[Resenha] Formaturas Infernais reúne principais escritoras de best-sellers dos EUA

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

SOB O SIGNO DA VENDA
Formaturas Infernais reúne as principais escritotas best sellers dos EUA em histórias bem sucedidas que desvelam um outro lado do sonho da formatura.

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O que Meg Cabot, Stephenie Meyer, Kim Harrison, Michelle Jaffe e Lauren Myracle tem em comum além de serem escritoras, mulheres e terem livros best sellers? O intelectualóide ressentido de Paulo Coelho diria que é a produção de literatura de terceira. Ledo engano. A verdade é que essas escritoras, cujas obras estão adaptadas ao mercado editorial, estão reunidas em torno de Formaturas Infernais, coleção de contos da Galera Record, que toca fundo no imaginário em torno da principal festa do período adolescente: a formatura!

Mesmo que sejam autoras que escrevem para adolescentes e com uma linguagem que não consegue fugir ao estereótipo ianque, os contos estão inseridos no que H.P. Lovecraft denominou de literatura fantástica com linguagem de terror, muito mais que suas obras mais famosas.

Dividido em cinco contos, o primeiro, “A Filha do Exterminador”, traz como narrativa central o assassinato de um vampiro. Com um estilinho Buffy, Mary se vê envolvida na necessidade de salvar sua amiga (seduzida por um vampiro gostosão), coordenar seus sentidos e impulsos sexuais por Adam, lidar com o enclausuramento de sua mãe (aqui a metáfora da dona de casa) e as invencionices do pai imerso na tentativa de salvar a amada esposa (outra metáfora paternalista para o homem provedor). Uma história bem sessão da tarde.

Em “O Buquê”, de Lauren Myracle, a narrativa nos impulsiona à tristeza e segue a linha da enunciação do trágico tal como Edgar Alan Poe em “The Monkey’s Paw”, que já foi levada ao cinema, e apregoa a velha máxima do “cuidado com o que você deseja”. No conto seguinte, de Kim Harrison, intitulado “Madison Avery e a Morte”, apresenta a história de uma jovem que encontra a morte durante o baile de formatura. Ela dança com a morte e segue uma perseguição com o desenvolvimento de uma mitologia própria. O final, contudo, deixa bastante a desejar e é impossível não tentar achar alguma pista do final da história na internet.

“Salada Mista”, de Michele Jaffe, contradiz todas as anteriores lançando mão do humor, da tristeza e do mistério. A escritora traz personagens bem construídos e uma protagonista que tem seus conflitos explicados por livros de auto-ajuda. A última história, “Inferno na Terra”, a tão aguardada história de Stephenie Meyer, autora da série Crepúsculo é bem divertida e apresenta a tradicional busca pela felicidade construida em torno da dobradinha bem versus o mal. A rapidez do conto talvez não seja para Meyer que deixa seus leitores ensossados na falta de ineditismo e ponto de vistas mais apurado dos personagens.

Entre a necessidade de diversão e um bom livro, Formaturas Infernais cumpre seu papel enquanto resultado da reunião de escritórias best sellers. Um livro ideal e que promete divertir todos aqueles que vêem com cinismo as tradicionais encurraladas do sonho pueril.

Por Fernando de Albuquerque, Revista O Grito

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[Especial] Livros que inspiraram filmes e séries – Nacionais

Categoria: Coletânias Especiais, Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Literatura Nacional, Livros que inspiraram filmes e séries

Nada inspira a indústria cinematográfica como um bom livro. E quem  nunca saiu do cinema comparando uma obra com a outra? Começamos hoje uma série de especiais que trarão para o blog livros que deram origem a filmes e séries. Clicando nas capas, você poderá conhecer um pouco mais sobre cada obra, além, é claro, de baixar cada um dos livros em questão. Para estrear, selecionamos 7 livros de autores brasileiros.  Aproveite,  e não se esqueça de se deixar seus comentários e sugestões!

clariceub2 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais A Hora da Estrela – Clarice Lispector

Clássico de Lispector, conta a história de Macabéa, uma nordestina feia, jovem e desajeitada,  sem dinheiro, sem cultura, sem identidade e sem história que vai viver em São Paulo. Deu origem a filme brasileiro de mesmo nome, filmado em 1985.

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horadaestrelafilmefp3 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais
estacaonk3 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais Estação Carandiru – Drauzio Varella

O dia-a-dia de um médico que atende no presídio de segurança máxima de Carandiru, convivendo com a realidade dos prisioneiros atrás das grades. Baseados em fatos reais e na experiência do próprio Drauzio Varella.

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caramdirufilmevm7 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais
elitesg5 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais Elite da Tropa – Luiz Eduardo Soares – André Baptista – Rodrigo Pimentel

Um dos filmes brasileiros mais comentados, assistidos e pirateados de todos os tempos, foi inspirado em livro do antropólogo Luiz Eduardo Soares com dois policiais. As obras mostram de forma crua as contradições daviolência, do tráfico de drogas e da polícia do Rio de Janeiro.

