Sucesso no Oscar, “Quem quer ser um Milionário” impulsiona a venda de livros

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slumdogmillionairestriksz9 Sucesso no Oscar, Quem quer ser um Milionário impulsiona a venda de livrosLivros sempre ajudaram a vender filmes. A história e muitos post passados mostram isso. Mas quem disse que a recíproca também não é verdadeira? Você, assim como eu, provavelmente nunca tinha ouvido falar de “Sua pergunta vale um bilhão” antes do filme a que ele deu origem abocanhar 8 estatuetas no último Oscar, além de diversos outros prêmios pelo mundo. O fato é que parece que a história é mesmo muito boa, e pegando carona no sucesso já está em pré-venda a segunda edição do livro no Brasil. O filme por enquanto não deu as caras, dizem que estréia no próximo dia 06 de Março, mas se você não quiser esperar, é só baixar no final do post. Já para baixar o livro vamos ter que esperar bem mais, mas acho que é um investimento que vale a pena.

Ram Mohammad Thomas ganha uma fortuna num programa de televisão, mas os organizadores alegam que só mediante fraude um rapaz inculto como ele poderia responder a perguntas tão difíceis. Para explicar como o acaso o levou a saber aquelas respostas, Ram conta a uma advogada a história atribulada de sua vida nas megalópoles da Índia contemporânea.

Sua resposta vale um bilhão, romance de estréia do diplomata indiano Vikas Swarup, é uma narrativa à maneira das Mil e uma noites, com uma história central em que um personagem conta histórias para outro. O contador de histórias aqui é Ram Mohammad Thomas, um garçom de dezoito anos que ganhou um bilhão de rupias – o maior prêmio de todos os tempos – num programa televisivo de perguntas e respostas. Os organizadores do concurso, inadimplentes, se recusam a pagar o prêmio. Alegam que um garoto inculto como Ram não poderia conhecer as respostas, e o entregam à polícia para que ele seja torturado e confesse a fraude. Salvo por uma advogada, Ram terá de contar a ela a história de sua vida. Cada episódio explica como ele ficou sabendo coisas como o significado da inscrição “INRI”, que aparece nos crucifixos, e qual a maior condecoração por bravura concedida pelas forças armadas indianas. Unificadas pela presença do protagonista, herói picaresco que sempre acaba se saindo bem, graças a uma combinação de esperteza e sorte, as narrativas são ora cômicas, ora trágicas e apresentam um rico panorama da Índia contemporânea, onde passado e presente, miséria e opulência, religiosidade e comercialismo, ternura e violência se misturam.

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FILME – Slumdog Millionaire – Quem quer ser um Milionário
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[Quadrinhos] Watchman – Allan Moore e Dave Gibbons – 12 edições – Passe aqui antes de passar no cinema!

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capadewatchmenxa3 [Quadrinhos] Watchman   Allan Moore e Dave Gibbons   12 edições   Passe aqui antes de passar no cinema!Mãos geladas, suor frio, palpitações, unhas roídas. Depois de mais de 20 anos de espera, fãs dos quadrinhos aguardam ansiosos a estreia de Watchmen nos cinemas, no dia 06 de Março. O filme é dirigido por , mesmo diretor de 300, uma ótima razão para ficarmos otimistas. Escrita por Alan Moore e ilustrado por Dave Gibbons, Watchmen foi publicado originalmente em 12 edições, entre os anos de 1986 e 1987. Para entender a razão para tamanha comoção, basta dizer que a série venceu várias vezes importantes prêmios como o Eisner Awards, Prêmio Kirby, além de ter ganhado honraria especial no Hugo Awards, única HQ a conseguir tal feito, já que se trata de um prêmio voltado para a literatura. Watchman também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances da historia, feita pela Revista Time desde 1923. O próprio trailer do filme (que você confere no final do post) chama Watchman de “a mais celebrada graphic novel de todos os tempos”.

Rasgações de seda à parte, Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país.

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A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momento delicado no contexto da Guerra Fria e em vias de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos de super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos.

