[Notícias] Sites ajudam novos escritores a publicar suas obras

Categoria: Comunicados e Notícias, Informação e Cultura, Notícias

Ontem, dia 06 de dezembro de 2011, saiu no jornal A Gazeta – de grande circulação no Espírito Santo – uma matéria com o seguinte título: O grito de liberdade dos novos escritores. Acreditando que o assunto seria de interesse de nossos leitores corremos para ler!

Confiram agora a matéria na íntegra:

fotogazeta [Notícias] Sites ajudam novos escritores a publicar suas obras

 

O grito de liberdade dos novos escritores

Sites ajudam autores a publicar gratuitamente suas obras

(por Tiago Zanoli)

Entre os internautas, são muitos os que escrevem – até compulsivamente. Desde que os blogs se popularizaram por aqui, há uma década, isso ficou mais evidente. Antes de chegar às vias tradicionais de publicação sob a chancela de uma editora, escritores diversos passaram a se autopublicar na web ou a utilizá-la para “exercitar” a escrita. Outros exploram os diferentes formatos e suportes digitais e apostam ainda nos e-books como alternativa, compartilhando-os na internet.

Também pela rede, autores independentes e sem dinheiro para bancar a impressão de suas obras contam com a ajuda de portais voltados para publicação e venda de livros na internet. Esses sites (veja os endereços no quadro à direita) crescem e ganham adeptos no país por oferecer ao escritor a possibilidade de lançar seus títulos sem nenhum custo – ele tem apenas o trabalho de escrever, editar e diagramar.

Em sites como o Clube de Autores, inaugurado há dois anos, e o PerSe, que tem seis meses de funcionamento, o escritor escolhe diferentes combinações para o formato do exemplar, define quanto quer receber e envia todo o conteúdo do livro, que é posto à venda nesses sites. Os exemplares são impressos sob demanda, ou seja, à medida que um leitor faz a compra.

Diretor-geral do PerSe, Antonio Hercules Junior acrescenta que o site fechou parceria com o portal Xeriph (xeriph.com.br), que distribui para mais de 20 livrarias on-line, e com o projeto Nuvem de Livros (nuvemdelivros.com.br) – uma biblioteca virtual com grande variedade de temas, em que o assinante acessa e lê on-line centenas de títulos.

Qualidade
Um desafio, no caso da autopublicação, é manter a qualidade gráfica semelhante a das editoras tradicionais, pois o processo de impressão é digital, e não off-set (por meio de chapas). “A qualidade é muito parecida, só um técnico vai perceber a diferença. Talvez fique ruim em pequenas gráficas, ultrapassadas. A impressão digital evoluiu muito”, explica Hercules.

Ricardo Almeida, diretor-geral do Clube de Autores, também defende a impressão digital. “Usamos uma impressora fabulosa. Nosso índice de satisfação é alto, uns 98%, e os outros 2% não reclamaram da impressão, mas de extravio dos Correios”. Ele exalta ainda o caráter democrático do processo: “Achamos que ninguém é competente para avaliar o que merece ou não ser publicado. O juiz é o próprio leitor”.

Publicação
Moradora de Vila Velha, Sara Venturim, 24 anos, publicou dois livros dessa forma, mas recorreu a um site norte-americano: o CreateSpace, da Amazon. Blogueira e escritora “compulsiva”, interessou-se pela autopublicação quando morou na Irlanda, em 2010. Segundo ela, essa modalidade é bastante comum na Europa.

Seus dois primeiros livros – “Conta-Conto: Contos Gotas e Algumas Poesias” (em português) e “Very Short Stories and Poems” (em inglês) – reúnem contos e poemas e estão à venda no site Amazon.com. No blog da autora (devaneiosnoturnos.com) é possível conhecer as obras. Para Sara, a grande vantagem é ter total controle sobre o que publica. “Faço o que quero, sem me preocupar com tendências, e meu namorado edita e revisa meus textos”, finaliza.

Experiência:
Rob Gordon (pseudônimo) escreve crônicas e contos há cinco anos, em dois blogs. Em 2010, publicou seu primeiro livro, “Anônimos e Urbanos” pelo Clube de Autores.

Como foi a experiência de se autopublicar por meio do site?
Trabalhosa, mas gratificante, pois eu tinha controle criativo total sobre o projeto. No primeiro livro, todo o processo (revisão, editoração) foi feito por mim. Já no segundo, contei com a ajuda de amigos.

Quais as vantagens e desvantagens?
As principais vantagens são o controle criativo total e o custo zero. Com o conteúdo e a capa prontos, basta subir o arquivo para o site e o livro passa a ser vendido imediatamente, sem custo algum, já que não há tiragem mínima e, consequentemente, encalhe. O grande desafio é a divulgação, que fica a cargo do escritor. Lançar o livro é apenas o primeiro passo de um trabalho que, depois, precisa de esforço diário para promover a obra.

