[Notícias] Cartunistas homenageiam Glauco na internet

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O site Universo HQ está organizando em seu blog uma homenagem on-line para o cartunista Glauco Villas-Boas, morto a tiros em sua casa na madrugada desta sexta-feira (12). Artistas como Bira Dantas, Mário Cau e Caio Zouk publicam desenhos em tributo ao criador de personagens como Geraldão, Casal Neuras e Doy Jorge. Veja abaixo algumas das imagens.

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[Papo Cabeça] A grande peleja autoral

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Em abril, o governo vai dispor para consulta pública o novo texto da Lei dos Direitos Autorais, que atinge novas tecnologias e é combatido por entidades arrecadadoras

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Dramaturgos, compositores, músicos, atores, diretores, pintores, escultores: todos os que têm direito de receber por eventuais reproduções de suas obras estão em compasso de espera. Sairá no início do próximo mês, da Casa Civil, o novo texto que altera a Lei do Direito Autoral no País. Ainda em meados de abril, segundo o Ministério da Cultura, a legislação será disposta para consulta pública na internet e depois vai ao Congresso.

A maior mudança, como já foi adiantado pelo Estado em novembro, é a criação do Instituto Brasileiro do Direito Autoral (IBDA), órgão público destinado a fiscalizar e dar transparência à atuação das entidades arrecadadoras.

Mas o documento aborda também questões criadas pela tecnologia e pelos novos processos de reprodução de obras. Pela legislação atual (Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998), por exemplo, copiar um livro inteiro não é permitido (apenas trechos). A nova lei vem com mecanismos de flexibilização – se a pessoa faz a cópia para uso privado ( “de qualquer obra legitimamente adquirida”), pode reproduzir um livro inteiro, que não estará mais cometendo crime. Também será permitida a cópia de livro ou disco com edições esgotadas (há muito fora de catálogo e que não se encontre no mercado por no mínimo 5 anos).

A fotocópia terá um capítulo específico na lei. O download de discos, filmes e livros, se feito de uma fonte não legalizada, continua passível de criminalização. A legislação deve incluir a possibilidade do sample musical – a permissão do uso de trechos de uma obra para a construção de novas obras. “É inexorável. O sample veio para ficar, já se utiliza largamente isso em várias linguagens”, disse Marcos Alves, diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (MinC), que coordena a mudança.

As empresas de comunicação também entram na lei. Entre as novas regras, consta a seguinte: um jornal só terá direitos sobre um artigo publicado de um jornalista durante 20 dias (a menos que o autor tenha assinado contrato específico).

Novos marcos legais são defendidos no mundo todo. No Japão, a cada quatro anos a legislação é revisada. “Há um descompasso entre o que as pessoas fazem e o que a lei prevê”, diz o advogado americano Lawrence Lessig, criador do Creative Commons – entidade que defende menos rigidez e uma “território livre” no direito autoral. Mas o Ministério da Cultura já não é mais um entusiasta do Creative Commons desde que Gilberto Gil saiu da pasta. “O apoio ao Creative Commons era uma posição de Gil enquanto artista, não ministro”, explica Juca Ferreira, atual ocupante do cargo. “A internet não é território livre, demanda autorização dos titulares, assim como o print”, diz Marcos Alves, do MinC.

O advogado Roberto Corrêa de Mello, presidente da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus, entidade com 23 mil associados, entre eles Ivete Sangalo, Caetano e Tom Zé) e diretor da Associação Brasileira de Direito Autoral (ABDA), fala em “dirigismo”, “intervencionismo” e “ideologia governamental”. Corrêa acusa a política de direitos intelectuais defendida pelo governo de estar “claramente atrelada aos interesses das empresas de conteúdo”.

“O que a gente vê é uma voracidade danada do Estado de entrar no negócio do direito privado. Tudo pelo que a gente lutou durante 30 anos cai por terra. Porque tudo que era nitidamente antropocêntrico, de direito privado, está sofrendo uma ingerência, como se isso fosse público”, diz Corrêa.

