[Letras] O Que é Romance Policial – Sandra Lúcia Reimão

Categoria: Letras, Técnicos e Científicos

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Quantas vezes eu, você, passamos numa banca de jornal, numa farmácia, numa livraria, e sentimos um impulso irresistível de comprar um romance policial para ler antes de dormir? Quantas vezes num domingo de inverno tudo o que a gente quer é ficar sentado quietinho e quentinho devorando romances policiais? Não se preocupe. Assim como eu e você, muitas e muitas pessoas no mundo inteiro têm esta atração pela leitura de policiais. A tal ponto que este tipo de literatura é um dos mais vendidos de todos os tempos. Mas será que já paramos e pensamos: Afinal de contas, por que compramos um romance policial? Por que nos entretemos tantas e tantas horas com este tipo de leitura? Como a literatura policial pode ser caracterizada? Quais de suas características fazem com que tantas e tantas pessoas gostem tanto deste tipo de leitura?

Toda narrativa em que aparece um crime ou um delito e alguém disposto a desvendá-lo pode ser considerado policial? Afinal, o que é uma narrativa policial? Toda narrativa policial apresenta um crime, um delito, e alguém disposto a desvendá-lo, mas nem toda narrativa em que esses elementos aparecem pode ser classificada como policial. Isto porque além da presença destes elementos é preciso uma determinada forma de articular a narrativa, de construir a relação do detetive com o crime e com a narração etc.

Voltemo-nos um “pouco para a historia” e tentemos entender como foi a criação desta forma básica. Esta forma foi criada por Edgar Allan Poe, que a inaugura em seus contos que apresentam como personagem central o Chevalier Dupin, e é a esses textos que devemos nos voltar, em primeiro lugar, para começarmos a pensar possíveis respostas para as questões levantadas acima.

Vamos, pois, juntos, tentar pensar um pouco, primeiro, na “invenção” do gênero policial com Edgar Allan Poe: quais as propostas básicas de Poe, no que este gênero difere dos demais etc. A seguir vamos nos deter em dois dos seguidores mais populares e conhecidos de Poe: Conan Doyle com seu detetive Sherlock Holmes e Agatha Christie com seus vários investigadores, mas, principalmente, com Hercule Poirot. Por fim, tentaremos localizar uma outra vertente do romance policial, o chamado romance série negra. E, a seguir, retornaremos às questões iniciais, vendo se já podemos esclarecê-las ou melhor colocá-las em determinados pontos. No final deste percurso, talvez consigamos entrever que no período em que estamos quietinhos e quentinhos lendo narrativas policiais podem estar acontecendo coisas que normalmente passam despercebidas e que valem a pena ser pensadas.

O Que é Romance Policial – Sandra Lúcia Reimão

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[Linguística] Preconceito Linguistico – O que é, como se faz – Marcos Bagno

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Existe uma regra de ouro na Lingüística que diz: “só existe língua se houver seres humanos que a falem”.E o velho e bom Aristóteles nos ensina que o ser humano “é um animal político”. Usando essas duas afirmações como os termos de um silogismo (mais um presente que ganhamos de Aristóteles), chegamos à conclusão de que “tratar da língua é tratar de um tema político”, já que também é tratar de seres humanos. Por isso, o leitor e a leitora não deverão se espantar com o tom marcadamente politizado de muitas de minhas afirmações. É proposital; aliás, é inevitável. Temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração as pessoas vivas que a falam. O preconceito lingüístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo… Também a gramática não é a língua. A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta. Essa descrição, é claro, tem seu valor e seus méritos, mas é parcial (no sentido literal e figurado do termo) e não pode ser autoritariamente aplicada a todo o resto da língua – afinal, a ponta do iceberg que emerge representa apenas um quinto do seu volume total. Mas é essa aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito lingüístico.

Preconceito Linguistico – O que é, como se faz – Marcos Bagno

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[Letras] Tzvetan Todorov – As Estruturas Narrativas

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Descobrir as estruturas que existem subjacentes a toda narrativa, estabelecer um repertório de intrigas, de funções, de visões, eis alguns dos objetivos deste livro, que leva adiante as reflexões dos formalistas e as atualiza à luz da lingüística contemporânea.

Tzvetan Todorov – As Estruturas Narrativas

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