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postertropavi8 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais
cidadesp6 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais Cidade de Deus – Paulo Lins

Retrato da favela Cidade de Deus, no Rio: seus moradores, o meio criminal, a corrupção da polícia. Deu origem ao filme de Fernando Meirelles. Filme e livro “irmãos” de Carandiru.

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casmurroeg8 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais Dom Casmurro – Machado de Assis

Uma das obras máximas da literatura brasileira, e obra prima do autor, leitura indispensável para qualquer um. Recentemente a rede globo filmou uma microsérie baseada no romance.

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logocapitusv3 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais
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Cazuza – Só as Mães são Felizes – Lucinha Araújo

Sob a forma de depoimento, Lucinha Araujo narra a vida e os conflitos de seu filho Cazuza, um dos maiores nomes do rock brasileiro. Através das obras acompanhamos não só o dia-a-dia de Cazuza, mas de toda uma época, juntamente com outros inportantes nomes da música brasileira.

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cazuza2gc0 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais
olga2tz6 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais Olga – Fernando Morais

Narra a história da judia alemã Olga Benário Prestes (1908-1942). Militante comunista desde jovem, Olga é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. É encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, se apaixonando por ele na viagem. Livro escrito por Fernando Morais, filme dirigido por Jaime Monjardim.

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olga1vd9 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais

[Dica de Leitura] A Menina das Estrelas – Ziraldo

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

meninadasestrelas [Dica de Leitura] A Menina das Estrelas   Ziraldo “Não se nasce mulher: torna-se”, afirma Simone de Beauvoir. Ziraldo também sabe disso. Escrevendo tanto sobre meninos maluquinhos, já afirmou em entrevista que seria difícil escrever sobre o universo feminino. Um universo outro. Tão cedo se faz a diferença entre os sexos. Penso que Ziraldo sabe que menina já é um pouco mulher. Nesse processo intenso de tornar-se. Não que sempre tenha sido. “Torna-se”, diz Simone. E inicia o tornar-se, quem sabe, a partir do nome. Daniela, Catarina, Beatriz. Lucia, Madalena, Maria. Maria Madalena e Maria Santa. E Pomba Gira, Joana D´arc, Dona Joana. A menininha de pés descalços e a de saltos altos precoces. Perversa, mãe, boa, amiga. Do infinito das estrelas. Na multiplicidade de um devir, de um vir-a-ser, do tornar-se muitas, transformar-se em outras.

Ziraldo sabia que seria difícil. Mas descobriu que era possível. Talvez – afirmo eu – porque universos de misturam. Planetas e Estrelas se transmutam, e o fazer-se mulher é possibilidade dos instantes todos, e não apenas dos corpos nascidos femininos. E Ziraldo, “homem feito”, transformou-se – no vácuo do instante – nas palavras de uma leitora que afirmou que as meninas eram das estrelas. A transformação se deu a partir de um encontro com jovens leitores no qual o autor comentava sobre seu livro O Menino da Lua, e e surgiu questinonamento sobre o fato de não haver meninas entre os amigos de Zélen, personagem principal da obra. As palavras da garota se fizeram verso pro livro Menina das Estrelas, que trata de mistérios, segredos e amores, numa visão feminina – reinventada a partir do olhar de Ziraldo. Um novo olhar.

Por Carla Jaia

meninadasestrelaslata [Dica de Leitura] A Menina das Estrelas   Ziraldo MENINA DAS ESTRELAS Ziraldo traça um perfil das meninas, abordando a infância e a passagem para a adolescência. O heroísmo dos pais, a cumplicidade entre amigas, o interesse pelos meninos. As ilustrações, do autor, são bastante expressivas e enriquecem as caracterizações. Para meninas compreenderem melhor seu universo. Vem numa lata e acompanha uma camiseta.

Encontre e-books de Ziraldo no PDL

[Quadrinhos] Frango com Ameixas – Marjane Satrapi – Parte 2

Categoria: Cia das Letras, Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Quadrinhos

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Era notório que, com o sucesso de Persépolis, não demoraríamos a ver outros trabalhos da iraniana radicada na França, Marjane Satrapi. Frango Com Ameixas, lançado em 2004 na França e em 2006 nos EUA chega às livrarias brasileiras com um enorme e notável apelo para o sucesso do livro anterior.

Marjani, de fato tem uma proposta criativa bem definida, que é a busca in loco de suas memórias. Ela precisa estar lá para registrar o que se passou. Sua narrativa quase jornalística, sem juízo de valor e pouca apreciação pessoal joga o leitor bruscamente para dentro de sua intimidade, de sua história e deixa aberto uma interpretação de sua trajetória. Foi assim com Persépolis, sua autobiografia transformada em filme ano passado. Mas, então o que dizer de Frango Com Ameixas, em que a autora conta a história de seu tio, Nasser Ali Khan?