“Essa proposta de alteração representa a evolução do retrocesso”, afirma Dalton Morato, consultor jurídico da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). Segundo ele, a atual lei, de 1998, foi fruto de uma recomendação internacional, após assinatura de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), “tendo em vista o ambiente de desrespeito ao direito autoral que vigorava na época”. Segundo Morato, que defende 126 associados, “a relação entre autor e editor não carece de intervenção do Estado. E os autores não querem.”

“A maior queixa dos artistas junto ao ministério é o fato de a arrecadação dos direitos autorais ser feita sem nenhum controle. Quase todos se sentem lesados nesse processo. Pode até não ser, mas a falta de transparência cria um clima de desconfiança e falta de transparência no processo”, disse ao Estado o ministro da Cultura, Juca Ferreira. “A gente não quer fazer arrecadação, existem estruturas para fazer isso. Existia o Conselho Nacional dos Direitos Autorais, que acompanhava, dava garantias ao artista de que o direito autoral era transparente, era justa a coleta e a redistribuição do pagamento do trabalho. Hoje isso não tem. Então é preciso criar esse mecanismo”, defendeu.

O Que Vai Mudar

SEDE: A criação do Instituto Brasileiro do Direito Autoral (IBDA), com sede em Brasília, ocorrerá 120 dias após a sanção da lei, para fiscalizar e para disciplinar a arrecadação de recursos

XEROCAR: Se uma pessoa faz uma cópia de um livro inteiro, para uso privado, desde que a obra tenha sido legitimamente adquirida, não estará mais cometendo um crime

ESGOTADOS: Também será permitida a cópia de livro ou disco com edições esgotadas (fora de catálogo e do mercado por no mínimo 5 anos)

TEMPO PROTEGIDO: O prazo de proteção de obra coletiva será de 70 anos, mas não a partir da morte dos autores, e sim de sua publicação

Fonte: Estadão

[Notícias] Veja agora o Primeiro Trailler de Eclipse, terceiro filme da Saga Crepúsculo!

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Depois de muita espera, finalmente saiu o primeiro trailer de “Eclipse”, terceiro filme da saga Crepúsculo. Nos 90 segundos de imagens, vemos mais uma vez o dilema de Bella – se aventurar ao lado de Edward ou ter uma vida mais tranquila com Jacob. E em meio a esse turbilhão de emoções ela ainda é perseguida pela vampira Victoria e pelo clã Volturi

O clipe começa com Edward e Bella juntos quando os Volturi chegam para procurá-los. Quem viu “Lua Nova” se lembra que a condição para que Bella não fosse morta é que ela se transformasse em vampira, pois sabia demais sobre eles. Pois bem, Edward não quer morder sua amada ainda e é mais uma vez questionado por ela. “Eu sei as consequências da escolha que você fez”, diz o vampiro.

Em seguida, Bella está com Jacob, que promete amá-la por toda sua vida e oferece uma alternativa. “Você não precisa mudar por minha causa. Estou apaixonado por você e você deveria ficar comigo e não com ele. Eu vou lutar por você até que seu coração pare de bater”, diz o lobisomem. Ele ainda tem uma conversa séria com Edward, “você precisa considerar a ideia de que eu possa ser melhor para ela do que você”.

Em seguida, Victoria aparece, querendo matar Bella. É de tirar o fôlego! Assista abaixo:

Trailer de Eclipse, em primeira mão!

[Notícias] Gibi da Turma da Mônica vai ajudar quem está endividado

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educacaofinanceira [Notícias] Gibi da Turma da Mônica vai ajudar quem está endividado

SÃO PAULO – O endividamento faz parte da vida dos brasileiros. Dados do Banco Central revelam que o endividamento da pessoa física cresceu 19,7% em 2009, sendo que os compromissos das famílias com cartão de crédito, cheque especial, empréstimos bancários, Previdência Social e gastos direcionados para habitação e financiamento rural somaram R$ 637,393 bilhões.

Para ajudar na resolução desse problema e comemorar o Dia Mundial de Defesa do Consumidor, em 15 de março, a entidade SOS Consumidor, em parceria com o cartunista Maurício de Souza e o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Rizzatto Nunes, vão lançar um gibi com a Turma da Mônica em que os personagens se verão envolvidos nessa situação.

