[Dicas de Leitura] O Pai Dos Burros: Dicionário De Lugares-Comuns E Frases Feitas

Postado por: PDL  /  Category: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

Você certamente já viu aquelas diversas pesquisas que medem a quantidade de mensagens publicitárias a que somos submetidos por dia. São números assustadores, que chegam perto dos 7 mil estímulos diários. Aposto que se houvesse um estudo para dizer o quanto dessas propagandas contém algum clichê, teríamos uma estimativa próxima dos 98%, ou mais.

Os lugares-comuns estão presentes em nosso cotidiano tanto quanto uma comercial de TV, um anúncio impresso ou banner na internet. E para não colocar a culpa só na publicidade, também nos textos jornalísticos e reportagens. E se você não quiser ficar obcecado, nem pense naquilo que fala nas suas conversas por aí.

pai_dos_burros_werneckEm seu recém-lançado “O Pai Dos Burros: Dicionário De Lugares-Comuns E Frases Feitas” (Arquipélago Editorial, 208 páginas), o jornalista Humberto Werneck catalogou 4.640 clichês. Por cerca de quatro décadas, ele colecionou todas as frases comuns que pode encontrar, anotando em guardanapos, papéis e guardando em sua gaveta.

Segundo a pensadora alemã Hannah Arendt:

“Clichês, frases feitas, adesão a códigos de expressão e conduta convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de proteger-nos da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feito por todos os fatos e acontecimentos em virtude de sua mera exigência. Se respondêssemos todo o tempo a essa exigência, logo estaríamos exaustos.”

Mais do que se transformar em um guia proibitório de palavras, “O Pai dos Burros” pretende recomendar uma despretensiosa desconfiança durante o ato de criar e escrever. As fórmulas prontas são o conforto medíocre de quem prefere não se arriscar com o desconhecido. Como Werneck diz, nada que saia tão facilmente pelos dedos, de forma automática, costuma ser verdadeiramente bom.

Portanto, “não fique profundamente abalado” se descobrir que vários dos seus termos preferidos, que “estão na ponta da língua”, integram o dicionário. “Sem sombra de dúvida”, o que você precisa fazer é “arregaçar as mangas” e “dedicar-se de corpo e alma” para reciclar o vocabulário com sua “imaginação fértil e “fugir do óbvio”.

Não “adianta chover no molhado”, encare a “árdua tarefa” e “aproveite o ensejo” em busca dos segredos de uma “receita de sucesso”. O livro “não é um divisor de águas”, mas certamente compila uma “vasta documentação” que exercerá “sérias consequências” no seu modo de escrever. Caso contrário, “fica o dito pelo não dito”.

Por Carlos Merigo, do Brainstorm9

[Resenha] Formaturas Infernais reúne principais escritoras de best-sellers dos EUA

Postado por: PDL  /  Category: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

SOB O SIGNO DA VENDA
Formaturas Infernais reúne as principais escritotas best sellers dos EUA em histórias bem sucedidas que desvelam um outro lado do sonho da formatura.

convites [Resenha] Formaturas Infernais reúne principais escritoras de best sellers dos EUA

O que Meg Cabot, Stephenie Meyer, Kim Harrison, Michelle Jaffe e Lauren Myracle tem em comum além de serem escritoras, mulheres e terem livros best sellers? O intelectualóide ressentido de Paulo Coelho diria que é a produção de literatura de terceira. Ledo engano. A verdade é que essas escritoras, cujas obras estão adaptadas ao mercado editorial, estão reunidas em torno de Formaturas Infernais, coleção de contos da Galera Record, que toca fundo no imaginário em torno da principal festa do período adolescente: a formatura!

Mesmo que sejam autoras que escrevem para adolescentes e com uma linguagem que não consegue fugir ao estereótipo ianque, os contos estão inseridos no que H.P. Lovecraft denominou de literatura fantástica com linguagem de terror, muito mais que suas obras mais famosas.

Dividido em cinco contos, o primeiro, “A Filha do Exterminador”, traz como narrativa central o assassinato de um vampiro. Com um estilinho Buffy, Mary se vê envolvida na necessidade de salvar sua amiga (seduzida por um vampiro gostosão), coordenar seus sentidos e impulsos sexuais por Adam, lidar com o enclausuramento de sua mãe (aqui a metáfora da dona de casa) e as invencionices do pai imerso na tentativa de salvar a amada esposa (outra metáfora paternalista para o homem provedor). Uma história bem sessão da tarde.

