[Quadrinhos] Black Hole – O Fim – Volume 2 – Charles Burns

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blackcharlesburns [Quadrinhos] Black Hole   O Fim   Volume 2   Charles Burns

“Visualmente, a graphic novel mais impressionante publicada até hoje.”
Revista Time

A obra-prima de Charles Burns chega ao fim no Brasil, depois de entrar em quase todas as listas de melhores do ano passado, a série vencedora do Eisner Award de Melhor Álbum e nada menos que nove Harvey Awards. A maior sacada do autor é relacionar a adolescência, essa fase tão difícil para qualquer humano com uma misteriosa doença que desperta aberrações e deformações em seus infectados. É como se fizesse um paralelo com o rito de passagem para a vida adulta, onde todos são monstros. Numa aventura cheia de drogas, sexo, tédio e insanidade, Black Hole já foi sugerida como auto-biografia de Burns, que viveu em Seattle durante sua juventude nos anos 1970.

Black Hole – O Fim – Volume 2 – Charles Burns

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[Quadrinhos] Black Hole – Introdução à Biologia – Charles Burns – Volume 01

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blackcharlesburns [Quadrinhos] Black Hole   Introdução à Biologia   Charles Burns   Volume 01

“Visualmente, a graphic novel mais impressionante publicada até hoje.”
Revista Time

Ganhador do Eisner Award de Melhor Álbum de 2006 e de nada menos que nove Harvey Awards, Black Hole é a mais importante obra de Charles Burns.

Nos arredores de Seattle, em meados da década de 70, um espectro sem nome ronda os pensamentos dos adolescentes locais. Uma praga insidiosa se dissemina pelo contato sexual e parece não poupar ninguém.

Em cada um dos infectados, ela se manifesta de forma diferente – enquanto alguns se safam com simples manchas na pele, outros se transformam em aberrações, criaturas deformadas, vagas lembranças do que foram um dia. Para esses, não resta alternativa a não ser o auto-exílio em acampamentos precários, afastados da civilização.

É nesse clima de horror e insanidade que se desenvolve o enredo de Black Hole. Nele, a juventude é a porta de entrada do purgatório; o sexo, o início de um terrível pesadelo; e a vida, uma sinistra roda-viva que transforma tudo o que toca em uma espiral interminável de provações e injustiças.

O AUTOR

Nascido em 1955 em Washington, Charles Burns viveu a maior parte da infância e da adolescência em Seattle. Iniciou a carreira nos quadrinhos em 1981, com uma história na revista Raw, de Art Spiegelman, da qual foi colaborador regular durante uma década. Em 1983, estreou na Heavy Metal com a série El Borbah.

Na Europa, onde viveu entre 1984 e 1986, seus trabalhos foram publicados nas principais revistas de quadrinhos do continente, como Métal Hurlant, Frigidaire, El Víbora e Schwermetall. Suas ilustrações já foram capa de publicações como Esquire, The New Yorker, The New York Times Magazine e Time.

Black Hole – Introdução à Biologia – Charles Burns

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[Quadrinhos] Uma História de Saravejo – Joe Sacco

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joesaccosaravejo [Quadrinhos] Uma História de Saravejo   Joe Sacco

Em 1995, o conflito na Bósnia está encerrado. A maior parte dos jornalistas voltou pra casa ou se mudou para outra guerra.

Mas Sacco ainda está lá. Ele convive com Neven, um ex-combatente que sobrevive como guia de jornalistas.

A dimensão de um autor como Joe Sacco ainda será medida, mas é fato que não é pouca coisa. Em plena atividade, ele viaja o mundo em busca de regiões com conflitos para, depois, representar em forma de quadrinhos os dramas humanos que encontrou lá.

Suas obras são consideradas reportagens em quadrinhos e classificadas como filhas mais novas do new journalism. Afinal, suas histórias não são imaginadas de trás de uma prancheta. Numa época em que o mercado estimula o conforto dos acordos de exclusividade de Marvel e DC, Sacco passa meses fora de casa, corre risco de morte e generosamente oferece ao leitor um pedaço de sua alma.

Sua passagem pela guerra da Bósnia já foi vista no Brasil no álbum Área de Segurança – Gorazde e em uma pequena história na coletânea Comic Book, ambos da Conrad. No novo volume, o cartunista maltês retoma sua estada por lá em busca de Neven, homem de personalidade riquíssima que foi seu guia durante a primeira passagem.

Neven mente, engana, rouba, trapaceia e é desagradável. Está em plena crise – afinal, os jornalistas endinheirados das grandes redes já deixaram Sarajevo. Mas o vínculo entre ele e Sacco é incrível. Suas obsessões os unem.