Mas o intuito não é, de forma alguma, condenar quem se encontra endividado. Ao contrário, o objetivo é mostrar que o endividamento é comum e que existem formas de agir para que ele não evolua para a inadimplência. Assim, a história começa quando Magali encontra Mônica no supermercado e descobre que o cartão de crédito do pai não passa na hora de efetuar o pagamento. Os personagens, então, tentam ajudar Magali com dicas sobre dívidas e obtenção de crédito.

Falando de dinheiro

Para Mauricio de Souza, o gibi é um bom caminho para disseminar a educação financeira entre crianças e adultos. “Durante muitos anos não coloquei o assunto dinheiro nas minhas histórias. Confesso que achava que esse não era um assunto para crianças. Hoje entendo que uma criança bem educada sabe como lidar com dinheiro e, por isso, a partir de 2010 o assunto estará muito mais presente nas aventuras da Turma”.

O cartunista conta que o ensinamento principal que pretende passar aos seus leitores e sobre como gastar. “Poupar é muito importante, mas acho que esse é um conceito que só pode ser trabalhado por pessoas que aprenderam a gastar. Atualmente a criança está muito exposta a estímulos de consumo e não acho isso errado. Acho que ela realmente precisa receber esses estímulos, até para que entenda as consequencias de uma compra e compreenda que quando se decide comprar algo, abre-se mão de comprar outra coisa”.

Como o assunto é complexo, Maurício garante que vários gibis especiais abordarão o tema e diz que contará com especialistas para orientá-lo sobre a melhor forma de falar de dinheiro. “Temos públicos diversificados. Existem as crianças que leem a Turma da Mônica, os adolescentes que leem a Turma da Tina e adultos que leem as duas. Com cada público quero falar de uma maneira, mas tenho a preocupação de nunca condenar ninguém. Se alguém passar por dificuldade, quero deixar claro que isso pode acontecer com qualquer um, e que há sempre alguém que pode ajudar e dar dicas para resolver o problema”, finaliza.

[Notícias] Salgueiro leva grandes obras da literatura à avenida

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Em busca do segundo título consecutivo, o Salgueiro levou livros que marcam a história mundial e clássicos nacionais para a Marquês de Sapucaí na madrugada desta segunda-feira (15). A escola fez um desfile com 1 hora e 19 minutos e sem registros de incidentes graves.

Na evolução do enredo “História sem fim”, se destacaram acrobatas desfilando nos carros, tripés grandiosos que acompanharam as alas, e um robô gigante de movimentos delicados que fechou o desfile.

A comissão de frente apresentou os monges copistas, que transcreviam os textos em rolos de papiro ou pergaminhos. Empurrando escrivaninhas, eles retiraram placas de dentro dos móveis e anunciaram o enredo da escola: “história sem fim”. Em seguida, se despiram das batinas e, com um figurino dourado, empunharam leques para formar uma espécie de sol.

 O abre-alas, intitulado “primeira impressão”, representou a oficina de Gutemberg com uma prensa de tipos móveis.

A alegoria, vazada e iluminada, levava artistas da Intrépida Trupe pendurados em arcos e brincando em balanços suspensos. Na parte da frente, um grande carimbo do Salgueiro girava para imprimir o nome da escola no chão da Marquês de Sapucaí. 

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Musas e luxo

A escola levou à avenida musas como a apresentadora Sabrina Sato, a ex-BBB Priscila Pires e Viviane Araújo como rainha da bateria. Na bateria, Viviane desfilou como Sherazade, personagem de “As mil e uma noites” que tem o desafio de contar histórias para o sultão para não morrer. Ao lado dela, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), ajudou a ditar o ritmo da escola. A bateria falou da história de Ali Babá e os 40 ladrões.

Tripés luxuosos, que funcionam como uma pequena alegoria, se destacaram entre as alas. Chamaram a atenção a tábua dos dez mandamentos, lustres que simbolizavam o luxo da corte francesa retratada no livro “Ligações perigosas” e uma homenagem à mulher nos cultos africanos. As baianas homenagearam o escritor baiano Jorge Amado

Alas lembraram textos importantes da história: os dez mandamentos, a Divina Comédia, Os Lusíadas, Dom QuixoteOs Três Mosqueteiros e Romeu e Julieta. Clássicos brasileiros também estiveram representados na avenida: Memórias póstumas de Brás Cubas e Navio negreiro. Outras alas retrataram histórias infantis como a dos soldadinhos de chumbo e O pequeno príncipe.