A história se passa em 1958 e conta a história do tio-avô de Marjane que decide morrer depois que sua esposa destroi seu tar (instrumento musical similar a uma cítara indiana). Para Nasser, o instrumento tem um valor simbólico que remete ao seu passado, já que foi herdado por ele ainda no início de seu aprendizado. A busca por outro instrumento parecido com o original é o insight necessário para seguir em frente.

Marjani observa a vida de um parente próximo dialogando com sua própria história. O livro faz referências ao trabalho artístico, levantando questões como talento, técnica, temas que ela, também artista, tem muito a dizer. Para quem gostou de Persépolis, Frango Com Ameixas é um livro envolvente e está inserido no projeto de vida da autora, que é resgatar a sua história e a de seu povo e propor uma nova leitura.

Perde um pouco por se assemelhar tanto ao trabalho mais famoso, já que se poderia ousar mais formas narrativas aqui. Mas o trabalho de Marjane Satrapi, semelhante a xilogravuras tem personalidade forte, e isso é mais importante para autora que qualquer inovação em seu próprio traço

Resenha por Paulo Floro, site O Grito

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Frango com Ameixas – Marjane Satrapi – Parte 1

Frango com Ameixas – Marjane Satrapi – Parte 2

frango com ameixas [Quadrinhos] Frango com Ameixas   Marjane Satrapi   Parte 2

FRANGO COM AMEIXAS

Marjane Satrapi (texto e arte)
[Cia das Letras, 88 págs]
Tradução: Paulo Werneck

Scans das duas partes por Gibiscuits

[Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button – Francis Scott Fitzgerald

Categoria: Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Literatura Estrangeira, Teatro, Contos e Biografias

thecuriouscaseofbenjamitzt [Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button   Francis Scott FitzgeraldCaminhar contra o destino esperado. Ou num destino contrário. Ser um estranho caso, curiosamente observado e, pouco a pouco, esquecido. Benjamin, no filme, recebe afagos e mimos. Seu fazer-se diferente é lembrado a cada transformação, compreendido por quem lhe devota amor, celebrado, compartilhado, chorado e vivido. Eu chorei e vivi. Senti a melodia triste que embalava a tristeza do filme, e as palavras gentis que inventaram poesia num destino contrário ao tempo. F. Scott Fitzgerald, autor do conto que inspirou o filme, é bem menos benevolente. Benjamin não recebe afagos: é inteiramente entregue ao seu caminho torto, obrigado a assumir erro – ou acerto – de tornar-se o que não deveria ser. E persiste em tornar-se. Jovem a cada dia. Diferente e único. Mostrando-se um recém-nascido pleno de sabedoria. Um idoso de contornos delicados, suavemente amando coisinhas pequeninas e desfrutando de um esquecimento sem ressentimentos ou perdas. E sozinho nisso tudo. Também os outros dele se esquecem. Do velho sábio que já foi. Do pai amigo que se tornou. Do amante, do marido, do namorado, do homem. Sua diferença é notada apenas quando escandaliza. Quando assusta. Depois passa. Tudo passa. Mulher, amada, filho, pai, avô, universidade, e mesmo a última pessoa amada – uma babá.

Eu poderia dizer que se trata de uma história sobre solidão. Ou que se trata de um conto sobre a diferença. Sobre o desvanecer da vida no tempo. Sobre o erro do tempo. Mas penso-o como algo bem mais simples: O Estranho Caso é o caso de um caminho pleno de movimentos e transformações. E esquecimentos. Benjamin mostra que fazer-se é sempre diferenciar-se. Sempre um ato singular e incompreensível. Que se faz intenso no momento do possível. Não é um caso curioso. É o meu caso. O seu caso. O caso de ser sempre diferente entre os iguais. Uma criança outra entre as crianças. Um velho errado entre os velhos. Um marido aflito diante da eternidade de um casamento no qual o amor já não é o mesmo. Um pai que não é o pai que deveria ser, e que se faz a criança que o filho não gostaria de ver. Um filho que sabe mais do que os pais supõem. Um homem que é sempre mais e menos do que a vida exige. Benjamin é além-vida – de para além da vida ele se inventa, corajosamente apostando em seus erros e acertos. E Fitzgerald não se compadece dele. A vida, afinal, não se compadece nem afaga. Mas traz a intensidade possível para que nos diferenciemos.

Recomendo o filme pela sensibilidade clara e incontestável. Recomendo o conto pela linguagem misteriosamente familiar que usa para tratar do que é estranho.

por Carla Jaia

benjaminbuttonb [Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button   Francis Scott Fitzgerald

O Estranho Caso de Benjamim Button – Francis Scott Fitzgerald

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214729434 [Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button   Francis Scott Fitzgerald

Vá além:

O Curioso caso de Benjamim Button, em Quadrinhos

Editora: Ediouro
Autor: F. SCOTT FITZGERALD
ISBN: 9788500024870
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 128
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
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