O estilo de seu traço hachurado em preto-e-branco é único. Não se parece com nada. É Sacco puro, reconhecível até debaixo d’água. – Resenha de universohq

Uma História de Saravejo – Joe Sacco

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[Quadrinhos] Che: Os últimos dias de um herói – Alberto e Henrique Breccia, Hector Oesterheld

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che203 [Quadrinhos] Che: Os últimos dias de um herói   Alberto e Henrique Breccia, Hector Oesterheld

Biografias em quadrinhos tem feito muito sucesso nos últimos anos e Che Guevara parece ser um dos personagens da história que tem recebido considerável atenção dos quadrinhistas, tanto que está sendo lançada mais uma HQ biográfica sobre ele. Veja o release de Che – últimos dias do herói, que está sendo lançado esta semana, pela Editora Conrad. Logo após, há um artigo que saiu na Folha, a respeito da publicação.

Dentro da vasta bibliografia a respeito de Che Guevara, essa biografia em quadrinhos se destaca por sua beleza e por sua história trágica. Lançada originalmente em 1968 na Argentina, apenas três meses depois da morte do guerrilheiro nas selvas da Bolívia, teve papel essencial na popularização de Che como herói latino-americano. Sua produção reuniu os dois principais nomes da história dos quadrinhos no continente: o roteirista argentino Hector Oesterheld e o desenhista uruguaio Alberto Breccia, mais o filho deste, Enrique.

07 0723266526T [Quadrinhos] Che: Os últimos dias de um herói   Alberto e Henrique Breccia, Hector OesterheldO sucesso foi estrondoso e imediato, mas deu início a uma terrível perseguição política aos autores. Poucos meses depois de lançada, a editora que a publicara foi invadida, o estoque da obra e seu originais foram sequestrados e destruídos.

Em 1973, o livro foi proibido. A perseguição culminou, em 1977, com a prisão, tortura e assassinato, pela Ditadura Argentina, de Oesterheld e suas quatro filhas. Uma história que chocou a Argentina e o mundo.

Em 1979, o jornalista italiano Alberto Ongaro fez uma reportagem sobre o caso Oesterheld e conseguiu falar com um oficial do exército argentino, que confessa: “Demos um sumiço nele, por ter feito a mais bela história de Che Guevara já escrita”.

É uma obra-prima de texto e desenho. Ao ponto de levar o quadrinista norte-americano Frank Miller (de Sin City e Batman – O Cavaleiro das Trevas) a dizer que “a história em quadrinhos se divide entre antes e depois de Alberto Breccia”.

Agora, pela primeira vez, esse clássico emocionante dos quadrinhos é publicado em edição de luxo no Brasil.

Resenha por Pedro Cirne, para a Folha.

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Che: Os últimos dias de um herói

Arte: Alberto Breccia e Henrique Breccia
Roteiro: Hector Oesterheld
Páginas: 96
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[Quadrinhos] Snoopy – Ser cachorro é um trabalho de tempo integral – Charles M. Schulz

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Snoopy aparece pela primeira vez numa tira de 4 de Outubro de 1950. Schulz originalmente ia chamar o cão de “Sniffy”, até que descobriu que esse nome já era usado noutra banda desenhada (tirinha). Snoopy foi durante dois anos uma figura silenciosa, agindo como um cão real (caminhava sobre as quatro patas), mas, em 19 de Outubro de 1952, ele verbalizou os seus pensamentos aos leitores pela primeira vez através de balões; Snoopy tinha também a capacidade de entender tudo o que as restantes personagens dos Peanuts, com quem interagia, diziam. Schulz, após esta data, passou a incluir essas características na sua banda desenhada.

Snoopy é um cão extrovertido com complexo de Walter Mitty, com muitas virtudes. A maior parte delas não são reais, mas sonhos que fazem parte do seu mundo de fantasia, que aparecem quando Snoopy dorme no telhado da sua casota.

Muitos dos momentos memoráveis dos “Peanuts” ocorreram durante esses sonhos nos quais ele era um escritor: o seu eterno abrir da mala onde está a máquina de escrever. “Estava uma escura e tempestuosa noite…” foi tirado de uma história de Edward George Bulwer-Lytton escrita em 1830 chamada Paul Clifford. O contraste entre a existência de Snoopy no mundo dos sonhos e de Charlie Brown no mundo real é o centro do humor e da filosofia de Peanuts (ver ex: Título de um livro: “A vida é um sonho, Charlie Brown”).

Schulz, numa entrevista em 1997, disse o seguinte acerca do carácter do Snoopy: “ele tem que sair do seu mundo de fantasia para sobreviver. Por outro lado, se assim fosse ele levaria uma vida miserável e aborrecida.”

Leia Mais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Snoopy

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Páginas: 129
Tamanho: 20 MB
Scans by Eudes Honorato

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Scans e post original: Fórum FARRA

OMAHA: A STRIPPER – Reed Waller e Kate Worley

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A história da dançarina Omaha – que ganha a vida como stripper numa cidade corrompida – é um dos grandes clássicos dos quadrinhos adultos. Criada em meio à efervescência da cena underground da década de 70, a série causou grande polêmica, mas logo conquistou o respeito e a admiração de público e crítica por sua representação madura da sexualidade, que revolucionou a forma de abordar o sexo nos quadrinhos.

