[Curiosidades] Seria “Avatar”, de James Cameron, plágio de Poul Anderson?
Postado por: PDL / Categoria: Curiosidades, Ficção, Policial, Terror e Suspense, Informação e Cultura, Literatura EstrangeiraAvatar, de James Cameron tem sido defendido como uma tentativa de contar histórias originais de ficção científica no cinema, entre um mar de remakes e adaptações. Mas Cameron pode ter tomado “emprestado” alguns dos aspectos fundamentais de sua narrativa do autor Poul Anderson.
“Call me Joe” é um romance escrito em 1957 por um escritor da era de ouro da ficção científica, Poul Anderson. Muitos fãs de Anderson suspeitam que a história teve uma influência importante sobre Avatar, e alguns brigando para que Anderson receba os creditos no filme. E é fácil perceber porquê.
Como em Avatar, “Call me Joe” se foca em um paraplégico – Ed Anglesey – que se se conecta telepaticamente com uma forma de vida artificial criada para explorar um planeta hostil (neste caso, Júpiter). Anglesey, como Jake Sully, de Avatar, deleita-se com a liberdade e a força de seu corpo artificial, luta com predadores na superfície de Júpiter, e gradualmente vai se tornando nativo à medida que passa mais tempo conectado ao seu corpo artificial.
Claro, não há nada de errado em ser inspirado ou influenciado por outros escritores, e Cameron mencionou uma série de influências para Avatar: Dança com Lobos, Rudyard Kipling, Edgar Rice Burroughs (Tarzan). Mas é estranho, tendo em conta algumas semelhanças notáveis nas histórias, que ele parece não ter mencionado Anderson como uma inspiração específica.
Se as semelhanças entre Avatar e “Call Me Joe” causarem problemas Cameron, não seria a primeira vez. Depois que O Exterminador do Futuro foi lançado, o escritor Harlan Ellison processou a empresa de produção por plagiar dois episódios que ele escreveu para A quinta Dimensão (The Outer Limits). Embora Cameron tenha levado as idéias de Ellison em um sentido muito diferente e inovador, a empresa entrou em acordo com Ellison, que hoje é reconhecido nos créditos do filme.
Avatar pode ser, em grande medida, um filme original, tal como O Exterminador do Futuro é. Mas pode ter mais raízes do que Cameron reconheceu até agora.
Paul Anderson tem algumas obras publicadas em português. Infelizmente, “Call me Joe” não está entre elas, mas conseguimos vários outros títulos para os leitores do PDL e do nosso blog baixarem. Inclusive um que, coincidentemente, se chama “O Avatar”.
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Num passado que se perdia na bruma dos tempos, uma raça misteriosa, a que se chamava simplesmente “Os Outros”, deixara à humanidade um legado precioso que era simultaneamente um grande desafio; uma passagem assinalada para alcançar as estrelas inexploradas.
E a humanidade utilizou essa passagem para colonizar o sistema da estrela Phoebus, mas deixou inexplorado tudo o que restava da galáxia…
Num ambiente político conturbado, a grande nave Emissário utiliza a passagem pára uma viagem de exploração. Mas, quando regressa, os governantes da União mandam aprisionar a nave e deter a tripulação, ao mesmo tempo que proíbem qualquer futura exploração do espaço…
Apenas um homem, um colono de Deméter, consegue aperceber-se da situação e empreende uma ação desesperada para salvar o presente e acautelar o futuro…
O Avatar – Poul Anderson
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Se um cosmonauta viajasse, a uma velocidade quase igual à da luz, em direção a uma estrela distante 10 anos-luz da Terra e regressasse à mesma velocidade, teria envelhecido apenas três anos, enquanto no planeta haveriam decorrido cerca de vinte. Se durante a viagem espacial conseguisse acelerar ainda mais, ficando a fração de 100% da luz, poderia circunavegar todo o Universo e, quando voltasse ao ponto de partida, nada mais encontraria: a Terra e o sistema solar teriam desaparecido para sempre. Em Tau Zero, de Poul Anderson, essa vertiginosa hipótese é levada ís últimas conseqüências. A tripulação da espaçonave Leonora Christine, composta de 50 membros, de diferentes raças, deixa a Terra com destino a uma estrela no sistema de Beta Virginis, onde irão colonizar um planeta. No meio da viagem, a nave choca-se com uma pequena nebulosa. Seu curso é alterado e sua velocidade aumenta cada vez mais, até que os séculos se reduzem a segundos. Enquanto isso, dentro da Leonora Christine, cuja gravidade se mantém constante, o tempo passa com extrema lentidão. Acontece, então, algo espantoso: os ocupantes da nave assistem literalmente ao fim do Universo, que se reduz progressivamente a um monobloco, até um novo Gênesis cósmico. Considerado uma das melhores descrições de espaçonave e de sua viagem interestelar, dentro da ficção científica, Tau Zero, de Poul Anderson – escritor várias vezes laureado com os prêmios Hugo e Nebula – é um romance carregado de emoção e que mantém o leitor em suspense até as últimas páginas.