Na esteira dos preparativos para o grande momento, hoje o blog trás para os saudosos fãs o download das 12 edições originais em português, digitalizados pelo FARRA.  Se você ainda não conhecia, aproveite que ainda dá tempo de ler tudo antes de ir ao cinema! Aproveite também para ver o trailer do filme. Clique em “leia o resto” e aproveite”.

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WATCHMEN – Edição definitiva

Junto com o filme, uma nova edição de Watchmen, essa edição de luxo, com capa dura, papel especial e formato diferenciado está sendo lançada.

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[Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de “Irmãos Karamázov” e “Anna Karenina”, vindas direto do russo

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Papo Cabeça

Gisele Arantes e Tiago Zanoli

“Os Irmãos Karamázov” e “Anna Kariênina” são, indubitavelmente, dois cânones da literatura mundial. Nos últimos anos, o leitor brasileiro teve a chance de se aproximar ainda mais dos textos desses dois mestres russos. A primeira obra, lançada em 1881 por Fiódor Dostoiévski, chega agora ao país em tradução direta do idioma original. Já o clássico de Liev Tolstói ganha versão mais apurada e fiel aos traços de linguagem do autor.

As traduções anteriores eram baseadas, especialmente, nas edições francesas e inglesas das duas obras. Na década de 90, a Editora 34 inaugurou a Coleção Leste, com clássicos de autores eslavos vertidos para o português direto do original, que tem “Os Irmãos Karamázov” entre os lançamentos mais recentes. Em seguida, veio a Cosac Naify, com a Coleção Prosa do Mundo e, recentemente, com a edição luxuosa de “Anna Kariênina”.

irmaossv6 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russo“Os Irmãos Karamázov”, último romance de Dostoiévski, é considerado a obra-prima do autor por representar uma síntese dos temas que o perseguiram ao longo da vida. Com um tom filosófico e policialesco, a obra narra as desventuras da família Karamázov, cujo patriarca, Fiódor, é um beberrão e hedonista que fez fortuna casando-se com duas mulheres de origem aristocrática.

Do primeiro matrimônio, nasce o impulsivo Dimitri; com a segunda esposa, Fiódor tem o intelectual Ivan e o místico Alieksiêi. O conflito principal envolve a disputa entre Fiódor e seu primogênito pela herança materna e o amor de Grúchenka, jovem de má fama. Uma série de desencontros e mal entendidos culmina com uma tragédia que promove a ruptura familiar.

Publicada no final de 1880, pouco antes da morte do autor, a obra foi aclamada pela crítica e influenciou pensadores, como Nietzsche e Freud – que o considerava “o maior romance já escrito” –, e sucessivas gerações de escritores.

A primeira tradução brasileira direta do original foi realizada em 1944 por Boris Schnaiderman, que negou-se a reeditar seu trabalho por considerá-lo falho. As demais chegaram a partir de traduções indiretas. Nesta nova versão, segundo o tradutor Paulo Bezerra, o leitor encontrará diferenças substanciais, dado seu esforço em reconstruir o texto na sua feitura original.

“Procuramos recriar na língua de chegada o estilo dostoievskiano, às vezes meio tosco, com seus períodos longos, seus volteios sintáticos bruscos, sua pontuação pouco usual para mentes educadas pela chamada ‘boa escrita’”, explica o tradutor, que estudou língua e literatura russas na Universidade Lomonóssov, em Moscou.

Para ele, nesse romance, a linguagem é um traço identificador de cada personagem, de seu nível cultural e social e do seu temperamento. “O modo de ser e falar dessas personagens é produto imediato da concepção dostoievskiana de romance, na qual as personagens são independentes do autor”, acrescenta, no posfácio da obra.

Obra de arte

annacf4 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russoEscrito entre 1873 e 1877, em forma de folhetim, pouco após a consagração de Tolstói com “Guerra e Paz”, Anna Kariênina foi considerado “perfeito como uma obra de arte” por Dostoiévski, opinião corroborada pelo conterrâneo Vladimir Nabokov, que destaca “a magia indefectível do estilo” do autor.

A obra é tida por muitos críticos como uma ponte entre as novelas realistas e modernas. No centro da ação, a relação extra-conjugal entre a protagonista – mulher belíssima casada como o aristocrata de meia-idade Kariênin – e um jovem militar.