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De bibliotecas a robôs
 
Uma biblioteca desfilou na Sapucaí no segundo carro. O terceiro carro falou da obra “O Guarani”, de José de Alencar, e do romance entre o índio Peri e a portuguesa Ceci.

No quarto carro, o universo das histórias infantis foi mostrado com uma Emília gigante, pendurada por cordas como uma marionete. O bruxinho Harry Potter teve um carro só pra ele. A alegoria, montada como um jogo de xadrez mágico na busca pela pedra filosofal. O desfile foi encerrado com um mundo futurista mostrado por um robô gigante.

G1


Veja os melhores momentos do Salgueiro na Avenida

[Notícias] União da Ilha do Governador passeia pelo universo de Dom Quixote

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0,,36315081,00 [Notícias] União da Ilha do Governador passeia pelo universo de Dom Quixote

Escola que abriu os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro neste domingo (14), a União da Ilha “materializou” os sonhos de Dom Quixote de La Mancha, um dos mais famosos personagens da literatura mundial, na Marquês de Sapucaí. O desfile durou 1h18.

O enredo, “Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro dos sonhos impossíveis”, foi bem contado na avenida, com alegorias caprichadas da carnavalesca Rosa Magalhães, “veterana” com três décadas de experiência no carnaval carioca e premiada por seus trabalhos.

A União da Ilha voltou este ano à elite do carnaval, após oito anos no Grupo de Acesso. Ao falar dos sonhos impossíveis, a escola fez uma referência também a que abriu os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro neste domingo (14), a União da Ilha “materializou” os sonhos de Dom Quixote de La Mancha, um dos mais famosos personagens da literatura mundial, na Marquês de Sapucaí. O desfile durou 1h18.

Na busca pelo título, a escola inovou na comissão de frente. Bem coreografados, foliões e bailarinos vestidos de toureiros jogaram rosas para o público e mostraram sincronia ao movimentar os mantos coloridos, simulando uma tourada.

dom quixote uniao ilha [Notícias] União da Ilha do Governador passeia pelo universo de Dom Quixote

Em seguida, a ala dos leques, objetos utilizados principalmente no flamenco, preparou a chegada do abre-alas. A coreografia de grandes leques brancos fez um espetáculo bonito para a entrada da escola. Logo atrás, o abre-alas mostrou um Dom Quixote gigante, rodeado de livros que funcionavam como plataformas giratórias sobre as quais os destaques dançavam.

Dulcinéia del Toboso, a mulher do coração do cavaleiro, foi lembrada em alas seguintes. No carro seguinte, um Sancho Pança, o fiel escudeiro de Dom Quixote, pulava em uma cama elástica.

No quarto carro, outra representação dos delírios: os famosos moinhos de vento contra os quais Dom Quixote lutou. Neles, integrantes da escola rodopiavam fazendo acrobacias. A entrada deste carro gerou um imprevisto para a União da Ilha. Um destaque teve dificuldades para subir na alegoria. Com o tempo passando, um “buraco” começou a aparecer na avenida.

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O quinto carro mostrou um teatro de marionetes, em referência a outro trecho da história de Miguel de Cervantes. Os dois últimos carros mostraram o cavaleiro dos espelhos e desenhos de Cândido Portinari sobre o livro Dom Quixote de La Mancha.

A União apresentou sete carros alegóricos, 35 alas e cerca de 3.500 componentes. Bruna Bruno desfilou como rainha de bateria da União da Ilha do Governador. A morena, que pisou na Sapucaí pela primeira vez desfilando pelo Grupo Especial, representou uma integrante da corte espanhola bem ao estilo carnavalesco, mas de forma bastante comportada, com uma fantasia que representa uma espanhola de ’sainha’.

A madrinha de bateria da União foi a atriz Luciana Picorelli. Eriberto Leão e Letícia Spiller representaram Dom Quixote e Dulcinéia, personagens centrais do enredo da escola.

