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[Romance] Sombrio – Adler Nobre

Categoria: Literatura Nacional, Novos Escritores, Romances Nacionais

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Augusto Walker é um garoto que tem sua vida apinhada de segredos escondidos por todos os cantos possíveis, porém, ele vê seu mundo transformar-se completamente quando alguns destes segredos começam a ser desvendados. A busca pelo o que é Augusto inicia-se quando ele descobre que sua mãe fora um anjo antes de ser assassinada por um espírito sanguinário e cruel chamado Huire, que misteriosamente está ligado a Augusto, mesmo que os dois estejam destinados a um encontro possivelmente letal, já que o espírito busca o garoto para a morte. Uma aventura repleta de demônios, exorcistas, anjos e até mesmo doces bruxas está escrita nas páginas de Sombrio.

Adler Nobre vive no Centro-Oeste do Brasil com sua família e seus animais de estimação. Atualmente, cursa o Ensino Médio em uma escola particular de sua pequena cidade, Colider.

Sombrio – Adler Nobre

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Tamanho: 757kb | Formato: pdf | Enviado pelo autor

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[Fragmentos Poéticos] Vinte e sete anos

Categoria: Fragmentos Poéticos

Man Ray Striletzia 1924 [Fragmentos Poéticos] Vinte e sete anos

Meus vinte e sete anos

aflitos

incertos

nascidos da ruga mansa

que delira em mim:

sou jovem ainda

mas já não posso brincar.

 

Ouço a vida

de meus vinte e sete carinhos na esquina

de meus vinte e sete segredos no ouvido da mãe

- qualquer mãe -

travesseiro menina amiga amante

professora desejo namorado visita

mãe-menino que me põe no colo

e ousa

sempre ousa.

 

Ouço os gritos

de meus vinte e sete sonhos perdidos

de meus vinte e sete fios de cabelo

quase brancos

de minha pele macia enrugada

espremida de amor

de minhas valas meus vãos meus clarões meus estragos

minhas todas meninas perdidas no mundo

minhas todas amantes sorrindo ao fundo

minhas todas mulheres gemendo na lama

e o macho

que desponta em meu peito, em meu ventre:

eu mesmo!

 

Tenho vinte e sete anos e sou:

macho fêmea criança sentença borrão

a menina bonita dos olhos tão seus

o meu laço de fita a calcinha rendada

o lençol amassado os papéis espalhados

o amor remendado o delírio

você

 

Tenho vinte e sete anos e ela ainda não veio

- aquela -

- aquela -

- aquela -

a promessa de ontem

o anseio de hoje

a ferida o veneno os espasmos o gozo

a outra!

 

Vinte e sete anos e ainda eu-mesma:

essa dor só passa

rasgando.

 

Por Carla Jaia

[Resenha] As Crônicas de Gelo e Fogo – A Fúria dos Reis (livro dois)

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

[ATENÇÃO: SPOILER DO PRIMEIRO LIVRO, A GUERRA DOS TRONOS... Se você não o leu, não siga em frente com esta resenha!]

 

cronicas de gelo e fogo 2 A Furia dos Reis [Resenha] As Crônicas de Gelo e Fogo   A Fúria dos Reis (livro dois)

Leia também a resenha de A Guerra dos Tronos.

A Fúria dos Reis, o segundo livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, deve ser manejado com cuidado: ele queima. Queima como o fogo dos dragões de Daenerys ou como o fogovivo – terrível substância feita por alquimistas e que arde infinitamente, até destruir tudo o que encontra em seu caminho.

Há um cometa vermelho cruzando os céus de Westeros e os Sete Reinos se encontram em plena guerra civil. São diversos os sentidos atribuídos ao traçado vermelho no céu: a glória, o perigo, a  guerra, a morte, os dragões. Também são múltiplas as vontades e as forças em combate nessa história. O jovem Robb Stark, declarado Rei do Norte, prepara-se para enfrentar os Lannister, ao mesmo tempo em que os dois irmãos mais jovens do falecido rei Robert Baratheon lutam ardentemente pelo trono. Stannis, frio e implacável, alia-se a uma misteriosa sacerdotisa chamada Melisandre – a Sacerdotisa Vermelha. Renly, belo e reluzente, conta com seu enorme exército, seus admiradores, seu charme e seu carisma. E, bem longe, Daenerys – uma ameaça ainda secreta – segue em marcha com seus dragões e seu khalasar. São muitos reis e muitas guerras, muita destruição e muita morte: enquanto os nobres se digladiam, o povo enfrenta a fome, a violência e a mais profunda devastação. Martin consegue descrever, com dureza e realismo, a crueldade das guerras pelo poder e o modo como os mais frágeis são dura e impiedosamente atingidos.

