[Notícias] Série Grandes Livros da Literatura Portuguesa – Documentários

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Notícias

grandeslivros [Notícias] Série Grandes Livros da Literatura Portuguesa   Documentários

“Grandes Livros” é um projeto multi-plataforma de divulgação da literatura portuguesa que envolve uma série de 12 documentários, com 50 minutos cada, narrados por Diogo Infante, ator e diretor do Teatro Nacional D. Mª II.

Visa contribuir para a promoção da leitura das grandes obras da literatura portuguesa junto de todas as faixas etárias de falantes de português. Cada episódio contará com a participação dos principais especialistas na obra e/ou no autor em análise.

“Grandes Livros” é assumidamente inspirada na série homónima “Great Books”, produzida pela Discovery Networks em parceria com o Center for the Book in the Library of Congress e transmitida em vários canais Discovery e no The Learning Channel desde 1994.

O conceito “Grandes Livros” assenta na análise da obra mais emblemática de um escritor português: a estória, o contexto histórico, a importância que teve/tem, a história do autor. A seleção obedece ao seguinte critério: um livro por autor; autores portugueses falecidos; obras passíveis de serem abordadas em tv e apelarem a uma grande faixa da população.

Lista de obras para a primeira série de “Grandes Livros”:

- Os Maias (Eça de Queirós)
- Os Lusíadas (Luís Vaz de Camões)
- O Delfim (José Cardoso Pires)
- Aparição (Vergílio Ferreira)
- Navegações (Sophia de Mello Breyner Andresen)
- Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
- Sinais de Fogo (Jorge de Sena)
- Sermão de S. Ant. aos Peixes (P. Ant. Vieira)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Mau Tempo no Canal (Vitorino Nemésio)
- Peregrinação (Fernão Mendes Pinto)
- Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)

A seguir, nosso blog dará início à publicação de todos os documentários da série.

[Cinema] Júlio Bressane leva Machado de Assis à telona

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Notícias

ervadoratojpg [Cinema] Júlio Bressane leva Machado de Assis à telona

VENEZA – O cineasta Júlio Bressane, símbolo do cinema independente brasileiro, volta ao universo literário de Machado de Assis para reavivar a repulsa das pessoas a ratos e esqueletos no filme “A Erva do Rato”, apresentado hoje no Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Apresentado na seção Horizonte, “A Erva do Rato” é um filme exigente, apreciado após ser visto e que faz o público sofrer durante a exibição. Em entrevista coletiva, Bressane explicou que “não é uma adaptação de Machado de Assis, mas é uma tradução em imagens de seu espírito”.

A base literária do roteiro são dois contos do escritor, “Um esqueleto” e “A causa secreta”. Apesar disso, ”há poucas linhas deles no filme”, afirma Bressane, embora tenham sido feitas várias referências a ratos e os esqueletos, “as duas coisas que, em toda a história da arte e do homem, sempre provocaram repulsa”. Este “jogo semiótico” é protagonizado por Selton Mello e Alessandra Negrini, com quem o diretor já trabalhou em “Cleópatra” (2007).

O filme tem uma primeira máscara, nas palavras de Bressane: a literária. Com ela, é possível recuperar a qualidade de Machado de Assis (1839-1908) para “reinventar a língua portuguesa, com novas linhas formais e estruturas”, que resultam em uma narrativa cinematográfica insólita.

“A Erva do Rato” – o único veneno que não tem antídoto, segundo o filme –, começa em um cemitério no qual duas pessoas, cujos nomes são apenas Ele e Ela, se conhecem e são condenadas a ficarem juntas para sempre. A mulher se submeterá a partir de então ao homem na dura tarefa de transcrever as histórias que lhe conta e que encherão centenas de cadernos que consumirão sua energia.

A palavra protagoniza “A Erva do Rato” à primeira vista, mas “após esta primeira máscara há outra: a luz”, diz o diretor. Desta forma, as referências pictóricas aparecem ao redor da pintura de Edouard Manet (1832-1883) e, especialmente, do quadro “O almoço sobre a relva”, que impulsionou o Impressionismo, apesar de seu autor renegar o termo. “Fala da percepção e do desenvolvimento da luz. A luz é um processo químico e está antes dos atores e das cenas”, disse.

