[Curiosidades] Stephen King lança ARG literário para divulgar lançamento

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 [Curiosidades] Stephen King lança ARG literário para divulgar lançamento

Divulgar um lançamento literário na internet não é só subir um trailer no YouTube – apesar de também incluir isso. A editora norte-americana Scribner e o escritor Stephen King entenderam isso e lançaram uma estratégia ambiciosa para divulgar a próxima obra do autor, Under the Dome, um calhamaço de 1088 páginas que sairá nos Estados Unidos no próximo dia 10.

O livro, que conta a história de uma cidade subitamente isolada por um campo de força, está gerando uma enorme ansiedade nos leitores e foi por semanas o líder de vendas antecipadas na Amazon (perdendo agora para o próximo do John Grisham). E a publicidade online, como não poderia deixar de ser, foi toda desenhada justamente para aumentar essa ansiedade.

Em seu site oficial, King propôs um jogo para seus fãs. Ele picotou as 336.114 palavras de Under the dome em 5.196 caixinhas de texto, disponibilizadas quase todas, aleatoriamente, na página. Se quiser ganhar uma versão exclusiva (e antecipada) da obra, o leitor terá que se esforçar e juntar as peças. E nem todas estão no site.

 [Curiosidades] Stephen King lança ARG literário para divulgar lançamento
Trechos voando e a recombinação, ao lado

Em uma seção, você se cadastra para receber, em papel, um trecho que só você terá. Quando a frase chegar até o fã, ele deve largá-lo em qualquer lugar, “debaixo da areia de uma praia ou em uma foto postada no Flickr”. Depois, você se compromete a voltar ao site de King e apontar, no Google Maps (disponível abaixo), onde está a pista. Há gente que esconde pistas, há gente que procura – tudo depende da negociação e da sua vontade de ler primeiro o livro. Também pode ganhar uma cópia os fãs que fizerem a história mais criativa seguindo o tema do livro de King. Legal, né? É a prova de que é possível divulgar um livro online fugindo do padrão.

Fonte: Blog do Link


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[Papo Cabeça] De site renovado, Cosac Naify oferece ‘Flores’, do mexicano Mario Bellatin, para download

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cosac [Papo Cabeça] De site renovado, Cosac Naify oferece Flores, do mexicano Mario Bellatin, para download

No começo deste mês a Cosac Naify, conhecida pelas suas caprichadas edições em papel, colocou no ar seu novo site (imagem acima), recheado de novidades. O destaque fica para o blog, que atualmente oferece um capítulo inédito do clássico ‘Guerra e Paz’, de Tolstói, em nova versão de Rubens Figueiredo. O lançamento do livro está previsto para novembro de 2010 e a editora promete adiantar, no blog, outros trechos de livros, além de curiosidades sobre a escolha das capas e detalhes sobre os próximos lançamentos. Mas, há muito mais no novo site, como a nova Loja Virtual e a seção Raríssimos, voltada a bibliófilos.

Além disso, a partir desta semana, a Cosac Naify está oferecendo para download em PDF ou iPhone o livro ‘Flores’, do escritor mexicano Marion Bellatin, que foi destaque durante a Flip 2009. O livro é formado por narrativas curtas – todas com nomes de flores. A trama narra fragmentos de vida de personagens solitários e ambíguos, como um cientista que descobre um fármaco causador de formações físicas e um escritor que pesquisa formas incomuns de sexualidade. As tramas possuem uma violência implícita, num mundo em que a anormalidade é a regra, conforme informa a editora. E mais: Bellatin escreveu uma “flor” nova, um conto novo, especialmente para a promoção. É só baixar. Mais sobre Bellatin aqui.

Em entrevista, Daniela Senador, gerente de mídias digitais da Cosac Naify, contou que a editora pretende “criar uma espécie de ‘biblioteca de downloads’ na qual oferecerá periodicamente um livro de seu catálogo para (as pessoas) baixarem na íntegra”. Além disso, ela falou sobre Kindle, Google Books, pirataria e escritores iniciantes. Alguns dos principais trechos da entrevista, você confere aí embaixo:

“Considero as mudanças (promovidas pela internet e as novas tecnologias) favoráveis porque potencializam o livro como produto em seu próprio mercado tornando o seu conteúdo mais acessível a diversos perfis de público. Não acredito que as mudanças impressas pela web e novas tecnologias estejam oprimindo a indústria do livro nem que ferramentas como Kindle concorram com o livro físico. Talvez colaborem para incentivar ainda mais a leitura”, afirmou.