A magia ganha mais espaço na história: temos agora dragões, alquimistas, feiticeiros, um cometa misterioso e uma infinidade de encantos secretos. Deuses também se tornam mais importantes nessa trama: os deuses antigos, o deus da luz, o deus afogado, os Sete. As religiões aparecem ora como um alento para os que sofrem, ora como um semeador de discórdia e incompreensão: o mundo criado por Martin, afinal, não é tão diferente do nosso.

Os personagens, já bem trabalhados no primeiro livro, ganham mais beleza (ou horror) e profundidade. Sansa aparece mais forte e mais crescida, mais séria e mais triste – restam poucos traços da menina que se encantava com todas as maravilhas da vida de uma dama, embora ainda seja sutil e adoravelmente sonhadora. Arya, pequena guerreira, precisa ser ainda mais corajosa agora, porque os perigos são maiores e mais reais. Tyrion se mostra cada vez mais inteligente, ardiloso, brilhante, sarcástico, quase cruel e, por vezes, surpreendentemente encantador. Os capítulos mais poéticos – capazes de despertar as mais doces emoções – são, em minha opinião, aqueles dedicados ao Bran e à Catelyn: repletos de memórias, com pitadas de fé e magia, condensam a suavidade que muitas vezes falta a outras partes da história. Falta, sim, porque não poderia ser diferente: a vida está difícil – e cruel – para todos. A fome e a devastação nos reinos, o frio para além da muralha, a solidão, a morte, as traições.

O inverno está para chegar. Quem sobreviverá?

Por Carla Jaia

[Quadrinhos] Jacques Tardi mostra o horror da guerra em quadrinhos

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Notícias, Quadrinhos

jacques site [Quadrinhos] Jacques Tardi mostra o horror da guerra em quadrinhos

 O quadrinista francês Jacques Tardi ilustra situações desumanas nas frentes de batalha da Primeira Guerra Mundial em Era a guerra das trincheiras. O artista mostra com realismo esses momentos de dor, trabalhando temas como o medo da morte iminente, a saudade da família e a vontade de voltar para casa.

A obra ganhou o Eisner Award  (premiação destinada a quadrinhos) em 2011 nas categorias Melhor Trabalho Baseado em Fatos Reais (Best Reality-Based Work) e Melhor Publicação Americana de Material Estrangeiro (Best U. S. Edition of International Material).

Confira também quais foram os outros vencedores do Eisner Award 2011.

Faça download de uma amostra da obra. Cortesia da editora.

[Prosa Poética] Se eu soubesse que viria – João Paulo Vieira

Categoria: Novos Escritores, Poesia Nacional

living room [Prosa Poética] Se eu soubesse que viria   João Paulo Vieira

Se eu soubesse que viria…

(Por João Paulo Vieira)

 Se eu soubesse que viria, teria mudado o arranjo de flores. Novas flores estariam enfeitando a sala. Eu tiraria os copos sujos com resto de nescau no fundo, a poeira dos móveis do quarto. Se eu soubesse, arrumaria a cama, ainda desarrumada de dias atrás. Ainda há roupa suja espalhada pelos cantos do quarto, objetos por todo lugar, fora de alinhamento. Eu: uma bagunça só. Cabelo desgrenhado, roupa amassada, um hálito nada agradável de quem acabou de acordar. Se eu soubesse, mas você não avisa. Abriu o portão, duas voltas com a chave na porta da sala, quinze passos até meu quarto e me pega assim: de qualquer jeito. Me pega assim de qualquer jeito pelos quatro cantos do quarto, por cima dos objetos desalinhados, das roupas sujas, quebrando os copos sujos de nescau. Depois, começa a espirrar. Alergia, poeira. Meus olhos lacrimejam de ver você espirrando. Eu choro. Não, é cisco no meu olho, digo. Cinco minutos depois ainda há lágrima escorrendo a face. Não há mais cisco nenhum. É dor que não aguentava mais ficar enclausurada no peito. Se eu soubesse, teria me preparado psicologicamente, emocionalmente. Mas você nunca avisa, sempre chega sem bater na porta, trazendo sentimentos de volta, aquele tipo de sentimento que eu tento desde pequeno deixar do lado de fora.
Biografia: Nascido em Rio Branco-Acre, vinte e um anos, me acostumei a não depender de outras pessoas. A pior coisa do mundo são as pessoas parasitas. Necessitam estar ali, com alguém do lado, pois acreditam que é viver assim ou miseravelmente. Sou de câncer, e embora não acredite muito em horóscopo, está aí algo que consegue me definir melhor que os livros do Martin Page. Peguei gosto pela leitura há cinco anos, mas só virou um vício há pouco mais seis meses. Praticamente troco água por livros.
Sou estagiário em um Call Center, curso o sexto periódo de Administração, e escrevo/leio nas horas vagas.
***

Para conhecer outros escritos do autor, visite o blog Nowhere man.

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