[Contos] Flávio Moreira da Costa – Os Cem Melhores Contos de Humor da Literatura Universal

Categoria: Literatura Estrangeira, Literatura Nacional, Teatro, Contos e Biografias, Teatro, Contos e Biografias

10melhorescontoshumorcu2 [Contos] Flávio Moreira da Costa   Os Cem Melhores Contos de Humor da Literatura Universal

Coletânea que traz alguns dos melhores contos de humor da literatura nacional e universal. Flávio Moreira da Costa apresenta autores como Homero, Boccacio, Gogol, Voltaire, Machado de Assis, Fernando Sabino, Veríssimo e muito mais, aproximando o leitor a heterogeneidade dos autores.

Os Cem Melhores Contos de Humor da Literatura Universal – Flávio Moreira da Costa

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[Ensaios] Outras inquisições – Jorge Luis Borges

Categoria: Literatura Estrangeira, Poesia, Teatro, Contos e Biografias

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Coletânea de ensaios publicados em revistas e jornais argentinos entre 1936 e 1952, OUTRAS INQUISIÇÕES é uma miscelânea bem ao gosto de Borges: uma reunião aparentemente arbitrária de textos, sem preocupação com rigor metodológico ou com um propósito deliberado (sem excluir, no entanto, simetrias secretas). No Epílogo que acrescentou ao volume, o próprio Borges diz que, ao corrigir as provas, descobriu duas tendências nessa miscelânea: “Uma, a apreciar as idéias religiosas e filosóficas por seu valor estético e mesmo pelo que encerram de singular e maravilhoso. Talvez isso seja indício de um ceticismo essencial. Outra, a pressupor (e verificar) que o número de fábulas ou de metáforas de que é capaz a imaginação humana é limitado, mas que essas contadas invenções podem ser tudo para todos, como disse o Apóstolo.” Uma trama literária, uma divagação imaginativa sobre determinada etimologia, uma frase peculiar de uma obra esquecida de uma cultura remota, uma lembrança idiossincrática de um evento histórico, uma metáfora curiosa, uma anedota, tudo serve para inspirá-lo de forma inesperada para compor digressões eruditas e curtas sobre temas essenciais da tradição do pensamento ocidental: o tempo, a morte, a natureza da literatura, o sentido da história. Mas Borges está longe do sisudo padrão da exegese acadêmica, preferindo entregar-se ao jogo livre e irônico de suas hipóteses, dos juízos de valor caprichosos, dos paradoxos inesperados, da perspectiva insólita sobre temas da literatura e da filosofia, em que o tempo e o infinito
se destacam como motivos centrais. O estilo narrativo e o caráter imaginoso da inquirição intelectual aproximam muitos destes ensaios do conto e dão, às vezes, a impressão de material disponível para a ficção ou de um texto de gênero ambíguo ou híbrido, mas sempre sugestivo e estimulante, em que as figuras do pensamento são também figuras da imaginação. O título, em que ecoa a etimologia esquecida do termo e a sinistra instituição das fogueiras punitivas, tinha um certo ar de provocação, em época de ditadura peronista, embora remetesse também a Inquisições, o primeiro livro de ensaios que publicou, em 1925, e renegou depois.

Outras inquisições – Jorge Luis Borges

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[Contos] Livro Coisas Frágeis – Neil Gaiman

Categoria: Literatura Estrangeira, Teatro, Contos e Biografias

coisasfrageis [Contos] Livro Coisas Frágeis   Neil GaimanNeil Gaiman é um dos maiores escritores de ficção em atividade, reconhecido pelos seus romances e pelo seu trabalho em quadrinhos (Sandman). Em Coisas Frágeis, Gaiman mostra que seu talento como contador de histórias funciona perfeitamente no reino das narrativas curtas. Neil Gaiman escreve com desenvoltura sobre os mais diversos universos – sejam criados por outros autores (com contos que aludem aos mundos de Sherlock Holmes, Matrix e Nárnia) quanto seus próprios, como no conto “O Monarca do Vale”, que tem como protagonista o personagem Shadow, de Deuses Americanos.

Os nove contos de Coisas Frágeis trazem Gaiman abordando os mais diversos temas, misturando puberdade, punk rock e ficção científica em “Como Conversar com Garotas nas Festas”; combinando o Sherlock Holmes de sir Arthur Conan Doyle com o terror de H. P. Lovecraft em “Um Estudo em Esmeralda”; extrapolando o mundo de Matrix em “Golias”, inspirado no roteiro original do primeiro filme; ou mesmo presenteando a filha mais velha com um conto fantástico sobre um clube de epicuristas em “O Pássaro-do-Sol”. Coisas Frágeis é um tratado prático de como escrever boas histórias – histórias que, como diz a introdução do livro, “duram mais que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram muito mais que as próprias terras onde elas foram criadas”.