“Certamente a internet oferece aos escritores iniciantes diversas possibilidades para que possam ter o seu trabalho mais conhecido e discutido, e não apenas restrito à avaliação de amigos. Blogs são as ferramentas que mais se destacam pela acessibilidade, visibilidade e interatividade que oferecem aos escritores-internautas. Tendo em vista este cenário não há como negar que a maneira de encontrar/descobrir um novo escritor e interagir com ele mudou”, contou.

“Uma obra protegida por direitos autorais que é apropriada indevidamente por um usuário e difundida na rede é considerada pirateada. Porém, não é qualquer troca que pode ser considerada pirataria até mesmo porque hoje as obras podem ser registradas em Creative Commons. É certo que detentores de diretos que têm a sua obra violada perdem com as facilidades oferecidas pela rede, mas, no caso de obras que possam circular, a ampliação da difusão só tende a contribuir para que se tornem conhecidas”, afirmou.

E continuou: “Discordo que a difusão ilegal de arquivos na internet provoque diminuição considerável na venda de livros. Pesquisadores que tenham acesso aos arquivos talvez tenham mais facilidade para encontrar o assunto específico que estudam pelo fato de chegarem até ele rapidamente acionando a busca. No entanto, a experiência de ler um livro digital não substitui a de ler um impresso. Não há concorrência entre ambos e também por isso a editora não ignora outras possibilidades de rendas futuras como as provenientes de downloads de livros na integra no Google Books (por exemplo)”.

Esta é a primeira de uma série que o Link está publicando com executivos das principais editoras e escritores sobre os desafios dos livros na era digital

[Papo Cabeça] Pirataria? Para Cristovão Tezza, o que estamos vendo é ‘a mais impressionante troca de bens culturais da história’

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Cristovão Tezza é o escritor brasileiro mais premiado dos últimos tempos, quase uma unanimidade. Com o romance ‘O Filho Eterno’ (Editora Record), sua 14ª obra de ficção, ele ganhou alguns dos principais prêmios de literatura do País, como o APCA, o Jabuti, o Portugal Telecom, o Prêmio São Paulo de Literatura e o Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura. Na semana passada, após uma viagem pela Europa para promover o lançamento do seu livro, em francês, catalão e holandês, ele conversou com o Link, por e-mail.

Bastante sensato e realista, em entrevista, Tezza fez observações bastante pertinentes sobre a pirataria online, por exemplo. “O que está acontecendo de fato é a mais impressionante troca de bens culturais que já houve no mundo. Definir esse fato praticamente consumado como simples pirataria é uma simplificação”, afirmou. O resultado dessa conversa, você confere aí embaixo:

5423731 [Papo Cabeça]  Pirataria? Para Cristovão Tezza, o que estamos vendo é a mais impressionante troca de bens culturais da história

“O que está acontecendo de fato é a mais impressionante troca de bens culturais que já houve no mundo, (só que) à revelia do mundo legal. Definir esse fato praticamente consumado com simples pirataria é uma simplificação”, afirma.

E continua: “Há perda dos detentores dos direitos autorais, sem dúvida, mas é preciso lembrar que a esmagadora maioria dos consumidores via rede não compraria o filme ou o disco, não teria acesso a ele, ou por falta de dinheiro, ou, na maior parte dos casos, simplesmente porque não chegaria a ele”.

“Outra questão é a dificuldade técnica e jurídica de combater a cópia caseira. Um download não é um objeto físico falsificado numa garagem, impresso numa gráfica clandestina ou transportado por um caminhão. Ao contrário da pirataria física, que move milhões e alimenta uma cadeia de crimes paralelos, aparentemente só o consumidor final ganha com o download”, pondera.

“Baixar um livro é infinitamente mais fácil que baixar um filme e mesmo uma música, mas a leitura digital de um texto longo no monitor é desconfortável – é isso, até aqui, que vem salvando os escritores. Com a chegada dos livros digitais, isso pode mudar. Até porque, parece que não há formato de arquivo, por mais exclusivo que seja, que não acabe convertido em outro de uso corrente”, observa.

