[Notícias] Livro ‘Olhares da Rede’ é lançado gratuitamente

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O livro Olhares da Rede é uma produção do grupo de pesquisa Cultura de Rede, da Faculdade Cásper Líbero, com a Momento Editorial, e contém “o debate sobre as ideias de cinco autores que pensam o universo das redes digitais”. O livro tem apresentação do Prof. Sergio Amadeu, e pode ser baixado gratuitamente em www.culturaderede.com.br.

A obra é composta de reflexões sobre a cibercultura a partir do trabalho de cinco autores: Douglas Rushkoff, Lawrence Lessig, Yochai Benkler, Henry Jenkins e Manuel Castells. Assinam a organização do livro os alunos Cláudia Castelo Branco, Fabrício Ofuji, Luciano Matsuzaki, Murilo Machado e Rodrigo Fonseca.

O livro está disponível sob licença Creative Commons para uso não-comercial (by-nc, 2.5), que permite que outros remixem, adaptem, ou criem obras derivadas, desde que também sem fins comerciais, e contendo os devidos créditos.

Fonte: Blog do Link

[Notícias] Condenação do Pirate Bay triplicou o número de sites piratas

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Não tem jeito: você mata um e vem outro no lugar. Desde que a corte sueca determinou o fechamento do site de torrent The Pirate Bay, em agosto, triplicou o número de sites de compartilhamento de arquivos.

O TPB saiu do ar por pouco tempo e já está funcionando a pleno vapor, mas só a notícia foi suficiente para o número de sites do tipo aumentar em 300%, segundo um relatório divulgado hoje pela McAfee.

“O Pirate Bay é apenas um site direcionador que mostra onde as pessoas podem conseguir os arquivos”, explica Greg Day, analista de segurança da McAfee.

Segundo a empresa, o fenômeno provocou também o surgimento de muitos sites maliciosos que simulam torrents. A McAfee acredita que, com o final do ano e a temporada de lançamentos de filmes nos EUA, devem surgir mais sites do tipo.

Fonte: Blog do Link

[Curiosidades] Stephen King lança ARG literário para divulgar lançamento

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 [Curiosidades] Stephen King lança ARG literário para divulgar lançamento

Divulgar um lançamento literário na internet não é só subir um trailer no YouTube – apesar de também incluir isso. A editora norte-americana Scribner e o escritor Stephen King entenderam isso e lançaram uma estratégia ambiciosa para divulgar a próxima obra do autor, Under the Dome, um calhamaço de 1088 páginas que sairá nos Estados Unidos no próximo dia 10.

O livro, que conta a história de uma cidade subitamente isolada por um campo de força, está gerando uma enorme ansiedade nos leitores e foi por semanas o líder de vendas antecipadas na Amazon (perdendo agora para o próximo do John Grisham). E a publicidade online, como não poderia deixar de ser, foi toda desenhada justamente para aumentar essa ansiedade.

Em seu site oficial, King propôs um jogo para seus fãs. Ele picotou as 336.114 palavras de Under the dome em 5.196 caixinhas de texto, disponibilizadas quase todas, aleatoriamente, na página. Se quiser ganhar uma versão exclusiva (e antecipada) da obra, o leitor terá que se esforçar e juntar as peças. E nem todas estão no site.

 [Curiosidades] Stephen King lança ARG literário para divulgar lançamento
Trechos voando e a recombinação, ao lado

Em uma seção, você se cadastra para receber, em papel, um trecho que só você terá. Quando a frase chegar até o fã, ele deve largá-lo em qualquer lugar, “debaixo da areia de uma praia ou em uma foto postada no Flickr”. Depois, você se compromete a voltar ao site de King e apontar, no Google Maps (disponível abaixo), onde está a pista. Há gente que esconde pistas, há gente que procura – tudo depende da negociação e da sua vontade de ler primeiro o livro. Também pode ganhar uma cópia os fãs que fizerem a história mais criativa seguindo o tema do livro de King. Legal, né? É a prova de que é possível divulgar um livro online fugindo do padrão.

Fonte: Blog do Link


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[Notícias] Morre aos 100 anos o antropólogo Claude Lévi-Strauss

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Foi anunciada nesta terça-feira (3) a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss. A informação é da editora do intelectual, pela qual o falecimento teria ocorrido entre sábado e domingo. Criado em Paris, ele nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908. Fundador da Antropologia Estruturalista, é considerado um dos intelectuais mais relevantes do século 20.

Membro de uma família judia francesa intelectual, Lévi-Strauss estudou Direito e Filosofia na Sorbonne, em  Paris. Lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central.

Ali passou breves períodos entre os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, experiências que o orientaram definitivamente como profissional de antropologia.

Em 1955, publicou “Tristes Trópicos” -  um registro dessas expedições. No livro, ele conta como a vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.
Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única

Após retornar à França, em 1942, mudou-se para os Estados Unidos como professor visitante na New School for Social Research, de Nova York, antes de uma breve passagem pela embaixada francesa em Washington como adido cultural.

“Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele”

Fez parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.

Lévi-Strauss passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos.

Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única. Enfatizava que a mente selvagem é igual à civilizada. As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumidas em três grandes temas: a teoria das estruturas elementares do parentesco, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.

Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17º Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: “Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele – isso é algo que sempre deveríamos ter presente”.

Fonte: G1

Veja abaixo vídeo sobre o intelectual (22 minutos)

Bibliografia publicada no Brasil

As Estruturas Elementares do Parentesco (Vozes, 2003)

Antropologia Estrutural (Vol. 1) (Cosac Naify, 2008)

Antropologia Estrutural (Vol. 2) (Tempo Brasileiro, 1993)

O Pensamento Selvagem (Papirus, 2005)

Sociologia e Antropologia, de Marcel Mauss (introdução de Claude Lévi-Strauss, Cosac Naify, 2003)

O Cru e o Cozido – Mitológicas (Cosac Naify, 2004)

Do Mel às Cinzas – Mitológicas (Cosac Naify, 2005)

A Origem dos Modos à Mesa – Mitológicas (Cosac Naify, 2006)

O Homem Nu – Mitológicas (Cosac Naify, 2009)

Publicaremos ainda hoje uma compilação dos livros de Claude Lévi-Strauss disponíveis na internet.

[Curiosidades] Asterix faz 50 anos!

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PARIS, França — Asterix, o pequeno guerreiro gaulês que conquistou várias gerações de leitores, celebra seu 50º aniversário no dia 29 de outubro com um novo livro, o de número 34 da série, e deve continuar resistindo à passagem dos anos.

Tudo começou em agosto de 1959 em um edifício de Bobigny, subúrbio do leste de Paris. René Goscinny e Albert Uderzo trocavam ideias sobre novos personagens para uma revista de quadrinhos que seria lançada em outubro.

E a ideia finalmente surgiu: dois gauleses, um baixinho e outro gordo. Em duas horas, Uderzo desenhou os primeiros esboços dos principais personagens: Abracurcix, o chefe da aldeia, Panoramix, o druida, Chatotorix, o bardo, e Ideiafix, o cão. Dois meses depois, Asterix e Obelix apareciam pela primeira vez no número um da revista Pilote.

Passados dois anos, chegou às lojas o primeiro livros de Asterix, com uma tiragem de 6.000 exemplares. O sucesso foi imediato. Asterix e seus gauleses passaram a fazer parte da vida dos franceses. Em setembro de 1966, a revista L’Express estampou em sua capa o que chamou de “o fenômeno Asterix”.

Goscinny, filho de uma família judia de origem polonesa, e Uderzo, filho de imigrantes italianos, criaram uma mitologia francesa.

Na França dos anos 60, Asterix se transformou em um símbolo do orgulho recuperado, do pequeno que se recusa a capitular e resiste ao poder dos maiores.

Na época, eram publicados um ou dois livros por ano. Rapidamente, a série se popularizou para além do universo infantil, criando uma legião de fãs entre jovens e adultos. Foi a época dos primeiros desenhos animados. A partir de 1967, a primeira edição de cada livro começou a ultrapassar um milhão de exemplares.

O mais surpreendente, no entanto, foi que a história fez tanto sucesso na França quanto fora dela: em 50 anos, foram vendidos em todo o mundo mais de 325 milhões de exemplares das aventuras de Asterix, e a série já foi traduzida para 107 idiomas.

Este êxito fenomenal quase terminou em novembro de 1977, quando René Goscinny, o genial roteirista que encarnava o “espírito” de Asterix faleceu subitamente.

Albert Uderzo, no entanto, decidiu continuar a série sozinho e lançou mais dez títulos em 30 anos.

No final dos anos 90, o cinema fez reviver a célebre dupla de gauleses com três longa-metragens, que juntos tiveram mais de 60 milhões de espectadores.

O sucesso de Asterix desperta ambições, e houve muitas propostas para retomar a série. No fim de 2008, Uderzo decidiu vender à Hachette Livres a editora Albert René, criada por ele em 1979.

Asterix, então, passou dos quadrinhos aos tribunais, quando o desenhista foi acionado por sua única filha, Sylvie Uderzo, que reclamou das condições da venda.

Ao vender sua editora à Hachette, Albert Uderzo, hoje com 82 anos de idade, aceitou que as aventuras de Asterix continuem depois de sua morte. Para isso, encarregou oficialmente os desenhistas Fréderic e Thierry Mébarki, que trabalham com ele há anos. Resta encontrar um roteirista que aceite o desafio de criar novas histórias para os irredutíveis gauleses.

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Assista a um vídeo da Esquadrilha da Fumaça francesa em homenagem ao personagem.

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