Obra

A obra de Miguel de Cervantes foi publicada em dois volumes, em 1605 e 1615, e é uma paródia sobre os romances de cavalaria espanhóis muito disseminados à época. No livro, um pobre fidalgo perde a razão nas leituras desses romances e decide encarar o mundo imitando seus heróis de cavalaria.

Dom Quixote, nome que elege para si, nomeia seu velho cavalo de Rocinante e elege como sua bela donzela Dulcinea del Toboso – uma simples camponesa, a quem via como dama nobre. Sancho Pança é seu aliado nas diversas aventuras que começa a enxergar pelo mundo.

G1

[Notícias] Salgueiro desfila o prazer da leitura

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fundosalgueiro [Notícias] Salgueiro desfila o prazer da leitura

O tema da Salgueiro, em 2010, parece ter sido feito para o PDL:  Histórias sem fim, enredo do carnavalesco Renato Lage, trata de uma homenagem à leitura e à literatura. Tendo como  refrão principal “Uma história de amor/Sem ponto final/Academia do Samba é Salgueiro/No livro do meu carnaval”, a letra do samba não se refere a autores ou estilos literários específicos ou à história da literatura. A força da letra está em ressaltar o prazer da leitura, o faz de conta, a imaginação: abrange todo e qualquer leitor que, apaixonadamente, aventura-se no mundo dos livros. O desfile será pautado em obras populares de ficção científica e fantasia e, em parceira com a Ediouro, a escola distribuirá 50 mil livretos sobre o enredo nos camarotes, frisas e arquibancadas explicando cada ala do desfile. A intenção é que todos possam compreender as referências que serão mostradas.

O Salgueiro é a quinta escola a desfilar no primeiro dia de desfiles, 14 de fevereiro (domingo), e entrará na avenida, entre 1h20 e 2h28;

“Histórias sem fim”
Compositores: Josemar Manfredini; Brasil do Quintal; Jassa; Betinho do Ponto; Fernando Magaça

Sonhei… No infinito das histórias
Iluminando a memória, me encantei
Brilhou… Realidade e fantasia
como nunca imaginei
Na arte do saber um novo amanhecer
Divina criação, primeira impressão
O livro sagrado da vida
Virtude pra eternidade
A leitura estimulando
A mente da humanidade

Eu viajei nessa magia
De alma e coração
Na fonte da sabedoria
Busquei a minha inspiração

Páginas descrevendo pensamentos
Clássicos, ideais e sentimentos
Romance e aventura
Quanta riqueza na nossa literatura
O faz de conta inocente da criança
Ficou guardado na lembrança
Mistérios, suspense e emoção ô, ô, ô
É o hábito de ler, folheando com prazer
Muito além de uma visão
Mensagem de esperança
Clareando a imaginação

Uma história de amor
Sem ponto final
“Academia do samba” é salgueiro
No “livro do meu carnaval”

[Notícias] União da Ilha levará Dom Quixote para a Sapucaí

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quixotecarnaval [Notícias] União da Ilha levará Dom Quixote para a Sapucaí

Fora do grupo especial do Carnaval do Rio desde os desfiles de 2001, a União da Ilha, escola da Ilha do Governador fundada em 1953, retorna à elite do samba fluminense apostando na literatura para conquistar uma classificação de destaque entre as grandes. “Vamos buscar um lugar no desfile das campeãs. Se ficarmos entre as primeiras, temos chances de brigar pelo título”, aposta o diretor de Carnaval da escola, Márcio André.

O samba-enredo “Dom Quixote de La Mancha, o Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis“, vai levar à Sapucaí a história do famoso personagem de Miguel de Cervantes. “Digo que nosso enredo está entre os dois ou três melhores do Rio de Janeiro nesse ano”, gaba-se Márcio André. O desfile ficou a cargo da carnavalesca Rosa Magalhães. “Ela é talentosa, tem tudo encaixado”, conta o dirigente. A escolha do tema foi definida pela popularidade do livro. “Não tem enredo maior”, justifica Márcio André.

De acordo com o diretor de Carnaval, cada um dos carros da escola terá uma surpresa. No desfile, a União da Ilha vai mostrar a perda da lucidez do personagem, sua paixão e seu retorno da loucura. “Todos temos uma loucura, somos apaixonados. E vamos falar sobre isso, e também sobre a paixão pela escola”, conta. Também serão lembrados no desfile artistas que fizeram referências ao herói de Cervantes, como o poeta Carlos Drummond de Andrade, o músico Raul Seixas e o pintor Cândido Portinari.