Julio Bressane, que é co-editor do filme junto com Rosa Dias, começou sua carreira em 1966 com o curta “Lima Barreto – Trajetória” e logo surgiu como um dos protagonistas do Cinema Novo brasileiro, onde desenvolveu uma carreira marcada por uma linguagem experimental, ritmo pausado e clara tendência estética.

Em 1985, realizou uma adaptação de Machado de Assis chamada “Brás Cubas”. Entre seus últimos títulos se destacam “Miramar” (1997) e “Dias de Nietzsche em Turim” (2001).

Fonte: Último Segundo

Leia Machado de Assis no Blog PDL

[Papo Cabeça] É tudo Free! Já está na internet o novo livro de Chris Anderson

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Notícias, Papo Cabeça

candersonfree [Papo Cabeça] É tudo Free! Já está na internet o novo livro de Chris Anderson

Ele já estava prometido há bastante tempo, mas agora finalmente foi lançado o livro “Free”, nova obra de Chris Anderson, autor de “A Cauda Longa“. A ideia central do livro é a de que em um futuro próximo, muitas produtos gerados pela indústria cultural (livros, inclusive) serão oferecidos de graça. O modelo de negócios já não é novidade, sendo facilmente indentificável em muitos serviços na internet. Mas o autor vai além, indicando o que vem por aí.

Como não poderia ser diferente, “Free” foi lançado também na internet inteiramente “free”, grátis. Você pode ler o livro ou ouvir o audiobook, que foi narrado pelo próprio autor. A atitude já foi largamente abordada aqui mesmo em nosso blog, em trabalhos acadêmicos e está cada vez mais presente na mídia, mas desta vez o debate promete esquentar mais. Além disso, estamos curiosos para saber como vai ficar essa política de oferecer o livro de graça em países um pouco mais caretas, como o Brasil. Será que a Editora Campus, que publicou “A Cauda Longa”, vai concordar em oferecer o livro gratuitamente, ou vai esperar que os próprios leitores se encarreguem da tarefa?

Uma coisa é certa. O lançamento de “Free” representa mais uma passo em direção a uma nova maneira de encarar o consumo de bens culturais na era da internet, causando indigestão a muitos figurões por aí,  que insistem em fazer valer seu modelo econômico por força da lei. Hoje para o consumidor estar dentro da lei,  pelo menos na indústria fonográfica, ele precisa se contentar com uma tecnologia ultrapassada e limitante, que já nem conta com o apoio dos  próprios fabricantes de aparelhos eletrônicos. Quando foi a última vez que você viu um discman?

Sabemos que o mercado editorial, tem sua próprias regras, e a situação é bastante diferente. Ainda é difícil encontrar alguém que prefira ler por meios eletrônicos, por melhores que eles sejam, e tudo indica que os livros digitais estimulem mesmo a venda de livros impressos. O papel ainda é uma tecnologia imbatível em conforto, além de possuir um valor cultural e simbólico agregado que é indiscutível. No entanto, caso as editoras continuem cegas às novas oportunidades que se abrem com o boom da internet, seu futuro pode não estar tão garantido assim.  É como diz um trecho de uma bela canção da banda Engenheiros do Hawai, que uso para fechar nossa conversa de hoje.

por Okidoki

rodapepdlanderson [Papo Cabeça] É tudo Free! Já está na internet o novo livro de Chris Anderson

“Força não há capaz de enfrentar
Uma idéia cujo tempo tenha chegado
A força não é capaz de salvar
Uma idéia cujo tempo tenha passado”

[Quadrinhos/Notícias] Michael Jackson visita a Turma do Penadinho

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Maurício de Sousa, Notícias, Quadrinhos

topomichael [Quadrinhos/Notícias] Michael Jackson visita a Turma do Penadinho

O criador da turma da Mônica não dorme no ponto e em vez de esperar a gráfica imprimir sua homenagem a Michael Jackson, divulgou a nova história usando o aplicativo de armazenamento de fotos do Twitter, o Twitpic. No site, postou dez páginas do rascunho da nova HQ, sem acabamento visual como cores ou arte final.