Como comercializa seus livros?
São vendidos somente no site do Clube de Autores. Tudo o que posso fazer é divulgar o link nos meus blogs e onde mais conseguir. Mas, como tenho uma relação muito próxima com muitos leitores do meu blog, tenho sempre um estoque em casa, já que muitos me escrevem querendo comprar direto comigo, para receber cópias autografadas.

Que futuro vislumbra para o mercado editorial?
Creio que o mercado precisará encontrar um modo de entregar os livros no formato que o consumidor desejar. Quem quiser papel poderá comprar em papel, quem quiser ler num tablet poderá comprar o e-book. Em termos de mercado, vejo-me como um fabricante de conteúdo, e minha função é entregar esse conteúdo em todos os formatos possíveis, para atingir o maior número de consumidores, da forma que eles desejarem. É que procuro fazer com meus livros.

Onde Publicar:
Clube de Autores
clubedeautores.com.br

PerSe
perse.com.br

CreateSpace
createspace.com

Bubok
bubok.pt

Lulu
lulu.com

YoEscribo
www.yoescribo.com

AlphaGraphics
vitoria.alphagraphics.com.br

***

Confiram também, no E-books Grátis, o Projeto Novos Escritores, que terá início na próxima semana!

[Notícias] Ferreira Gullar vence o Prêmio Jabuti de 2011

Categoria: Informação e Cultura, Notícias

ferreiragullar [Notícias] Ferreira Gullar vence o Prêmio Jabuti de 2011

O Poeta Ferreira Gullar – com seu livro “Em alguma parte alguma” – foi o grande vencedor do 53º Prêmio Jabuti, na categoria “Livro do ano – Ficção”, anunciado na noite desta quarta-feira (30 de novembro), em cerimônia realizada em São Paulo. Em seu agradecimento, o poeta afirmou:  “Eu só vou dizer: não sei se poesia é literatura, fora isso, a gente faz poesia porque a vida não basta.”

Em entrevista concedida à revista Veja em 2010, ele discorre brevemente sobre seu novo livro:

“O livro tem três partes sem nome, que podem ser separadas pelo conteúdo. Uma delas fala do cosmos, do problema da galáxia e da Terra e da vida e da luz, uma série de coisas. Outra tem poemas mais ligados ao meu livro anterior, como um sobre (José Maria) Rilke e a morte, que é um texto longo. A terceira parte tem um jogo entre a ordem e a desordem. Esse é um dos temas básicos do livro. Vários poemas tratam disso. A linguagem é ordem. Fora da linguagem, a emoção e a vivência são desordem, porque ainda não estão organizadas em linguagem. A poesia se realiza num jogo dialético entre a ordem e a desordem. O título do poema que abre o livro já diz tudo, Fica o não dito por dito. Não tem a expressão “Fica o dito por não dito”? O título do poema é o contrário. Porque a poesia a gente não consegue dizer, o poeta tenta dizer o que não é possível. Então, faz de conta que eu disse (risos).”

Em Alguma Parte Alguma Ferreira Gullar 192x300 [Notícias] Ferreira Gullar vence o Prêmio Jabuti de 2011

Em homenagem ao poeta, compartilhamos aqui um trecho do novo livro:

Anoitecer em Outubro

A noite cai, chove manso lá fora
meu gato dorme
enrodilhado
na cadeira
Num dia qualquer
não existirá mais
nenhum de nós dois
para ouvir
nesta sala
a chuva que eventualmente caia
sobre as calçadas da rua Duvivier

(Ferreira Gullar)

O E-books Grátis parabeniza Ferreira Gullar e todos os vencedores nas demais categorias!

Lista completa dos ganhadores do 53º Jabuti:

O primeiro colocado em cada categoria recebeu um troféu e um prêmio em dinheiro no valor bruto de R$ 3 mil. Os vencedores de livro do ano levam R$ 30 mil.

Livro do ano de ficção
“Em alguma parte alguma”, de Ferreira Gullar

Livro do ano de não-ficção
“1822″, de Laurentino Gomes

Categorias de ficção:
Romance

“Ribamar”, de José Castello

Contos e Crônicas
“Desgracida”, de Dalton Trevisan

Poesia
“Em alguma parte alguma”, de Ferreira Gullar

Infantil

“Obax”, de André Neves

Juvenil
“Antes de virar gigante e outras histórias”, Marina Colasanti

Categorias de não-ficção:
Teoria Crítica / Literária

“Câmara Cascudo e Mário de Andrade – Cartas, 1924-1944”, de Marcos Antonio de Moraes (organizador)

Reportagem
“1822”, de Laurentino Gomes

Ciências Exatas
“Teoria Quântica: estudos históricos e implicações culturais”, de Olival Freire Jr., Osvaldo Pessoa Jr., Joan Lisa Bromberg (organizadores)