Em “O Buquê”, de Lauren Myracle, a narrativa nos impulsiona à tristeza e segue a linha da enunciação do trágico tal como Edgar Alan Poe em “The Monkey’s Paw”, que já foi levada ao cinema, e apregoa a velha máxima do “cuidado com o que você deseja”. No conto seguinte, de Kim Harrison, intitulado “Madison Avery e a Morte”, apresenta a história de uma jovem que encontra a morte durante o baile de formatura. Ela dança com a morte e segue uma perseguição com o desenvolvimento de uma mitologia própria. O final, contudo, deixa bastante a desejar e é impossível não tentar achar alguma pista do final da história na internet.

“Salada Mista”, de Michele Jaffe, contradiz todas as anteriores lançando mão do humor, da tristeza e do mistério. A escritora traz personagens bem construídos e uma protagonista que tem seus conflitos explicados por livros de auto-ajuda. A última história, “Inferno na Terra”, a tão aguardada história de Stephenie Meyer, autora da série Crepúsculo é bem divertida e apresenta a tradicional busca pela felicidade construida em torno da dobradinha bem versus o mal. A rapidez do conto talvez não seja para Meyer que deixa seus leitores ensossados na falta de ineditismo e ponto de vistas mais apurado dos personagens.

Entre a necessidade de diversão e um bom livro, Formaturas Infernais cumpre seu papel enquanto resultado da reunião de escritórias best sellers. Um livro ideal e que promete divertir todos aqueles que vêem com cinismo as tradicionais encurraladas do sonho pueril.

Por Fernando de Albuquerque, Revista O Grito

BAIXE o livro digitalizado pela comunidade da internet

[Especial] Livros que inspiraram filmes e séries – Nacionais

Postado por: PDL  /  Category: Coletânias Especiais, Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Literatura Nacional, Livros que inspiraram filmes e séries

Nada inspira a indústria cinematográfica como um bom livro. E quem  nunca saiu do cinema comparando uma obra com a outra? Começamos hoje uma série de especiais que trarão para o blog livros que deram origem a filmes e séries. Clicando nas capas, você poderá conhecer um pouco mais sobre cada obra, além, é claro, de baixar cada um dos livros em questão. Para estrear, selecionamos 7 livros de autores brasileiros.  Aproveite,  e não se esqueça de se deixar seus comentários e sugestões!

Livro A Hora da Estrela - Clarice Lispector A Hora da Estrela – Clarice Lispector

Clássico de Lispector, conta a história de Macabéa, uma nordestina feia, jovem e desajeitada,  sem dinheiro, sem cultura, sem identidade e sem história que vai viver em São Paulo. Deu origem a filme brasileiro de mesmo nome, filmado em 1985.

Baixar

Filme A Hora da Estrela - Clarice Lispector
Drauzio Varella - Estação Carandiru Estação Carandiru – Drauzio Varella

O dia-a-dia de um médico que atende no presídio de segurança máxima de Carandiru, convivendo com a realidade dos prisioneiros atrás das grades. Baseados em fatos reais e na experiência do próprio Drauzio Varella.

Baixar

Carandiru
Elite da Tropa - Luiz Eduardo Soares Elite da Tropa – Luiz Eduardo Soares – André Baptista – Rodrigo Pimentel

Um dos filmes brasileiros mais comentados, assistidos e pirateados de todos os tempos, foi inspirado em livro do antropólogo Luiz Eduardo Soares com dois policiais. As obras mostram de forma crua as contradições daviolência, do tráfico de drogas e da polícia do Rio de Janeiro.

Baixar

postertropavi8 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais
Cidade de Deus - Paulo Lins Cidade de Deus – Paulo Lins

Retrato da favela Cidade de Deus, no Rio: seus moradores, o meio criminal, a corrupção da polícia. Deu origem ao filme de Fernando Meirelles. Filme e livro “irmãos” de Carandiru.

Baixar

Cidade de Deus - Fernando Meirelles
Dom Casmurro - Machado de Assis Dom Casmurro – Machado de Assis

Uma das obras máximas da literatura brasileira, e obra prima do autor, leitura indispensável para qualquer um. Recentemente a rede globo filmou uma microsérie baseada no romance.