Na história, a turma do fantasma Penadinho se prepara para receber a chegada do rei do pop no cemitério em que suas histórias acontecem. Todos fazem referências a clipes e músicas de Michael Jackson – o Lobisomem, por exemplo, vem com a jaqueta vermelha que o cantor usa no clipe de “Thriller”, em que se transforma em um lobisomem.

A história faz referência direta a uma outra homenagem da turma do Penadinho, publicada na edição de número 174 da revista da Mônica pela editora Globo, em fevereiro de 2001. Em “Paul is Dead”, repórteres invadem o mesmo cemitério a procura do ex-beatle Paul McCartney. A história é recheada de referências aos Beatles, numa brincadeira metalinguística sobre a lenda urbana ao redor da “morte” de Paul – que teria “morrido” em um acidente em 1966, sendo substituído por um sósia a partir de então. A verdade sobre a troca do Paul verdadeiro pelo falso estaria escondida em mensagens secretas deixadas nas capas dos discos dos Beatles. Um delicioso papo furado que Penadinho, Frank, Zé Vampir e companhia homenageiam com leveza e bom humor. A história pode ser lida na íntegra no próprio site de Maurício de Sousa, que inicia as comemorações dos 50 anos de sua turma de personagens no próximo mês, quando o cachorro azul Bidu completa meio século de vida.

A ideia de publicar de antemão o rascunho na internet é ótima, pois aproveita o calor do interesse por Michael Jackson ao mesmo tempo em que não dá de graça o conteúdo final – e mesmo que alguém escaneie e disponibilize a história online, muitos leitores irão comprar a revista pois ela reúne valor afetivo de duas marcas juntas, a turma da Mônica e Michael Jackson. E mostra que Maurício – se não ele, sua equipe – está atento à internet, pois “Paul is Dead” foi ressuscitada recentemente graças ao mesmo Twitter que Maurício utilizou para divulgar a nova história.

Fonte: Estadão

Baixe o Preview de Turma do Penadinho em “À Espera de um Astro”

DOWNLOAD

[Notícias] Prêmio Sesc de Literatura 2009, para novos escritores

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Notícias

title [Notícias] Prêmio Sesc de Literatura 2009, para novos escritores

O PRÊMIO
Revelar novos talentos e promover a literatura nacional são propósitos do Prêmio SESC de Literatura. Lançado pelo SESC em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Além da divulgação das obras, o Prêmio SESC também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados pela editora Record e distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do SESC e SENAC em todo o país. Mais do que oferecer uma oportunidade a novos escritores, o Prêmio SESC de Literatura cumpre um importante papel na área de cultura, proporcionando uma renovação no panorama editorial brasileiro.

PARTICIPE
Aos autores iniciantes, que ainda não tiveram chance de mostrar ao público suas idéias e sua criação, este é o caminho. As inscrições para o Prêmio SESC de Literatura são gratuitas e aceitas em todo o Brasil. Basta procurar a unidade mais próxima do SESC na sua cidade. Cada concorrente pode participar com uma obra, nas categorias conto e romance. O vencedor terá seu livro publicado e distribuído pela editora Record. Participe! Esta pode ser a chance de sua obra chegar às principais livrarias do país. Confira as regras do concurso no edital.

[Notícias] Flip Começa Hoje. Confira programação!

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Notícias

As brincadeiras começaram na mesa de bar, se espalharam pelo Twitter, viraram provocação nos jornais e devem continuar nos papos em Paraty: daqui a pouco vai haver uma Flip sem literatura, tamanha a variedade de temas e de convidados que vêm das mais diferentes áreas. Exagero, claro, mas a sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que começa nesta quarta (1º), dá pano para a manga: traz um cantor, um biólogo, um jornalista, uma artista plástica, e autores de quadrinhos entre os principais destaques.

0,,21239036 FMMP,00 [Notícias] Flip Começa Hoje. Confira programação!Quem está mais interessado na circulação de ideias e menos em um evento puro-sangue voltado à ficção não poderá reclamar, afinal, em cinco dias, Chico Buarque, o polêmico Richard Dawkins (evolucionista e nome mais conhecido do ateísmo hoje) e Gay Talese, um dos fundadores do chamado “novo jornalismo” nos anos 60, o português António Lobo Antunes e outros 30 autores falarão a um público de aproximadamente 25 mil pessoas até domingo na cidade fluminense. O G1 fará a transmissão ao vivo do evento.