Tecnologia e Informática

“Aprendizagem a distância”, de Fredric M. Litto

Economia, Administração e Negócios
“Multinacionais brasileiras: internacionalização, inovação e estratégia global”, de Moacir de Miranda Oliveira Junior e colaboradores

Direito
“Fundamentos constitucionais do direito ambiental brasileiro”, de Norma Sueli Padilha

Biografia
“O Teatro & Eu – Memórias”, de Sergio Britto

Ciências Naturais
“Bioetanol de cana-de-açúcar – P&D para produtividade e sustentabilidade”, de Luís Augusto Barbosa Cortez (coordenador)

Ciências da Saúde
“Atlas de endoscopia digestiva da SOBED – Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva”, de Marcelo Averbach, Adriana Vaz Safatle Ribeiro, Agnelo Paulo Ferrari Junior, Ciro Garcia Montes, Flávio Hayato Ejima, Kleber Bianchetti de Faria e Marco Aur

Ciências Humanas
“Manejo do Mundo: conhecimentos e práticas dos povos indígenas do Rio Negro”, de Aloisio Cabalzar

Didático e Paradidático
“Coleção Pessoinhas”, de Ruth Rocha e Anna Flora

Educação
“Impactos da violência na escola: um diálogo com professores”, de Simone Gonçalves de Assis, Patrícia Constantino e Joviana Quintes Avanci (organizadoras)

Psicologia e Psicanálise
“Coração… É emoção: a influência das emoções sobre o coração”, de Elias Knobel, Ana Lúcia Martins da Silva, Paola Bruno de Araújo Andreoli

Arquitetura e Urbanismo
“Dois séculos de projetos no Estado de São Paulo – Grandes obras e urbanização VL 1, 2 e 3”, de Nestor Goulart Reis e Monica Silveira Brito (colaboração)

Fotografia
“Fotografia de Natureza: Teoria e Prática”, de Luiz Claudio Marigo

Comunicação
“Impresso no Brasil – Dois séculos de livros brasileiros”, de Aníbal Bragança e Marcia Abreu (organizadores)

Artes
“Os Satyros”, de Germano Pereira e Aimar Labaki

Turismo e Hotelaria
“Hospitalidade – A inovação na gestão das organizações prestadoras de serviços”, de Geraldo Castelli

Gastronomia
“Machado de Assis: Relíquias Culinárias”, de Rosa Belluzzo

 

[Leia Mais] Projeto Curitiba Lê

Categoria: Informação e Cultura, Leia mais (propagandas de leitura), Notícias

curitiba lê [Leia Mais] Projeto Curitiba Lê

Promovido pela Fundação Cultural o programa Curitiba Lê engloba um conjunto de ações de fomento, difusão e formação que visam aumentar quantitativa e qualitativamente os índices de leitura entre crianças, jovens e adultos. Para integrar o Curitiba Lê, todas as bibliotecas mantidas pela Fundação Cultural foram transformadas em Casas da Leitura, cada uma homenageando um autor. No total são 13 novos espaços que tem como objetivo incentivar ativamente a prática da leitura e envolver a comunidade com o hábito de ler.

A implantação da Estação da Leitura no Terminal do Pinheirinho é uma iniciativa inédita. Ela vai funcionar como posto de atendimento para empréstimo de livros, o que será feito de forma bastante simples, gratuitamente e sem burocracia. Para emprestar um livro, basta apresentar um documento de identificação e informar o endereço. O sistema não utilizará carteiras de usuários.

A rede de 13 Casas da Leitura localizadas em diversos bairros de Curitiba, mais as Estações de Leitura que serão implantadas nos terminais de ônibus estão entre as principais ações do Curitiba Lê. A Casa da Leitura Paulo Leminski, na CIC, é a terceira a ser aberta, mas todas as outras bibliotecas mantidas pela Fundação Cultural de Curitiba também ampliaram seus acervos, receberam melhorias físicas e estão sendo transformadas em Casas da Leitura. As primeiras inauguradas foram a Casa da Leitura Manoel Carlos Karam, no Parque Barigüi, e a Casa da Leitura Augusto Stresser, no Parque São Lourenço.

Fazem parte ainda do programa Curitiba Lê todas as ações que a Fundação Cultural já desenvolve no campo da literatura. Entre elas estão os ciclos de leitura, que se propõem a estudar a obra de determinados autores, além de cursos e oficinas literárias. A Fundação Cultural também promove em seus espaços rodas de leitura e sessões de contação de histórias. As Casas da Leitura têm a proposta de funcionar como um centro de estudos e pesquisas voltado à leitura, não só do ponto de vista da promoção do hábito de ler como das discussões teóricas sobre os mecanismos e as formas de incentivo. Nesse sentido, elas também são palco de cursos, seminários e conferências voltados a agentes multiplicadores e incentivadores, como é o caso dos professores da rede municipal de ensino, contadores de histórias, arte educadores e voluntários.