Coisas Frágeis – Neil Gaiman

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[Contos] Livro A Cidade Inteira dorme e outros contos breves – Ray Bradbury

Categoria: Literatura Estrangeira, Teatro, Contos e Biografias

cidadeinteiradormecg5 [Contos] Livro A Cidade Inteira dorme e outros contos breves   Ray BradburyA cidade inteira dorme, coletânea de treze contos dos mais representativos do prolífico e premiado Ray Bradbury, em tradução de Deisa Chamahum Chaves e com prefácio de Carlos Vogt. Ray Bradbury não gosta de ser referido como autor de ficção científica. E por um bom motivo: ele não é um autor de ficção científica. Ao menos segundo o senso comum sobre o gênero, baseado em fantasias futuristas nas quais a descrição dos artefatos, da tecnologia, é fundamental. Ao contrário, em Bradbury o fundamental é a condição humana de seus personagens. Neste sentido, ele é uma espécie de Georges Simenon, vulgarmente tido por autor policial quando é, de fato, um romancista psicológico. Enquanto Bradbury é, afinal, um autor político. Não por acaso, seu livro mais justamente famoso, Farenheit 451 (filmado por Truffaut), forma, ao lado de 1984 de Orwell e de Admirável mundo novo de Huxley, a grande trilogia sobre a distopia (ou anti-utopia) moderna. Bradbury é, ainda, um mestre da história curta. Por fim, é um grande escritor, que usualmente funde a descrição mais detalhista às metáforas mais surpreendentes.

A síntese de todas essas características pode ser vista em contos como O pedestre, desta coletânea (pp. 160-166). Um homem caminha à noite pelas ruas de uma cidade qualquer. O inusitado é que não há absolutamente nada e ninguém nessas ruas: ninguém sai de casa à noite. Não por medo, pois não há mais crimes. Mas, conforme fica subentendido, porque a vida social perdeu todo o sentido. Apenas esse homem sai à noite para caminhar sozinho (a descrição inicial, de seus passos silenciosos, com os pés calçados de tênis, e do ar frio entrando em seus pulmões, é simplesmente magistral). O único aspecto tecnológico do conto é um carro de polícia-robô (o único da cidade pacificada, aliás), que o interpela e o prende, por ele demonstrar tendências regressivas em seu hábito noturno. Mais uma vez como Simenon, que usa a investigação de um crime como o caminho mais curto para a descrição psicológica de seus personagens, Bradbury utiliza o futuro (O pedestre se passa em 2053) para apresentar tipos humanos em situações-limite, por um lado, e por outro, para fazer uma crítica não panfletária, mas política no sentido mais lato, de certas características do mundo contemporâneo. Numa síntese rara entre imaginação, maestria literária, humanismo e, conforme destaca Carlos Vogt no prefácio, melancolia.

A Cidade Inteira dorme e outros contos breves – Ray Bradbury

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[Biografia] Livro Infiel – A História de uma Mulher que Desafiou o Islã – Ayaan Hirsi Ali

Categoria: Literatura Estrangeira, Teatro, Contos e Biografias

infiel [Biografia] Livro Infiel   A História de uma Mulher que Desafiou o Islã   Ayaan Hirsi Ali

Em novembro de 2004, o cineasta Theo van Gogh foi morto a tiros em Amsterdã por um marroquino, que em seguida o degolou e lhe cravou no peito uma carta em que anunciava sua próxima vítima: Ayaan Hirsi Ali, que fizera ao lado de Theo o filme Submissão, sobre a situação da mulher muçulmana. E assim essa jovem exilada somali, eleita deputada do Parlamento holandês e conhecida na Holanda por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e suas críticas ao fundamentalismo islâmico, tornou-se famosa mundialmente. No ano seguinte, a revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. Como foi possível para uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis e dilacerados da África chegar a essa notoriedade no Ocidente?

Em Infiel, sua autobiografia precoce, Ayaan, aos 37 anos, narra a impressionante trajetória de sua vida, desde a infância tradicional muçulmana na Somália até o despertar intelectual na Holanda e a existência cercada de guarda-costas no Ocidente. É uma vida de horrores, marcada pela circuncisão feminina aos cinco anos de idade, surras freqüentes e brutais da mãe, e um espancamento por um pregador do Alcorão que lhe causou uma fratura no crânio.

É também uma vida de exílios, pois seu pai, quase sempre ausente, era um importante opositor da ditadura de Siad Barré: a família fugiu para a Arábia Saudita, depois para a Etiópia, e finalmente se fixou no Quênia. Obrigada a freqüentar escolas em muitas línguas diferentes e conviver com costumes que iam do rigor muçulmano da Arábia (onde as mulheres não saíam à rua sem a companhia de um homem) à mistura cultural do Quênia, a adolescente Ayaan chegou a aderir ao fundamentalismo islâmico como forma de manter sua identidade. Mas a guerra fratricida entre os clãs da Somália e a perspectiva de ser obrigada a se casar com um desconhecido escolhido por seu pai, conforme uma tradição que ela questionava, mudaram sua vida, e ela acabou fugindo e se exilando na Holanda. Ela descobre então os valores ocidentais iluministas de liberdade, igualdade e democracia liberal, e passa a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana.

Infiel – A História de uma Mulher que Desafiou o Islã – Ayaan Hirsi Ali

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