O homenageado deste ano é o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) – tema da conferência de abertura nesta quarta e de outras duas discussões nas mesas principais, além de outras atividades.

A expectativa é alta: os ingressos de todas as 19 mesas da Tenda dos Autores, o auditório principal do festival, estão esgotados; ainda havia entradas na noite de terça-feira para assistir aos encontros pelo telão – que teve cota ampliada para atender à alta procura. O agito se estende para as ruas da turística Paraty e nas festas que garantem a parte boêmia do evento – o suficiente para alguns apelidarem a Flip de “micareta literária”.

A maior liberdade de perfil de convidados, proposta pelo curador Flávio Moura, ainda se reflete na inclusão da mais premiada geração brasileira de quadrinistas com Rafael Coutinho, Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Grampá; da artista plástica francesa Sophie Calle, que “discutirá a relação” com o escritor Grégoire Bouillier (os dois foram namorados e o rompimento inspirou uma instalação artística da primeira); e da crítica de arte Catherine Millet, narradora de suas aventuras sexuais em um livro que provocou frisson no começo desta década.

Tanta elasticidade abriu brechas para críticos atacarem as escolhas de Flávio Moura, que, em um post no próprio blog do evento, defendeu a inclusão de poucos ficcionistas entre as estrelas de grande porte. “Como se autores com esse perfil não fossem convidados desde a primeira Flip. Como se eles mesmos não fossem ‘estrelas’ dignas de cacifar o evento. Como se fosse mais fácil obter o sim de autores como Dawkins em pleno ano Darwin [centenário do livro ‘A origem das espécies’] do que de um ficcionista ‘do porte de um Salman Rushdie’”, escreveu o curador.

A Flip teve sua primeira edição em 2003 e já teve como convidados autores como Paul Auster, Ian McEwan, Neil Gaiman, Martin Amis, Eric Hobsbawn, além de vencedores do Prêmio Nobel como J. M. Coetzee e Nadine Gordimer.

A agenda também cresceu: esta edição terá uma programação voltada a adolescentes (chamada de FlipZona), com bate-papos sobre fotografia, vídeos e tecnologia e que se junta à Flipinha, as atividades para o público infantil. Na agenda paralela à parte principal da Flip há ainda oficinas, leituras de poemas, exibição de curtas-metragens e debates na Casa de Cultura em Paraty (vale a pena checar às 10h30 de sábado (4) o papo com o jornalista Jon Lee Anderson, biógrafo de Che e correspondente de guerra).

Além da mesa de abertura com uma palestra de Davi Arrigucci Jr sobre Manuel Bandeira, a noite desta quarta terá os shows de Adriana Calcanhoto e Romulo Fróes, na Tenda do Telão, a partir das 21h30.

Fonte: G1

[Notícias] Festa Literária Internacional de Paraty começa nesta quarta

Postado por: PDL  /  Category: Informação e Cultura, Notícias

fliposc [Notícias] Festa Literária Internacional de Paraty começa nesta quarta

Em dívida com a poesia, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa quarta-feira homenageando, em sua sétima edição, o poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). O único poeta a quem a Flip rendeu homenagem foi Vinícius de Moraes (1913-1980) na primeira edição, em 2003.

O programa oficial, que inclui 34 romancistas, ficcionistas, historiadores, jornalistas e quadrinistas, promete, além do resgate e da valorização da obra de Bandeira, reflexões sobre ciência, religião, política e direitos humanos nas ruas da histórica Paraty. “Fazia tempo que a poesia não tinha destaque na Flip. Entre os poetas, Bandeira é um dos primeiros que aparece”, explicou o curador da festa, Flavio Moura.

O ineditismo é a marca mais forte da sétima edição da festa. Abrindo a programação oficial, na quinta-feira, quatro representantes da nova geração discutem a produção de quadrinhos na mesa “Novos Traços”. “A Flip sempre procura dar destaque a escritores jovens, que ainda não têm carreira consolidada e em quem aposta. Este ano, o incentivo vai não apenas para escritores, mas para quadrinistas novos”, disse Moura.