Baixar

Capitu - Minisérie Brasileira
Cazuza - Lucinha Araújo

Cazuza – Só as Mães são Felizes – Lucinha Araújo

Sob a forma de depoimento, Lucinha Araujo narra a vida e os conflitos de seu filho Cazuza, um dos maiores nomes do rock brasileiro. Através das obras acompanhamos não só o dia-a-dia de Cazuza, mas de toda uma época, juntamente com outros inportantes nomes da música brasileira.

Baixar

Cazuza - O Tempo não para - Filme
olga2tz6 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais Olga – Fernando Morais

Narra a história da judia alemã Olga Benário Prestes (1908-1942). Militante comunista desde jovem, Olga é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. É encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, se apaixonando por ele na viagem. Livro escrito por Fernando Morais, filme dirigido por Jaime Monjardim.

Baixar

olga1vd9 [Especial] Livros que inspiraram filmes e séries   Nacionais

[Dica de Leitura] A Menina das Estrelas – Ziraldo

Postado por: carlajaia  /  Category: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

meninadasestrelas [Dica de Leitura] A Menina das Estrelas   Ziraldo “Não se nasce mulher: torna-se”, afirma Simone de Beauvoir. Ziraldo também sabe disso. Escrevendo tanto sobre meninos maluquinhos, já afirmou em entrevista que seria difícil escrever sobre o universo feminino. Um universo outro. Tão cedo se faz a diferença entre os sexos. Penso que Ziraldo sabe que menina já é um pouco mulher. Nesse processo intenso de tornar-se. Não que sempre tenha sido. “Torna-se”, diz Simone. E inicia o tornar-se, quem sabe, a partir do nome. Daniela, Catarina, Beatriz. Lucia, Madalena, Maria. Maria Madalena e Maria Santa. E Pomba Gira, Joana D´arc, Dona Joana. A menininha de pés descalços e a de saltos altos precoces. Perversa, mãe, boa, amiga. Do infinito das estrelas. Na multiplicidade de um devir, de um vir-a-ser, do tornar-se muitas, transformar-se em outras.

Ziraldo sabia que seria difícil. Mas descobriu que era possível. Talvez – afirmo eu – porque universos de misturam. Planetas e Estrelas se transmutam, e o fazer-se mulher é possibilidade dos instantes todos, e não apenas dos corpos nascidos femininos. E Ziraldo, “homem feito”, transformou-se – no vácuo do instante – nas palavras de uma leitora que afirmou que as meninas eram das estrelas. A transformação se deu a partir de um encontro com jovens leitores no qual o autor comentava sobre seu livro O Menino da Lua, e e surgiu questinonamento sobre o fato de não haver meninas entre os amigos de Zélen, personagem principal da obra. As palavras da garota se fizeram verso pro livro Menina das Estrelas, que trata de mistérios, segredos e amores, numa visão feminina – reinventada a partir do olhar de Ziraldo. Um novo olhar.

Por Carla Jaia

meninadasestrelaslata [Dica de Leitura] A Menina das Estrelas   Ziraldo MENINA DAS ESTRELAS Ziraldo traça um perfil das meninas, abordando a infância e a passagem para a adolescência. O heroísmo dos pais, a cumplicidade entre amigas, o interesse pelos meninos. As ilustrações, do autor, são bastante expressivas e enriquecem as caracterizações. Para meninas compreenderem melhor seu universo. Vem numa lata e acompanha uma camiseta.

De R$39,00 por R$32,00

Encontre e-books de Ziraldo no PDL

[Quadrinhos] Frango com Ameixas – Marjane Satrapi – Parte 2

Postado por: PDL  /  Category: Cia das Letras, Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Quadrinhos

9782844141590 [Quadrinhos] Frango com Ameixas   Marjane Satrapi   Parte 2

Era notório que, com o sucesso de Persépolis, não demoraríamos a ver outros trabalhos da iraniana radicada na França, Marjane Satrapi. Frango Com Ameixas, lançado em 2004 na França e em 2006 nos EUA chega às livrarias brasileiras com um enorme e notável apelo para o sucesso do livro anterior.

