[Quadrinhos] X-Men – Formatinho Editora Abril 1988 – 84 Edições!

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Incrível coleção de 84 edições da Revista X-Men, saga começada em 1988, no tamanho “Formatinho” (19×13,30)! Os arquivos estão distribuídos em pastas de três servidores diferentes, sendo que o conteúdo de todas é idêntico. São 3 arquivos divididos em partes, sendo que o primeiro contém os números 01 a 30, o segundo contém do 31 a0 60 e 0 terceiro do 61 a 84.

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X-Men – Formatinho Editora Abril 1988 – 84 Edições!

Tamanho Total: Aprox. 1,02GB | Formato: jpg| Digitalização conhecida

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[Quadrinhos] No Coração da Tempestade – Will Eisner

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Will Eisner foi sem dúvida um dos grandes inovadores dos quadrinhos, sendo um dos responsáveis pelo desenvolvimento da narrativa, das possibilidades expressivas e temáticas das HQs norte-americanas. O autor falecido em 2005 levou para as páginas de suas histórias o cotidiano e os conflitos pessoais dos habitantes das grandes cidades, representando-os através de um estilo inconfundível. E é isso que encontramos nas páginas de No Coração da Tempestade, graphic novel lançada no Brasil em 1996, em dois volumes pela editora Abril.

Concluída em 1990, No Coração da Tempestade é, segundo o próprio autor, “uma mal-disfarçada autobiografia”. Nas primeiras páginas encontramos Willie (Eisner), um jovem cartunista norte-americano convocado para servir o exército, em plena Segunda Guerra Mundial. Na viagem em direção a uma base militar, enquanto outros recrutas passam o tempo conversando ou lendo jornais, Willie mergulha em suas lembranças. Utilizando um artifício engenhoso, o autor imprime um caráter de “memória” à sua narrativa: as imagens que Willie vê através da janela do trem remetem a lembranças de seu passado. Assim, uma garota andando de bicicleta faz surgir lembranças de uma antiga namorada, um menino vendendo jornais faz com que ele se lembre de seu primeiro emprego.

Somos, assim, convidados a uma viagem em que as imagens saem da memória de Willie, direto para o papel. Contudo, em momento algum, o personagem assume explicitamente a função de narrador, sendo na verdade a figura central de uma HQ repleta de muitos outros personagens. Boa parte das páginas é dedicada à história de seus pais: ora é sua mãe que conta suas desventuras nos Estados Unidos do início do século 20, ora é seu pai que narra porque foi parar na América, após trabalhar como pintor em Viena. Mas, confusões de infância, interesses eróticos e o início da carreira como cartunista são lembranças que devolvem Willie ao centro da narrativa. Trabalho de um verdadeiro mestre, a história é contada com uma precisa variação de formas e disposições de quadros, aliada a um eficiente emprego das massas de claro e escuro.

O universo descrito em No Coração da Tempestade é o do final do século 19 e da primeira metade do século 20. Relações familiares, crises sociais e o clima de guerra compõem o “pano de fundo” para a trajetória da família de Willie. Os subúrbios nova-iorquinos (com seus imigrantes multinacionais) e os cafés europeus (com seus artistas e vida cultural agitada) fornecem o ambiente para a história contada por Eisner. Os personagens, construídos a partir de experiências pessoais do autor ou relatos de seus pais possuem um incrível realismo. Como se tornou recorrente nos trabalhos do quadrinista, uma questão presente ao longo dessa HQ é o preconceito sofrido pelos judeus. Mas aqui o autor não nos mostra a perseguição aberta e violenta empreendida pelos nazistas nos anos 30 e 40, mas o preconceito das pessoas comuns, presente no dia-a-dia.

No Coração da Tempestade foi o melhor lançamento em quadrinhos a chegar às bancas em 1996. E isso apesar da impressão e acabamentos meramente comuns, empregados pela Abril Jovem. Assim, como a obra está esgotada há algum tempo e a Devir vem lançando outras graphic novels de Will Eisner, seria um bom momento para uma reedição de No Coração da Tempestade, desta vez com o cuidado e a qualidade de impressão que o trabalho merece.