Tau Zero – Poul Anderson
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Romance. No amor e na guerra, tudo deve ser leal. Com a galáxia dividida entre duas confederações implacáveis, assim devia ser. Mas como montar uma armadilha a um telepata de capacidades espantosas e capturá-lo? O alvo era um estranho génio de um mundo não marcado nos mapas. Um génio que era o braço direito do Estado-Maior inimigo, e que não só sabia o que se passava nas mentes de todos quanto estavam próximos dele como podia ler os pensamentos distantes. Esse o problema que Sir Dominic Flandry, capitão dos serviços de informação terrestres tinha que resolver. Para tornar as coisas piores ainda, o telepata em questão estava igualmente interessado em por Flandry fora de acção. E a sorte de muitos planetas dependia de qual dos dois triunfasse.
Essas são nossas estrelas! – Poul Anderson
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Contos. Em Os Guardiões do Tempo somos colocados diante de algumas situações típicas que a Patrulha deve enfrentar. Entre suas decisões podem figurar algumas terrivelmente drásticas, como eliminar povos e civilizações inteiras que surgiram de uma distorção criminosa da História. Se bem que, em certos casos, haja meios de corrigir “anomalias” resultantes de decisões anti-regulamentares. No conto que abre o volume, Anderson nos dá idéia de como e por que se formou essa misteriosa vigilância, explicando-nos engenhosamente suas principais coordenadas. Esse conto, “A Patrulha do Tempo”, figura constantemente entre os clássicos desse ramo temático e foi mesmo incluído por Hubert Juin nos 20 Meilleurs Récits de Science Fiction, ao lado, entre outros, de Jorge Luis Borges, Dino Buzzati, Howard Fast, Júlio Cortázar e Ray Bradbury.
Guardiões do Tempo – Poul Anderson
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“…Eram os deuses esculpidos nos pilares que pareciam mover-se por entre as sombras inquietas. O pai Tiwaz, o maneta, Donar do Machado e os Cavaleiros Gêmeos – eles e as bestas e os heróis e os ramos entretecidos gravados no lambril. Uuuu… gemia o vento, um ruído gélido como ele próprio.
Hathawulf e Solbem entraram. A mãe, Ulrica, estava no meio deles e a expressão da sua cara era não menos terrível que a expressão dos seus filhos. Os três pararam por um breve momento, mas demasiado longo para aqueles que aguardavam as suas palavras. Então, Solbern fechou a porta enquanto Hathawulf dava uns passos em frente e levantava o seu braço direito. O silêncio abateu–se sobre o salão, a não ser pelo estalar dos fogos e os bafos agitados…”
Conto extraído do livro “Patrulheiro do Tempo”
A Mágoa de Odin – Poul Anderson
Esse artigo foi escrito com base no texto de Lauren Davis, em inglês. A compilação dos livros, com capas e sinopses, é do fórum PDL.
Tags: Avatar, Ficção Científica, James Cameron, Poul Anderson










dezembro 25th, 2009 at 17:16
Dizem que o segredo da criatividade é saber esconder muito bem suas fontes… o cara deu mole. auauhauha
dezembro 25th, 2009 at 18:16
Olá!
Desejo-lhe que tenha muitas prendinhas no NATAL e que me 2010 só lhe aonteçam coisa BOAS!!!
=)
Visitem, comentem, sigam e aproveitem o meu blog:
http://malucosdaleitura.blogspot.com/
Bj
dezembro 27th, 2009 at 17:41
Há outras referências explícitas em Avatar, como a animação Delgo e uma HQ que adoraria ler por aqui, Timespirits da Marvel.
dezembro 28th, 2009 at 8:06
Nem precisa ir tão longe para saber que a história de Avatar não tem muito de original. Substitua os alienígenas por índios e o planeta distante por uma América recém descoberta pelos espanhóis e temos a exata história de Pocahontas.
dezembro 28th, 2009 at 8:14
Pensei que tu ia falar como o plot de avatar é idêntico a “guerra de luz e sombra”.
dezembro 28th, 2009 at 13:07
Obrigado pelos PDL’s.
Muito boa a sua colocação e muito bem escrito o post. Imparcial e informativo.