Marjani, de fato tem uma proposta criativa bem definida, que é a busca in loco de suas memórias. Ela precisa estar lá para registrar o que se passou. Sua narrativa quase jornalística, sem juízo de valor e pouca apreciação pessoal joga o leitor bruscamente para dentro de sua intimidade, de sua história e deixa aberto uma interpretação de sua trajetória. Foi assim com Persépolis, sua autobiografia transformada em filme ano passado. Mas, então o que dizer de Frango Com Ameixas, em que a autora conta a história de seu tio, Nasser Ali Khan?

A história se passa em 1958 e conta a história do tio-avô de Marjane que decide morrer depois que sua esposa destroi seu tar (instrumento musical similar a uma cítara indiana). Para Nasser, o instrumento tem um valor simbólico que remete ao seu passado, já que foi herdado por ele ainda no início de seu aprendizado. A busca por outro instrumento parecido com o original é o insight necessário para seguir em frente.

Marjani observa a vida de um parente próximo dialogando com sua própria história. O livro faz referências ao trabalho artístico, levantando questões como talento, técnica, temas que ela, também artista, tem muito a dizer. Para quem gostou de Persépolis, Frango Com Ameixas é um livro envolvente e está inserido no projeto de vida da autora, que é resgatar a sua história e a de seu povo e propor uma nova leitura.

Perde um pouco por se assemelhar tanto ao trabalho mais famoso, já que se poderia ousar mais formas narrativas aqui. Mas o trabalho de Marjane Satrapi, semelhante a xilogravuras tem personalidade forte, e isso é mais importante para autora que qualquer inovação em seu próprio traço

Resenha por Paulo Floro, site O Grito

DOWNLOAD

Frango com Ameixas – Marjane Satrapi – Parte 1

Frango com Ameixas – Marjane Satrapi – Parte 2

frango com ameixas [Quadrinhos] Frango com Ameixas   Marjane Satrapi   Parte 2

FRANGO COM AMEIXAS

Marjane Satrapi (texto e arte)
[Cia das Letras, 88 págs]
Tradução: Paulo Werneck

Scans das duas partes por Gibiscuits

[Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button – Francis Scott Fitzgerald

Postado por: carlajaia  /  Category: Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Literatura Estrangeira, Teatro, Contos e Biografias

thecuriouscaseofbenjamitzt [Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button   Francis Scott FitzgeraldCaminhar contra o destino esperado. Ou num destino contrário. Ser um estranho caso, curiosamente observado e, pouco a pouco, esquecido. Benjamin, no filme, recebe afagos e mimos. Seu fazer-se diferente é lembrado a cada transformação, compreendido por quem lhe devota amor, celebrado, compartilhado, chorado e vivido. Eu chorei e vivi. Senti a melodia triste que embalava a tristeza do filme, e as palavras gentis que inventaram poesia num destino contrário ao tempo. F. Scott Fitzgerald, autor do conto que inspirou o filme, é bem menos benevolente. Benjamin não recebe afagos: é inteiramente entregue ao seu caminho torto, obrigado a assumir erro – ou acerto – de tornar-se o que não deveria ser. E persiste em tornar-se. Jovem a cada dia. Diferente e único. Mostrando-se um recém-nascido pleno de sabedoria. Um idoso de contornos delicados, suavemente amando coisinhas pequeninas e desfrutando de um esquecimento sem ressentimentos ou perdas. E sozinho nisso tudo. Também os outros dele se esquecem. Do velho sábio que já foi. Do pai amigo que se tornou. Do amante, do marido, do namorado, do homem. Sua diferença é notada apenas quando escandaliza. Quando assusta. Depois passa. Tudo passa. Mulher, amada, filho, pai, avô, universidade, e mesmo a última pessoa amada – uma babá.

Eu poderia dizer que se trata de uma história sobre solidão. Ou que se trata de um conto sobre a diferença. Sobre o desvanecer da vida no tempo. Sobre o erro do tempo. Mas penso-o como algo bem mais simples: O Estranho Caso é o caso de um caminho pleno de movimentos e transformações. E esquecimentos. Benjamin mostra que fazer-se é sempre diferenciar-se. Sempre um ato singular e incompreensível. Que se faz intenso no momento do possível. Não é um caso curioso. É o meu caso. O seu caso. O caso de ser sempre diferente entre os iguais. Uma criança outra entre as crianças. Um velho errado entre os velhos. Um marido aflito diante da eternidade de um casamento no qual o amor já não é o mesmo. Um pai que não é o pai que deveria ser, e que se faz a criança que o filho não gostaria de ver. Um filho que sabe mais do que os pais supõem. Um homem que é sempre mais e menos do que a vida exige. Benjamin é além-vida – de para além da vida ele se inventa, corajosamente apostando em seus erros e acertos. E Fitzgerald não se compadece dele. A vida, afinal, não se compadece nem afaga. Mas traz a intensidade possível para que nos diferenciemos.