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O livro Dom Quixote comemora seu quarto centenário

Em um dos carros, Dom Quixote será interpretado pelo ator Eriberto Leão, e a atriz Letícia Spiller interpreta sua amada Dulcineia. Também podem desfilar pela escola a atriz Déborah Secco e o técnico do Flamengo, Andrade.

Para levar a história de Dom Quixote à avenida, a agremiação estima os gastos em cerca de R$ 1,5 milhão, mais a verba destinada pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Empresas foram procuradas para ajudar a financiar o desfile, mas de acordo com o diretor, ficaram “só na promessa”.

Agência Estado

Confira o samba-enredo da União da Ilha:

Voltou a Ilha
Delira o povo de alegria
Nessa folia sou fidalgo, sou leitor
Cavaleiro sonhador
Meu mundo é de magia
Vou cavalgar no Rocinante
Meu escudeiro é Sancho Pança
Se Dulcineia é meu amor
Quem eu sou?
Sou Dom Quixote de La Mancha

O gigante moinho me viu deu no pé
O povo grita.. olé
Nesse feitiço tem castanhola
A bateria hoje deita e rola

Vesti a fantasia, fui à luta
Venci manadas, rebanhos
Fiz de uma bacia, meu elmo de glórias
Meus livros se perderam pela história
Enfim, fui vencido pelo branca lua
Voltei pra casa esquecendo as aventuras
O tempo ficou com meus ideais
Quimeras são imortais

A Ilha vem cantar
Mais um sonho impossível… sonhar!
Quem é que não tem, uma louca ilusão
E um Quixote no seu coração

[Notícias] Unido da Tijuca vai “colocar fogo” na Biblioteca de Alexandria

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alexandria [Notícias] Unido da Tijuca vai colocar fogo na Biblioteca de Alexandria

Um dos carros alegóricos mais aguardados do carnaval 2010 promete ser o abre-alas da Unidos da Tijuca. Com o enredo “É Segredo!”, o inventivo Paulo Barros promete surpreender a Marquês de Sapucaí ao reproduzir a famosa Biblioteca de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

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A Biblioteca de Alexandria foi destruída por um incêndio na Antiguidade

A proposta do carro é que diversas portas e gavetas abram e fechem, além de livros, pergaminhos, mapas. O destaque do carro não será o movimento feito por foliões, tão característico dos carnavais de Paulo, mas sim uma iluminação especial.

Foram oito meses de pesquisa e testes. Ventiladores fitas luzes e muita fumaça vão dar a ilusão de que o abre-alas está em chamas. “É bem real e o primeiro teste que eu fiz no carro foi desesperador e algumas pessoas chegaram a chamar o Corpo de Bombeiros achando realmente que o carro estava incendiando”, conta o carnavalesco.

A Unidos da Tijuca é a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval.

Fonte: Ig e G1

[Notícias] Quatro livros brasileiros no cinema em 2010

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O cinema nacional deve ter em 2010 ao menos quatro estreias adaptadas de livros de destaque na literatura brasileira. Jorge Amado, por exemplo, terá duas de suas mais importantes obras levadas às telas.

Em A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, inspirado no livro homônimo de 1961, o diretor Sérgio Machado (de Cidade Baixa, de 2005) vai mostrar a trajetória de Joaquim Soares da Cunha, que decide abandonar a família para viver como um vagabundo. No elenco, nomes como Paulo José e Marieta Severo. “A ideia é revelar justamente o ambiente e o visual da obra do escritor. Ao mesmo tempo, é desafiador: são muitos personagens e histórias a serem mostrados“, afirma o cineasta.

Outra obra do escritor a ser adaptada é Capitães da Areia (1937). O filme será dirigido por Cecília Amado, neta do escritor e assistente de direção de Mauá – O Imperador e o Rei (1999) e Batismo de Sangue (2006), e narrará a rotina de meninos de rua.