No mesmo dia, haverá outra atração inédita. No ano em que se completam os 200 anos de nascimento de Charles Darwin e os 150 anos de “A Origem das Espécies”, a Flip receberá, pela primeira vez, um cientista. O biólogo nascido no Quênia Richard Dawkins deve levantar a bandeira do ceticismo na mesa “Deus, um Delírio”, título de uma de suas obras.

Também no campo da não-ficção, dois autores chineses vão debater a história recente da China e as restrições às liberdades naquele país. A mesa “China no Divã” será dividida entre Ma Jian, que relembra o massacre da Praça da Paz Celestial, há exatos 20 anos, no livro “Pequim em Coma”, e o jornalista Xinran, autor de “Testemunhas da China”, com relatos da revolução cultural dos anos 60. “A presença de Ma Jian e Xinran é um dos destaques, já que a Flip nunca havia recebido autores chineses”, comemora o curador.

Gay Talese, autor norte-americano, é um dos convidados desta edição da FlipNa sexta-feira, o jornalismo é o destaque da programação oficial e paralela. A profissão de repórter será abordada por Jon Lee Anderson, autor da principal biografia de Che Guevara, que estará na Casa da Cultura. O local que abriga eventos paralelos também receberá o escritor Milton Hatoum, o crítico literário Francisco Foot Hardman e a professora Walnice Nogueira Galvão para uma discussão sobre a obra de Euclides da Cunha (1866-1909), autor de Os sertões. Ainda sobre jornalismo contemporâneo, o norte-americano Gay Talese (foto) participa, no palco oficial da festa, da mesa “Fama e Anonimato”.

No mesmo dia, Chico Buarque e Milton Hatoum dão suas visões sobre o Brasil na mesa “Seqüências Brasileiras”, uma das mais disputadas da Flip. Entusiasta da festa, Chico lançou recentemente “Leite Derramado”, em que repassa a história do Brasil a partir das memórias do narrador, que, do leito de morte, desfia passagens de apogeu e declínio de sua família por meio de quatro gerações.

No sábado, as atenções estarão voltadas para o português António Lobo Antunes, autor de “Memória de Elefante”, que retrata sua experiência no exército português na guerra colonial em Angola. Lobo Antunes é um dos poucos convidados da Flip com direito à exclusividade no palco. Em vez de dividir a mesa literária, será apenas entrevistado. Este é um dos argumentos do curador Flavio Moura para uma programação mais concisa, com 34 autores contra 41 em 2008.

Moura rebate com um forte argumento as polêmicas e suspeitas lançadas sobre uma programação menor. Antes porém, taxativo, apressa-se em dizer que a crise econômica não teve nenhuma influência na programação. Ele diz que pode ter havido problemas para captação dos recursos, mas não houve na formação das mesas. “A crise afeta todo mundo, é uma questão séria. Mas a programação não foi afetada em nada. Ela está um pouco menor, porque você tem que priorizar o tempo para os autores falarem. Sempre que possível, tentei enxugar as mesas ao máximo. A gente quer evitar que o autor viaje para a Flip e tenha pouco tempo para falar com o público”, disse.

A crise, por outro lado, deve levar à 7ª Flip reflexões sobre valores e princípios que moldaram o pensamento ocidental, mas que agora passam por profunda revisão. Ainda sob o impacto da chegada do primeiro negro ao poder nos Estados Unidos, o historiador inglês Simon Schama revisitará a história norte-americana à luz da ascensão do presidente Barack Obama. Schama estará no domingo na mesa “O Futuro da América”, título de sua mais recente obra.

Flavio Moura reconhece que a presença de historiadores e jornalistas na programação da Flip favorece o debate sobre questões sociais e políticas. “Mas não foi intencional. A Flip nunca se furta a discutir temas que estão na agenda do debate. Ela procura não se pautar unicamente por isso, porque é um evento literário, mas sempre que é possível trazer esse tipo de discussão para a programação, a gente o faz”, concluiu.

Fonte: uol

Related Posts with Thumbnails

Pagina 9 de 12« Primeira...7891011...Última »