Fonte (e mais detalhes): Fundação Cultural de Curitiba

Veta também: Outras propagandas de incentivo à leitura e uma curiosidade cultural da cidade de Curitiba.

[Curiosidades] 23 de Abril, Dia Mundial do Livro

Categoria: Curiosidades, Informação e Cultura, Notícias

Faz sentido que o Dia Internacional do Livro seja comemorado neste sábado, dia 23, pelo mundo afora. A data, estabelecida em caráter definitivo pela Unesco em 1996, homenageia dois gigantes máximos da literatura ocidental. O 23 de abril seria, por uma lenda repetida universalmente, o dia em que morreram, no mesmo ano, o espanhol Miguel de Cervantes (1547 – 1616), o inventor do romance moderno com Dom Quixote, e o inglês William Shakespeare (1564 – 1616), o inventor do humano, como o chama Harold Bloom.

Trata-se de uma das mais instigantes mitologias do universo literário, uma lenda que dota o terreno profano da literatura de uma data mágica ao estilo das Vidas de Santos (que antes eram muito mais comuns em livro). Dois dos pilares da literatura mundial viveram de fato na mesma época, mas a predestinação histórica que os teria feito partir ao mesmo tempo é ficção.

Para começar, da biografia de Shakespeare, autor de obras onipresentes em praticamente todo o mundo, sabe-se muito pouco. Embora tenha deixado quase 1 milhão de palavras de texto, apenas 14 delas são comprovadamente de seu próprio punho: o nome assinado seis vezes e as palavras “por mim” em seu testamento, como conta um de seus biógrafos, Bill Bryson, em Shakespeare: a Vida É um Palco. Há pouca informação mesmo sobre o dia de seu falecimento – têm-se registros de seus funerais, mas não a data exata do óbito.

Mesmo que tenha sido 23 de abril a data da morte de Shakespeare, não teria sido no mesmo 23 de abril de Cervantes pelo simples motivo de que, na época, a Espanha, onde Cervantes vivia, havia adotado, como bom país católico, o calendário imposto pelo papa Gregório em 1582. E Shakespeare vivia na Inglaterra protestante, frequentemente hostilizada pelo reino espanhol a serviço do Vaticano, e que ainda marcava o tempo pelo Calendário Juliano. A Inglaterra só adotaria o Calendário Gregoriano em 1751. Shakespeare, portanto, teria morrido no dia 3 de maio – 10 dias após o espanhol.

Mas quem vai dizer que a história não é boa? Sendo assim, para que insistir tanto na picuinha das datas? Para lembrar, talvez, que a literatura é em última instância uma construção paradoxalmente individual (na mente e no coração de cada leitor) e coletiva (na transmissão de leituras e cânones, de intepretações e até mesmo mitologias literárias com as quais os leitores se comprazem).

E que todo dia pode ser um bom Dia do Livro, como mostra o vídeo que a reportagem de Zero Hora fez com leitores que foi encontrando pelas ruas de Porto Alegre.

Fonte: Jornal Zero Hora

[Curiosidades] Livraria em Lisboa é a mais antiga do mundo, desde 1732

Categoria: Curiosidades, Informação e Cultura, Notícias

bertrandchiado [Curiosidades] Livraria em Lisboa é a mais antiga do mundo, desde 1732

A livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, está de portas abertas desde 1732 e é o estabelecimento livreiro mais antigo em todo o Mundo. Ao longo dos anos, a livraria Bertrand tem sido retiro de escritores e refúgio de revolucionários. As histórias são muitas, nomeadamente as que envolvem conspiradores republicanos. José Fontana (que se suicidou no interior da loja), Antero de Quental e Aquilino Ribeiro são alguns dos “fantasmas” cujas sombras permanecem vivas no interior da Bertrand.

3320i [Curiosidades] Livraria em Lisboa é a mais antiga do mundo, desde 1732

Hoje, Bertrand é também a maior rede de livrarias em Portugal, com 53 lojas. No evento de premiação ocorrido na última quarta-feira (20), Paulo Oliveira, administrador do Grupo Bertrand Círculo, proprietário do espaço, disse que a loja do Chiado irá continuar como livraria “por mais 300 anos”,  já que “representa um património cultural inalienável”.

73605471 [Curiosidades] Livraria em Lisboa é a mais antiga do mundo, desde 1732

Conheça também nossa visita às livrarias da Argentina e Uruguai

pixel [Curiosidades] Livraria em Lisboa é a mais antiga do mundo, desde 1732

Pagina 1 de 1912345...10...Última »