Já Malu de Bicicleta, adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, é dirigido por Flávio Tambellini (Buffo & Spalanzani, de 2001). “Minha maior preocupação foi tornar o livro o mais cinematográfico possível” – afirma Tambellini.

Um dos mais aguardados da leva é a versão cinematográfica de O Doce Veneno do Escorpião, que narra a trajetória da ex-garota de programa Bruna Surfistinha e terá Deborah Secco no elenco. Confira a seguir um pouco mais de cada um dos quatro projetos.

quincas berro [Notícias] Quatro livros brasileiros no cinema em 2010

A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água – Jorge Amado / Sérgio Machado

Também baseado em obra de Jorge Amado, o filme narra a história de Joaquim Soares da Cunha, que recebe o apelido de Quincas Berro D’Água. O motivo? O senhor se entrega à cachaça, sua bebida favorita, decide viver como um vagabundo e abandona a família. Ao fazer isso, é decretada a sua primeira “morte”: a moral.

A segunda ocorre de fato quando ele é encontrado por uma amiga em um quarto sujo sem vida. A direção será de Sérgio Machado. No elenco estão nomes como Mariana Ximenes, Paulo José, que interpreta o protagonista, e Marieta Severo.

Curiosidade: para o diretor, o longa representa uma espécie de agradecimento a Jorge Amado. O cineasta conta que foi o escritor quem o apresentou a Walter Salles (de Central do Brasil, de 1998), que o ajudou bastante no início de sua carreira.

capitaes de areia [Notícias] Quatro livros brasileiros no cinema em 2010

Capitães da Areia – Jorge Amado / Cecília Amado

Baseado em um dos maiores sucessos do escritor Jorge Amado, o filme narra o cotidiano de um grupo de adolescentes que moram no cais do porto, em Salvador (BA). A chegada de uma garota ao bando muda a hierarquia e as relações dos capitães da areia.

Curiosidade: alguns atores – os papéis de destaque ficaram com Ana Graciela Conceição da Silva e Romário Santos de Assis – foram escolhidos depois de participarem da oficina Novos Capitães, em Salvador. Muitos deles vêm de projetos sociais desenvolvidos na Bahia.

malu de bicicleta [Notícias] Quatro livros brasileiros no cinema em 2010

Malu de Bicicleta – Marcelo Rubens Paiva / Flávio Tambellini

Adaptação do romance homônimo de Marcelo Rubens Paiva, com direção de Flávio Tambellini, o filme conta a história de Luiz, um empresário bem-sucedido de São Paulo. Para descansar, ele vai morar por um tempo no Rio, onde esbarra na carioca Malu e se apaixona por ela. O problema é que os dois levam uma vida diferente: enquanto ela é descolada e livre, ele é “galinha”.

No elenco, Fernanda de Freitas, Marcelo Serrado e Marjorie Estiano. Curiosidade: Paiva assina o roteiro do filme. Ele foi chamado para trabalhar no longa depois de Tambellini ter feito uma primeira versão da adaptação.

doce veneno [Notícias] Quatro livros brasileiros no cinema em 2010

O Doce Veneno do Escorpião – Raquel Pacheco / Marcus Baldini

O filme, baseado no livro escrito pela ex-garota de programa Raquel Pacheco, conhecida como Bruna Surfistinha, mostra a trajetória dela, que se tornou celebridade depois de contar suas experiências em um blog.

A direção será de Marcus Baldini, diretor de videclipes e filmes publicitários de 35 anos que estreia no longa-metragem. Quem vai interpretar a protagonista é Deborah Secco, que terá no elenco a companhia de Cássio Gabus Mendes e Fabiula Nascimento.

Curiosidade: algumas cenas foram rodadas na Love Story, uma das boates mais famosas de São Paulo. Inicialmente, Bruna Surfistinha seria vivida por Karen Junqueira, mas ela alegou que não poderia se dedicar integralmente ao projeto. Dos quatro filmes, este é o único que tem data de estreia confirmada: 16 de julho.

A repercussão toda que o projeto ganhou mostra que tem muita gente querendo ver o filme – aposta o diretor. – Mas não me deixo levar muito pelo que as pessoas têm dito. Só quero mostrar, com o longa, os motivos que levam uma menina a sair de casa e se tornar uma garota de programa.

Fonte: Zero Hora

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