“Omaha é uma novela, mas com drama, e não melodrama; é um quadrinho com animais, mas os animais são pessoas de verdade; e não se trata de erotismo ou pornografia – é apenas uma história em que as cãmeras virtuais continuam gravando quando as pessoas tiram a roupa e fazem amor (assim como acontece no mundo que eu e você vivemos)”- Neil Gaiman

OMAHA: A STRIPPER – Reed Waller e Kate Worley

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[Quadrinhos] A Relíquia – Marcatti e Eça de Queiroz

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55 330 capa reliquia [Quadrinhos] A Relíquia   Marcatti e Eça de Queiroz

Quando o jovem Teodorico Raposo perde os pais, fica sob a guarda de Patrocínia, a Tia Titi, uma senhora tão rica quanto carola. E ela exige que o garoto seja devoto e casto.

Contudo, quando vai cursar Direito em Coimbra, Raposo vira Raposão e descobre as mulheres, o sexo e vira, enfim, um boêmio.

Mas, quando retorna a Lisboa e depara com uma possível herança da tia, que chega a guardar ouro numa bolsa verde, o rapaz passa a ter vida dupla. Para a tia, mesmo que a velha rabugenta desconfie, age como um santo. Mas sempre encontra brechas para aprontar.

Há, de fato, uma boa leva de adaptações de clássicos da língua portuguesa para as HQs nos últimos meses. Já saíram Os Lusíadas em versão de Fido Nesti (Peirópolis), O Alienista, por Fábio Moon e, mais recentemente, O Beijo no Asfalto, recontado por Arnaldo Branco e Gabriel Góes.

A Relíquia, obra do português Eça de Queiroz adaptada por Marcatti, entra nesse fenômeno curiosamente involuntário – as iniciativas são promovidas por editoras diferentes e dificilmente fariam parte de um plano maior e articulado. Por enquanto, são mais um reflexo da crescente explosão de títulos em bancas e livrarias vista nos últimos meses.

Mas A Relíquia se difere de seus assemelhados por um aspecto básico: é um caso em que os autores, o vivo e o morto, atuaram profundamente como parceiros. Marcatti não se curva à obra de Eça. Respeita-a, mas não deixa dúvida de que é um trabalho seu, com a marca pessoal fortíssima, indelével do quadrinhista tarimbado que é.

Há um diálogo e uma colaboração constante entre A Relíquia e seu adaptador. Marcatti pega Eça e o torna mais grosseiro, doentio, menos cínico e mais explicitamente mau. Lisboa se torna mais degradante em seu traço – e a psicologia da obra transpira pelos poros do cenário.

Eça, por sua vez, dá visibilidade a aspectos do trabalho de Marcatti que já apareciam camuflados em suas obras mais recentes: a maturidade e a consistência. A Relíquia é um trabalho sólido, de fôlego, que desde o lançamento é um marco do quadrinho nacional.

Curiosamente, a derrocada das fronteiras autorais magistralmente promovida por Marcatti é que cria o momento mais fraco da obra. Perto do final, Teodorico troca os embrulhos e dá à sua pérfida tia uma camisola em vez de uma relíquia católica. É um recurso que funciona em Eça, mas, retratado por Marcatti, soa estranho. Afinal, é pouco verossímil que personagens vistos pelo traço do quadrinhista mereçam uma punição.

O castigo gerado pela culpa acaba atrapalhando o desfecho do álbum, que volta a funcionar, não tem tempo para se recuperar do baque do leitor.

É uma estranheza que, aparentemente, não tem solução. E ainda que atrapalhe um pouco a fluidez, não tira os méritos desse trabalho hercúleo, conduzido magistralmente. Trata-se, ora, pois, de uma obra imperdível

“Adaptar A relíquia de Eça de Queiroz foi mais prazeroso do que um desafio. Logo de início, a história me sensibilizou por sua força e sarcasmo. Acabou por ser muito fácil construir seu roteiro. Simplesmente roubei a trama original e a tratei como se a idéia original fosse minha. Reescrevi todo o texto a meu modo, mas procurei manter o mesmo espírito e a mesma contundência original do mestre. Somente em duas ou três ocasiões utilizei trechos escritos pelo Eça. Destaco o recordatório do primeiro quadro da página 196 do livro. O conteúdo é demasiadamente ousado e eu não poderia ocultar tamanha coragem de Eça de Queiroz em escrever tal coisa no final do século 19.”

Marcatti

A Relíquia – Marcatti, adaptado de Eça de Queiroz

Páginas: 224
Tamanho: 2 x 30mb + 17mb
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Scans
: Eudes

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