Muito além de se restringir às dinâmicas da alcova, Tolstói discute, por meio dos personagens, aspectos relevantes da sociedade russa do final do século XIX, como os excessos da aristocracia, os direitos das mulheres e a hipocrisia religiosa, o que traduz a ânsia do escritor por participar dos debates em curso.

Antes de ser recebido de forma entusiástica pelos leitores, Tolstói chegou a abandonar a obra, após um ano e meio de trabalho. Além disso, por conta de seu conteúdo político, o editor recusou-se a publicar os capítulos finais de “Anna Kariênina” – que fizeram até Dostoiévski mudar de idéia sobre o romance. Contrariado, o autor financiou a publicação de folhetos avulsos.

Quanto ao estilo, o autor dá preferência à linguagem simples, até rude, em vez de construções requintadas. Segundo o tradutor Rubens Figueiredo, foi feito o possível para não desvirtuar o efeito brusco de certas composições de Tolstói nesta versão para o português.

Para se ter uma idéia, apenas uma frase – no capítulo XV – contém nada menos do que 146 palavras. “Gosto do que chamam incorreção. Ou seja, aquilo que é característico”, defendia Tolstói. “As frases longas e até dispersivas foram mantidas em sua integridade, ao contrário de outras traduções disponíveis, mesmo de língua inglesa e francesa, que as subdividem e como que as civilizam”, explica o tradutor.

Erros duplicados

Para o tradutor Antonio Carlos Vianna Braga, as versões indiretas podem fazer grande diferença para os leitores, sobretudo se o primeiro a verter o texto cometer algum erro, que pode ser duplicado na versão seguinte. “Os russos têm uma gramática diferente, o que exige um trabalho muito especializado”, observa.

Essa acuidade no processo de tradução, que para muitos pode soar como preciosismo, é, na verdade, a pedra de toque na canonização de obras literárias. É o que defende, por exemplo, o pós-doutor belga André Lefevere, professor de Filologia e especialista em estudos de tradução, que classifica – em seu livro “Tradução, Reescrita e Manipulação da Fama Literária” – aqueles que vertem obras literárias de “reescritores”.

“Acho que o tradutor é uma ponte fundamental entre culturas, línguas e épocas. É, acima de tudo, um trabalho criativo. O grande desafio é se ater ao original sem deixar de ser criativo, traduzir a obra de outro e, ao mesmo tempo, ter um texto próprio. Isso é trabalhar no limite do impossível”, afirma o escritor e tradutor Erlon Paschoal.

Antonio Carlos acrescenta que o tradutor é mal-remunerado e não consegue se sustentar com apenas uma tradução por mês. “Ele tem que correr atrás de outros trabalhos e fazê-los de forma rápida, por isso vemos barbaridades o tempo todo. Se em um clássico ou em um poema em inglês, que é um idioma mais comum, o cuidado precisa ser enorme, imagine com o russo”, completa ele, citando o antigo provérbio italiano de que “todo tradutor é um traidor” (um jogo de palavras com traduttore e traditore). ][

(Título Original: A arte de reescrever, via Gazeta Online)

Leia sem parar

tolstoixo5 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russoLiev Tolstói
Anna Kariênina
Cosac Naify
816 páginas
Tradução: Rubens Figueiredo

Quanto: R$ 99, em média.


dostoievskigl9 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russoFiódor Dostoiévski
Os Irmãos Karamázov
Editora 34
1040 páginas
Tradução: Paulo Bezerra
Quanto: R$98, em média.