Via

No Coração da Tempestade – Will Eisner

Scans por Rapadura Açucarada

Tamanho: 39mb
Servidor: Rapidshare

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[Quadrinhos] Um Sinal do Espaço – Will Eisner

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Sinopse: Em plena guerra fria, um observatório de radioastronomia estadunidense recebe um sinal de rádio do espaço. Nele, descobre-se uma seqüência de números primos. A partir de então, têm início várias intrigas políticas, pessoais e morais.

Pode parecer repetitivo, mas é sempre bom dar uma reforçada na importância deste ícone das HQs. Will Eisner é o responsável pela reformulação dos quadrinhos, com seu personagem Spirit. Graças aos seus traços limpos, detalhados e, principalmente, aos enquadramentos inusitados e à própria disposição das cenas.

Claro que sua importância não se restringe apenas à parte artística. Mais que estética, ele mudou a forma de falar em quadrinhos, com roteiros voltados a personagens humanos que abordam questões “palpáveis”. Esta edição, com seu pano de fundo passado no meio da guerra fria, com espiões da CIA e KGB, intrigas econômicas, políticas, pessoais e por diante, é prova disso.

A história, apesar de ter como assunto principal a suposição de vida inteligente extraterrestre que entra em contato com a Terra, possui ao menos oito tramas paralelas, independentes e interligadas ao mesmo tempo. E em cada uma é tratado algum aspecto social ou individual do homem, como o egoísmo, o detrimento de muitos em prol de uma elite, a hipocrisia, a paranóia exacerbada da corrida bélica da época entre EUA e URSS e, sobretudo, a ignorância humana.

Na parte gráfica, a Abril deixou a desejar, com um papel sem qualidade, que parece não receber bem a impressão e uma capa que parece cartolina. Faltou também uma introdução ou, no mínimo, um editorial. Ver um álbum como este, de tamanha riqueza cultural, ter sido editado como uma simples história em quadrinhos, faz com que se dê credito a iniciativas recentes de relançamento de materiais clássicos nos dias atuais. Sem contar que isso dá a oportunidade de novas gerações terem acesso a esse tipo de obra.

A nota só não é máxima, em virtude do tratamento gráfico dado à história. Merecia muito mais!

No mais, esta é uma HQ que deve ser lida por todos, como qualquer outra de Will Eisner.

Um Sinal do Espaço – Will Eisner

Páginas: 128
Tamanho: 17mb
Servidor: Rapidshare

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[Quadrinhos] O Edifício – Uma história sobre a vida e morte de um edifício – Will Eisner

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Poucos como Will Eisner souberam utilizar tão bem este meio para tratar de temas tão próximos de nós como são o trabalho, os problemas familiares, a emigração, o casamento,enfim, a vida corriqueira de uma pessoa normal.

Eisner é o criador de The Spirit, o herói mascarado que ”ressuscitou” dos mortos para ajudar o comissário Dolan no combate ao crime, e que está agora a ser adaptado ao cinema pela mão de Frank Miller, um outro grande autor de que um dia falaremos aqui.

A partir do final dos anos 70, Will Eisner dedicou-se a criar algo mais maduro, mais adulto, explorando o tema da condição humana em relatos mais longos num formato a que se convencionou chamar de “romances gráficos” (“graphic novels”).

Tirando partido das suas experiências e vivências pessoais, Will Eisner deixou-nos um legado magnífico de contos pungentes, dramáticos e reais dos quais “The Building” (O Edifício) é um dos melhores.

Já pensaram no que resta depois que um prédio é demolido? Eisner coloca a si mesmo essa pergunta no prólogo deste livro e foi esse o ponto de partida para esta história que começa com a construção de um edifício moderno sobre os “destroços psíquicos” de um prédio velho já de 80 anos.

Já depois de o novo edifício estar erguido, vemos (só nós, leitores) quatro fantasmas que permanecem à espera junto à entrada, como se soubessem que algo está para acontecer.