“Bem, sendo realista, praticamente todos os escritores de ficção e de poesia sempre foram obrigados a ter outra fonte de renda, porque nessa área ninguém vive de direitos autorais no Brasil, mas mesmo assim uma popularização do download de livros seria catastrófica para quem escreve, supondo-se de fato que o livro digital suplantaria significativamente o livro de papel. Tudo vai depender desta relação entre o livro virtual e o livro de papel. Sinceramente, não sei. E acho que ninguém sabe dizer, hoje, o que vai acontecer nessa área”, opina.

“Sim, acho que (o livro de papel e o eletrônico) vão conviver perfeitamente. Não imagino que o livro eletrônico vá suprimir o velho e bom livro de papel, cuja praticidade é imbatível”, defende.

Esta entrevista é a segunda de uma série que o Link está publicando sobre os desafios dos livros na era digital.

[Notícias] Morre aos 100 anos o antropólogo Claude Lévi-Strauss

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Foi anunciada nesta terça-feira (3) a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss. A informação é da editora do intelectual, pela qual o falecimento teria ocorrido entre sábado e domingo. Criado em Paris, ele nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908. Fundador da Antropologia Estruturalista, é considerado um dos intelectuais mais relevantes do século 20.

Membro de uma família judia francesa intelectual, Lévi-Strauss estudou Direito e Filosofia na Sorbonne, em  Paris. Lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central.

Ali passou breves períodos entre os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, experiências que o orientaram definitivamente como profissional de antropologia.

Em 1955, publicou “Tristes Trópicos” -  um registro dessas expedições. No livro, ele conta como a vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.
Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única

Após retornar à França, em 1942, mudou-se para os Estados Unidos como professor visitante na New School for Social Research, de Nova York, antes de uma breve passagem pela embaixada francesa em Washington como adido cultural.

“Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele”

Fez parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.

Lévi-Strauss passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos.

Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única. Enfatizava que a mente selvagem é igual à civilizada. As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumidas em três grandes temas: a teoria das estruturas elementares do parentesco, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.

Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17º Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: “Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele – isso é algo que sempre deveríamos ter presente”.

Fonte: G1

Veja abaixo vídeo sobre o intelectual (22 minutos)

Bibliografia publicada no Brasil

As Estruturas Elementares do Parentesco (Vozes, 2003)

Antropologia Estrutural (Vol. 1) (Cosac Naify, 2008)

Antropologia Estrutural (Vol. 2) (Tempo Brasileiro, 1993)

O Pensamento Selvagem (Papirus, 2005)

Sociologia e Antropologia, de Marcel Mauss (introdução de Claude Lévi-Strauss, Cosac Naify, 2003)

O Cru e o Cozido – Mitológicas (Cosac Naify, 2004)

Do Mel às Cinzas – Mitológicas (Cosac Naify, 2005)

A Origem dos Modos à Mesa – Mitológicas (Cosac Naify, 2006)

O Homem Nu – Mitológicas (Cosac Naify, 2009)

Publicaremos ainda hoje uma compilação dos livros de Claude Lévi-Strauss disponíveis na internet.

[Papo Cabeça] Blogs, twitter, Orkut e outros buracos

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fg70 [Papo Cabeça] Blogs, twitter, Orkut e outros buracos

Não estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei nesse terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com o nome dos outros. Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais… Jamais farei um blog, esse nome que parece um coaxar de sapo boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo sobre o saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.

Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões “on line” e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.
O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação “em rede” para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas “on line”.

Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no “Google” (“goggles” – olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no país, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para “talibanizar” de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ – não de viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e “websites”.

O leitor perguntará: “Por que esse ódio todo, bom Jabor?” Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.

Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de emails me elogiando pelo que eu “não” fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam: “Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro…’ “Não fui eu…”, respondo. Elas não ouvem e continuam: “Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite…’” Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: “Ah… É teu melhor texto…” – e vão embora, rebolando, felizes.

Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens.

Vejam mais o que “eu” escrevi: “As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!…” Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria “cós acaba!” Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet, eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno… (dirão meus inimigos: “Finalmente, ele se encontrou…”)

Vejam as banalidades que me atribuem:

“Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!”

Ou: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!”

Ainda sobre a mulher: “São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades”.

Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui “eu”, a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.

Esta semana, descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre “ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem” ou outro em que louvo a estupidez, chamado “Seja Idiota!”…

Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar.

Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: “Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de R$ 90 mensais para não fazer nada não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Noventa por cento de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora… O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro – gosta de apanhar…”

E o pior é que muita gente me cumprimenta pela “coragem” de ter escrito essa sordidez.
Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi.

Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista.

É bonito isso?

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