[Papo Cabeça] Compartilhar não é crime – Don Tapscott
Postado por: PDL / Categoria: Informação e Cultura, Papo CabeçaArtigo publicado na Infoexame de Fevereiro de 2010, escaneado e devidamente compartilhado por nosso blog.
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Lei inglesa pode levar indústria fonográfica ao colapso
Sinto-me obrigado a comentar a Lei de Economia Digital do governo do Reino Unido. E já vou dizer porque: eu já discutia o termo “economia digital” em 1995, no meu livro que levava esse nome. Essa nova lei é falha, pois pune os internautas que compartilham músicas. Temos de superar a idéia de que compartilhar música é um roubo. A obsessão por controle, o combate à pirataria e os formatos proprietários criados pela indústria apenas enfurecem os fãs de música.
A solução é parar de tentar vender as músicas por um preço definido. A indústria da música tem de pensar como um wiki. A música deve ser um serviço, não um produto. Em vez de comprar faixas, você poderia pagar uma pequena quantia mensal — vamos estimar cerca de 5 dólares — para acessar todas as músicas do mundo. As gravações seriam enviadas para você sob demanda, pela internet, para qualquer equipamento.
Todo consumidor teria seu canal e poderia fazer pesquisas no enorme banco de dados musical do jeito que quisesse — por artista, gênero, popularidade e assim por diante. O seu canal daria sugestões de acordo com seu gosto. Também seria possível ter acesso a uma playlist com as favoritas do Mick Jagger, por exemplo.
Músicos, compositores e gravadoras seriam compensados por meio de sistemas que analisam sua popularidade. O bolo seria dividido entre eles de acordo com o número de vezes que a música fosse transmitida. Isso solucionaria o problema de direitos autorais. Ninguém mais iria “roubar” música. Por que tomar posse de uma música se você pode ouvi-la a qualquer hora, em qualquer equipamento?
Outras propostas poderiam solucionar o problema, mas elas também vêm de um pensamento do mundo wiki, de espirito de colaboração. Os especialistas em propriedade intelectual William Fisher e Neil Netanel
argumentam que os sites P2P deveriam receber autorização para distribuir música gratuitamente. E quem pagaria por isso seriam os provedores de internet e os fabricantes de equipamentos. Outra iniciativa é a da Electronic Frontier Foundation, que propôs uma licença que daria ao comprador a imunidade de processos por compartilhamento de arquivos. Mais uma vez, as taxas cobradas para obter a licença remunerariam os artistas.
Pensamentos como esses têm o apoio de um número crescente de músicos. AAssociação de Compositores do Canadá, por exemplo, está propondo uma taxa de 4 dólares mensais para acessar as músicas por demanda, que seria administrada pelos provedores de internet.
Em vez de criar novas propostas para o entretenimento digital, a legislação do Reino Unido mostra a persistência em um modelo de negócio ultrapassado. Assim, a indústria que nos trouxe os Beatles é odiada por seus consumidores e está entrando em colapso.
DON TAPSCOTT É CANADENSE E AUTOR DOS LIVROS WIKINOMICS E GROWN DP DIGITAL. QUANDO ESTÁ FORA DO COMPUTADOR, ELE CORRE PARA O PIANO
Tags: copyleft, copyright, Direito autoral, Don Tapscott










fevereiro 21st, 2010 at 7:11
Achei interessante essa idéia da quantia mensal para se ter acesso a um acervo de músicas. Isso poderia se expandir também para outras variações de entretenimento, tais como livros digitais (lançados recentemente), softwares para computador e etc. O único problema é que isso deveria ser mais difundido aqui no Brasil, para conhecimento popular dessa idéia.
fevereiro 21st, 2010 at 9:27
É, funcionaria, também, nos super-mercados.
fevereiro 21st, 2010 at 12:23
Muito boa a idéia wiki para músicas. Se os executivos quiserem de fato acabar com a pirataria, aí está um bom começo!
fevereiro 25th, 2010 at 9:33
Sinceramente?
Seu blog está um bosta.
O último ebook decente publicado aqui deve datar de 1600 a.C.
Suas matérias até são interessantes, mas o foco de downloads já se perdeu?
As pessoas não vem até aqui para ler reportagens e “papos-cabeças”, vem para baixar novidades.
Eu entro (ou entrava) todos os dias, mas não tem mais valido a pena.
Desisto.
E viva o Rei do Ebook.
Adeus.
fevereiro 25th, 2010 at 22:30
Você tem a liberdade de ir aonde quiser.
fevereiro 26th, 2010 at 21:40
Poderia por favor retirar meus scans desse site:
Tmj 17 e tmj 18
Os créditos estão para outra pessoa.
Mas na capa da revista está meu blog.
E meu cabelo que escaneei junto.
Se não tiveram a decencia de conferir por favor retire meus scans e não coloque mais nada meu aqui.
Quer colocar a revista? Escanei vcs mesmos.
Obrigada.
março 2nd, 2010 at 20:23
Gostei muito do seu blog e fiz uma postagem sobre ele no meu Arquivo da Internet
http://arquivodainternet.blogspot.com/2010/03/blog-e-books-gratis.html
Parabéns e sucesso! Nane
março 4th, 2010 at 23:04
Obrigado!
abril 6th, 2010 at 12:09
Compartilhamento de musico nunca deveria ser dado como crime pois isso ajuda aos músicos já que estes por fim acabam ganhando dinheiro com shows e não com álbuns vendidos. As gravadoras não entendem que processando pessoas elas apenas estão comprando briga com os seus próprios consumidores…
abril 10th, 2010 at 8:52
Nao de ouvidos a posts imbecis e sem conteudo do tal “moleque alienado culturalmente” ai de cima, o site ta otimo, acho sempre coisas interessantes pra baixar aqui, principalmente para meu filho.
Esse eh um site pra gente que tem cerebro e nao celebro !
agosto 10th, 2011 at 21:23
[...] que escreve para a revista INFO, escreveu um artigo sobre o assunto, que você pode conferir aqui, no qual ele sugere uma solução para a industrial musical conter essa enchente de informação [...]