 [Quadrinhos] O Edifício   Uma história sobre a vida e morte de um edifício   Will Eisner

Todos eles têm uma ligação ao antigo edifício e assuntos que ficaram por resolver. Fazendo uma apresentação breve das personagens, temos:

Monroe Mensh que em vida, apesar de várias tentativas, nunca conseguiu ultrapassar ou compensar o trauma por não ter sido capaz de evitar a morte de uma criança. Apesar de todo o seu esforço, dedicação e boa vontade, tudo o que fez depois desse trágico acontecimento mostrou-se inglório e sem o resultado pretendido.

Gilda Green escolheu a segurança em detrimento da paixão da adolescência e casou-se com alguém que lhe deu estabilidade no dia a dia. No entanto, não conseguiu separar-se definitivamente do seu amante que, por seu lado, não teve olhos para mais ninguém a não ser ela. Gilda manteve, com o consentimento e interesse do marido, um casamento de conveniência e nunca deixou de encontrar-se com o seu amado poeta até ao fim, mas sempre sem dar o passo para assumir a sua verdadeira vontade.

Antonio Tonatti, amante de música e tocador de violino, excelente como amador mas faltando-lhe a centelha para se tornar profissional, não pode dedicar-se exclusivamente à arte por precisar de trabalhar. Assim, tocava para os amigos, para a família e sobretudo para si próprio.

Quando, após um acidente, ficou incapacitado para o trabalho, foi para a entrada do edifício encantar os passantes com as belas melodias que extraía das cordas do seu violino. Aí continuou por muito tempo até que, coincidindo com o início da demolição do velho prédio, a sua saúde começou a definhar e Antonio já não assistiu à inauguração do novo.

P.J. Hammond estava ligado sentimentalmente ao velho edifício por ter sido de seu pai, que o levara lá muitas vezes na sua infância. Depois de ter herdado o negócio do pai mostrou uma verdadeira obsessão pelo edifício, que tinha sido vendido entretanto. Querendo recuperar a sua posse a qualquer custo, não hesitou em recorrer a métodos baixos para obtê-lo mas a partir de então tudo começou a correr mal e a sua história terminou da pior maneira.

Todas estas quatro vidas terminaram quase em simultâneo com a substituição do velho edifício pelo novo empreendimento. Todas tiveram uma existência sem realização pessoal e um fim semelhante à decadência física dos materiais que sustentavam este elo de ligação entre os quatro. No entanto, como poderão ver os que lerem este livro, foi-lhes concedida postumamente a oportunidade de fazer algo que alterou drasticamente o curso da vida de algumas pessoas.

Will Eisner consegue através de uma linguagem gráfica que é simultaneamente simples e inventiva (por ex., poucas vezes usa a delimitação física de um quadrinho) e de diálogos perfeitamente naturais, que podíamos ouvir em nossa casa ou ao cruzarmo-nos com alguém na rua, fazer-nos seguir com interesse estas quatro vidas. Ele é exímio em relatar-nos excertos do quotidiano que sendo baseados na sua própria experiência, os torna bastante reais e, por isso mesmo, não faz nenhuma concessão de modo a permitir um final de vida feliz a estes personagens (até quase que podemos “acusá-lo” de um certo pessimismo). No entanto, o final da história pede-nos que deixemos de lado o nosso cepticismo e suspendamos a nossa crença na realidade para que possamos aceitar a “verdade” que está nesta citação de John Ruskin:

“Os edifícios antigos não nos pertencem. Em parte, são propriedade daqueles que os construíram; em parte, das gerações que estão por vir. Os mortos ainda têm direitos sobre eles; aquilo por que se empenharam não cabe a nós tomar. Temos liberdade de derrubar o que construímos. Da mesma forma, o direito sobre obras a que outros homens dedicaram a vida para erigir não desaparece com a sua morte.”

Em suma, é uma obra altamente recomendável que surpreenderá positivamente quem nela pegar.

Livros como este fazem-nos ver que há nos quadrinhos algo mais do que histórias simples e infantis. A sua leitura dá-nos uma satisfação mais perene e abre caminhos para que procuremos algo com um conteúdo mais recompensador.

Fonte: A Filactera!

Autores: Will Eisner (texto e arte).
Número de páginas: 80
Data de lançamento: Fevereiro de 1989
Editora: Abril

Servidor
: Rapidshare
Tamanho: 13 mb
Post Original: Rapadura Açucarada

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