[Dicas de Leitura] A Filosofia de Andy Warhol – De A a B e de volta ao A – Andy Warhol

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

1626 andy warhol1986 dup [Dicas de Leitura] A Filosofia de Andy Warhol   De A a B e de volta ao A   Andy Warhol

GUIA DE AUTO-AJUDA PARA CORAÇÕES DESESPERADOS
Andy Warhol resume amor, sexo, dinheiro, fama, trabalho, infância na Pensilvânia e revelações diárias na Nova Iorque dos anos 60 e 70
Por Fernando de Albuquerque

A FILOSOFIA DE ANDY WARHOL – DE A A B E DE VOLTA AO A
Andy Warhol

A versão original de A Filosofia de Andy Warhol foi lançada pela primeira vez em 1975 e revirou, como nenhum outro tipo de publicação, os meandros da vida o artista plástico mais icônico dos últimos cinquenta anos. Nas quase trezentas páginas do livro, Warhol teve toda sua vida devassada e revelado os principais medo e calafrios escondidos na pele de um homem cuja personalidade era tida como forte e inabalável. Apesar de ser assinado pelo próprio Warhol, o livro fora escrito por sua secretária, Pat Hackett, uma amiga, Brigid Berlin, e um ex-editor da Interview, Bob Colacello. Este útimo escreveria “barbaridades” sobre Warol no livro Holy Terror lançado no final dos anos noventa.

Já nas primeiras páginas, o leitor flagra uma conversa telefônica nem um pouco convencional entre o artista plástico e uma enigmática pessoa chamada de “B”. No decorrer do bate-papo ele pede conselhos e confidência toda a verve de seu sarcasmo: “minha grande ambição é comandar um shw de televisão”. A insanidade continua quando seu interlocutor defende a idéia dele ser presidente dos EUA e receber convidados sempre com uma peruca diferente. Tal como uma Michele Obama com muito mais senso de humor.

A conversa que pode ser encarada como tola e superficial exala em todas as suas frases a principal visão que Warhol tinha sobre a vida e a própria arte: o comércio. E sua “visão empreendedora” (?) está plenamente refletida em todas as linhas e mostra como ele procurou estudar os mínimos detalhes da indústria do espetáculo. Inventando um personagem para si e permitindo que este engolisse sua própria personalidade original.

E assim Warhol se transformou muito mais numa marca, numa grife, que violentava a cada instânte o próprio pensamento originário da produção artística do que alguém interessado em produção intelectual. Não foi a toa, por exemplo, qe ele trocou seu psicanalista por uma televisão.

13004064 [Dicas de Leitura] A Filosofia de Andy Warhol   De A a B e de volta ao A   Andy WarholE como artista empresarial, como ele mesmo almejou ser definido, Warhol singrou todos os EUA e Europa para se certificar que seus aforismos seriam um pleno sucesso editorial. E foi. O livro se tornou um best seller e rendeu um mar de fofocas sempre que Warhol era questionado sobre a real autoria da publicação.

E se ele defendia o imperativo dos 15 minutos de fama, fez de tudo para que Bob Colacello e sua amiga Brigid Berlin não levassem os louros sobre sua vida. E foi à França, à Itália e Inglaterra imprimir sua mão à crítica especializada. E assim ilustrar como a humanidade saiu da era da contemplação para entrar na da informação.

Cinema
Factory Girl, que chegou ao mercado brasileiro com um título que mais lembra uma comédia romântica de quinta, Uma Garota Irresistível, sintetizou a vida de Warhol exibindo o processo criativo e de imersão que era impresso dentro do estúdio de Warhol.

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TRECHOS DA OBRA

“Sou uma pessoa profundamente superficial.”

“No futuro, todos serão famosos por 15 minutos.”

“Cansei de dizer que todos, no futuro, serão famosos por 15 minutos. Agora, meu novo aforismo é: em 15 minutos, todos serão famosos.”

“Comprar é muito mais americano que pensar e eu sou absolutamente americano. Na Europa e no Oriente, as pessoas gostam de comerciar – comprar e vender, vender e comprar; são basicamente mercadoras. Americanos não estão interessados em vender – na verdade, eles preferem jogar fora a vender. O que eles realmente pensam é em comprar – pessoas, dinheiro, países.”

“Beleza não tem nada a ver com sexo. Beleza tem a ver com beleza, e sexo tem a ver com sexo.”

“Arte Empresarial é uma coisa melhor de se fazer do que Arte Arte, porque Arte Arte não sustenta o espaço que ocupa, enquanto a Arte Empresarial sim. (Se a arte empresarial não sustentar o próprio espaço, ela vai à falência).”

“Sempre gosto de trabalhar com restos, fazer as coisas de restos. É um procedimento econômico e engraçado.”

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