gráficas, ultrapassadas. A impressão digital evoluiu muito”, explica Hercules.

Ricardo Almeida, diretor-geral do Clube de Autores, também defende a impressão digital. “Usamos uma impressora fabulosa. Nosso índice de satisfação é alto, uns 98%, e os outros 2% não reclamaram da impressão, mas de extravio dos Correios”. Ele exalta ainda o caráter democrático do processo: “Achamos que ninguém é competente para avaliar o que merece ou não ser publicado. O juiz é o próprio leitor”.

Publicação
Moradora de Vila Velha, Sara Venturim, 24 anos, publicou dois livros dessa forma, mas recorreu a um site norte-americano: o CreateSpace, da Amazon. Blogueira e escritora “compulsiva”, interessou-se pela autopublicação quando morou na Irlanda, em 2010. Segundo ela, essa modalidade é bastante comum na Europa.

Seus dois primeiros livros – “Conta-Conto: Contos Gotas e Algumas Poesias” (em português) e “Very Short Stories and Poems” (em inglês) – reúnem contos e poemas e estão à venda no site Amazon.com. No blog da autora (devaneiosnoturnos.com) é possível conhecer as obras. Para Sara, a grande vantagem é ter total controle sobre o que publica. “Faço o que quero, sem me preocupar com tendências, e meu namorado edita e revisa meus textos”, finaliza.

Experiência:
Rob Gordon (pseudônimo) escreve crônicas e contos há cinco anos, em dois blogs. Em 2010, publicou seu primeiro livro, “Anônimos e Urbanos” pelo Clube de Autores.

Como foi a experiência de se autopublicar por meio do site?
Trabalhosa, mas gratificante, pois eu tinha controle criativo total sobre o projeto. No primeiro livro, todo o processo (revisão, editoração) foi feito por mim. Já no segundo, contei com a ajuda de amigos.

Quais as vantagens e desvantagens?
As principais vantagens são o controle criativo total e o custo zero. Com o conteúdo e a capa prontos, basta subir o arquivo para o site e o livro passa a ser vendido imediatamente, sem custo algum, já que não há tiragem mínima e, consequentemente, encalhe. O grande desafio é a divulgação, que fica a cargo do escritor. Lançar o livro é apenas o primeiro passo de um trabalho que, depois, precisa de esforço diário para promover a obra.

Como comercializa seus livros?
São vendidos somente no site do Clube de Autores. Tudo o que posso fazer é divulgar o link nos meus blogs e onde mais conseguir. Mas, como tenho uma relação muito próxima com muitos leitores do meu blog, tenho sempre um estoque em casa, já que muitos me escrevem querendo comprar direto comigo, para receber cópias autografadas.

Que futuro vislumbra para o mercado editorial?
Creio que o mercado precisará encontrar um modo de entregar os livros no formato que o consumidor desejar. Quem quiser papel poderá comprar em papel, quem quiser ler num tablet poderá comprar o e-book. Em termos de mercado, vejo-me como um fabricante de conteúdo, e minha função é entregar esse conteúdo em todos os formatos possíveis, para atingir o maior número de consumidores, da forma que eles desejarem. É que procuro fazer com meus livros.

Onde Publicar:
Clube de Autores
clubedeautores.com.br

PerSe
perse.com.br

CreateSpace
createspace.com

Bubok
bubok.pt

Lulu
lulu.com

YoEscribo
www.yoescribo.com

AlphaGraphics
vitoria.alphagraphics.com.br

***

Confiram também, no E-books Grátis, o Projeto Novos Escritores, que terá início na próxima semana!

[Fragmentos Poéticos] A ronda

Categoria: Fragmentos Poéticos, Informação e Cultura

ronda [Fragmentos Poéticos] A ronda

O amor faz a ronda de fim de tarde
e encontra o menino perdido
em sua paixão arruinada
sem chão;
encontra o velho calado
enquanto sua antiga esposa
dança as agonias finas
de ser amante de outro.
O amor faz silêncio:
não cura.
O menino se torna homem
e ama
incontrolavelmente
incontestavelmente
irremediavelmente
um outro homem.
O velho nunca mais veio
- dizem que é coisa de morte.
A velha – em sua sabedoria -
faz amor mansinho ao amanhecer
hora da labuta
das crianças na escola
dos carros e das buzinas.
Ninguém ouve
o gemido baixinho do amor
todo enrugado sob o lençol bordado
(era presente de casamento)

O amor faz a ronda de fim de tarde
e conhece todas as despedidas
todos os desencontros
todos os desencantos.
Conhece as vontades também
e coloca em todas elas
uma gota de perigo.

 

Carla Jaia

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[Cinema] Vem aí nova versão do filme “Os homens que não amavam as mulheres”

Categoria: Comunicados e Notícias, Filmes baseados em livros, Filmes e Documentários

livros homensmulheres 250 rep [Cinema] Vem aí nova versão do filme Os homens que não amavam as mulheres

Os homens que não amavam as mulheres (Män som hatar kvinnor, em Sueco), livro de suspense escrito por Stieg Larson, é o primeiro da Trilogia Millenium e deu origem, em 2009, a um filme homônimo dirigido pelo dinamarquês Niels Arden Oplev.

Aqueles que apreciaram o livro e o filme desejarão, sem dúvida, conferir também a versão hollywoodiana, dirigida por David Fincher (diretor de A Rede Social), que tem estreia prevista para o dia 21 de dezembro deste ano nos EUA e para 10 de fevereiro de 2012 nas telonas brasileiras.

A história trata da investigação do desaparecimento de Harriet Vanger – jovem herdeira de um império industrial -  na vizinhança de Hedestad (Suécia), em 1966. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Intensa e surpreendente, a trama conta com uma personagem fascinante, Lisbeth Salander – uma jovem e excepcional investigadora e hacker -, que na primeira versão cinematográfica foi interpretada pela maravilhosa Noomi Rapace e, na versão americana, ganhará vida através da atriz Rooney Mara (foto abaixo) – que esteve bem como a ex-namorada de Mark Zuckerberg A Rede Social.

cess rooney mara 05 v [Cinema] Vem aí nova versão do filme Os homens que não amavam as mulheres

Vale lembrar que Stieg Larson recebeu o Prêmio Chave de Vidro para o Melhor Romance Criminal da Academia Sueca de Ficção Criminal, em 2006, pelo livro Os homens que não amavam as mulheres.  Merece ser lido!

pixel [Cinema] Vem aí nova versão do filme Os homens que não amavam as mulheres

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