Abaixo a minha opinião sobre o tema. Abordo-o de uma forma geral e não como uma resposta direta ao post.
Quanto ao plágio, cópia, inspiração… isto é a mesma coisa com as “fontes” que exigem dos blogs.
mimimi…
O Exterminador do Futuro, assim como Watchman, tiveram que prestar tributo a série antiga… por que apesar de não copiá-las, nada é novo, nada se cria… e os direitos de Copyright estão aí pra isto.
Mas duvido que Avatar tenha plagiado Anderson. Se o filme fosse um fracasso gigantesco nunca ía surgir esta comparação.
Aliás, já vi algum filme de fracasso ter alguem a reclamar os direitos?
dezembro 28th, 2009 at 13:26
Na cena q eles escolhem os trecos voadores, era extremamente igual um filme q eu assistia qdo criança: dinotopia, que era tipo um trologia e em uma cena eles deviam escolher um pterodactilo pra voar, muito parecido ><
dezembro 28th, 2009 at 17:41
plagio sem duvida
dezembro 28th, 2009 at 19:46
isso nao é conciderado plagio!!!
porque, passado um certo tempo da publicacao do livro “call me joe” (1957), pode se “pegar” a ideia, entao nao é conciderado como plagio.
dezembro 28th, 2009 at 19:51
se nao me engano, o tempo minimo que precisa ter para ser um plagio é 30 anos, passado esse tempo, a ideia se torna livre pra quem quiser, ou pra quem chegar primeiro
rsrs.
dezembro 28th, 2009 at 23:22
Desde o 1º trailler percebi a semelhança com Pocahontas, que álias é só outra forma de contar a mesma história. Quanto a inspiração de Poul Anderson… filmes são pra relaxar, não pra ser levar tão a sério. Afinal, estamos num país onde quem assiste qualquer tipo de filme é considerado criança e onde as novelas da rede globo ditam os costumes da sociedade. Vamos nos divertir e esquecer os plágios!
dezembro 31st, 2009 at 9:44
Vejam bem, rapazes: o inovador eh a tecnologia usada… As cameras feitas especialmente para o filme, etc… A historia eh so pano de fundo, rsrs! Um “mal necessario” para poder fazer o filme e ganhar os Oscars de Efeitos visuais e talz.
dezembro 31st, 2009 at 9:45
*era pra sair o emoticon de “lingua de fora”, mas blz.
janeiro 3rd, 2010 at 16:32
[...] Seria “Avatar”, de James Cameron, plágio de Poul Anderson? [...]
janeiro 4th, 2010 at 7:26
[...] se for em 3D. – É plágio do livro Call me Joe, de Paul Anderson (essa história mais bem contada AQUI , resumindo, também é sobre um paraplégico que retoma tem seus movimentos graças a um novo [...]
janeiro 4th, 2010 at 10:50
Nossa, adorei demais esse post, muito completo
já to baixando uns livros.
parabéns.
janeiro 7th, 2010 at 15:47
bom, ele pode ter pegado alguma referecia, ou nao.Mas so do fato dele ter criado os seres, as falas e tudo mais eh incrivel! toda tecnologia e ousadia foram absolutamente perfeitas.
janeiro 30th, 2010 at 18:31
Parece que o xará Cameron também ”pegou empretado” do livro The World of Noon dos russos irmãos Arkady e Boris Strugatsky. Nesse caso algumas semelhanças seriam ainda mais gritantes: o livro é ambientado em um planeta quente, úmido e repleto de florestas, chamado Pandora. A história também se passa no século 22 como no filme e o nome da raça humanóide que habita Pandora, na obra dos irmãos Strugatsky, é Nave, enquanto em Avatar ela se chama Na’vi.
=O
fevereiro 13th, 2010 at 15:11
Darei uma conferida depois nesses livros do Paol Anderson…
março 25th, 2010 at 0:51
Sugiro que a obra pega emprestado (ou rouba) aspectos de pelo menos dois filmes: Dança com lobos, do Kevin Costner (a questão da assimilação da cultura nativa e a revolta contra a raça-etnia de origem); Matrix, dos irmãos Wachowski (os corpos reais também permanecem em habitáculos). Pelo visto, Cameron andou lendo muita Antropologia para tratar dos rituais, etc.
agosto 23rd, 2011 at 12:16
Benzodeus, estava procurando alguns livros antigos de ficção para ler no meu tablet e me deparei com seu blog.
Bom dimais da conta.
outubro 29th, 2011 at 11:28
o link do TAU ZERO está inválido…seria possível postar novamente?
obrigada!