Recomendo o filme pela sensibilidade clara e incontestável. Recomendo o conto pela linguagem misteriosamente familiar que usa para tratar do que é estranho.

por Carla Jaia

benjaminbuttonb [Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button   Francis Scott Fitzgerald

O Estranho Caso de Benjamim Button – Francis Scott Fitzgerald

DOWLOAD – Rapidshare

DOWNLOAD – Sharebee


214729434 [Resenha] O Curioso Caso de Benjamim Button   Francis Scott Fitzgerald

Vá além:

O Curioso caso de Benjamim Button, em Quadrinhos

Editora: Ediouro
Autor: F. SCOTT FITZGERALD
ISBN: 9788500024870
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 128
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Sucesso no Oscar, “Quem quer ser um Milionário” impulsiona a venda de livros

Postado por: PDL  /  Category: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

slumdogmillionairestriksz9 Sucesso no Oscar, Quem quer ser um Milionário impulsiona a venda de livrosLivros sempre ajudaram a vender filmes. A história e muitos post passados mostram isso. Mas quem disse que a recíproca também não é verdadeira? Você, assim como eu, provavelmente nunca tinha ouvido falar de “Sua pergunta vale um bilhão” antes do filme a que ele deu origem abocanhar 8 estatuetas no último Oscar, além de diversos outros prêmios pelo mundo. O fato é que parece que a história é mesmo muito boa, e pegando carona no sucesso já está em pré-venda a segunda edição do livro no Brasil. O filme por enquanto não deu as caras, dizem que estréia no próximo dia 06 de Março, mas se você não quiser esperar, é só baixar no final do post. Já para baixar o livro vamos ter que esperar bem mais, mas acho que é um investimento que vale a pena.

Ram Mohammad Thomas ganha uma fortuna num programa de televisão, mas os organizadores alegam que só mediante fraude um rapaz inculto como ele poderia responder a perguntas tão difíceis. Para explicar como o acaso o levou a saber aquelas respostas, Ram conta a uma advogada a história atribulada de sua vida nas megalópoles da Índia contemporânea.

Sua resposta vale um bilhão, romance de estréia do diplomata indiano Vikas Swarup, é uma narrativa à maneira das Mil e uma noites, com uma história central em que um personagem conta histórias para outro. O contador de histórias aqui é Ram Mohammad Thomas, um garçom de dezoito anos que ganhou um bilhão de rupias – o maior prêmio de todos os tempos – num programa televisivo de perguntas e respostas. Os organizadores do concurso, inadimplentes, se recusam a pagar o prêmio. Alegam que um garoto inculto como Ram não poderia conhecer as respostas, e o entregam à polícia para que ele seja torturado e confesse a fraude. Salvo por uma advogada, Ram terá de contar a ela a história de sua vida. Cada episódio explica como ele ficou sabendo coisas como o significado da inscrição “INRI”, que aparece nos crucifixos, e qual a maior condecoração por bravura concedida pelas forças armadas indianas. Unificadas pela presença do protagonista, herói picaresco que sempre acaba se saindo bem, graças a uma combinação de esperteza e sorte, as narrativas são ora cômicas, ora trágicas e apresentam um rico panorama da Índia contemporânea, onde passado e presente, miséria e opulência, religiosidade e comercialismo, ternura e violência se misturam.

cover 145879 600 Sucesso no Oscar, Quem quer ser um Milionário impulsiona a venda de livros

FILME – Slumdog Millionaire – Quem quer ser um Milionário
Tamanho
: 700mb
Formato: avi
Servidor: Megaupload

DOWNLOAD

LEGENDA – Slumdog Millionaire – Quem quer ser um Milionário

DOWNLOAD

LIVRO – Sua resposta vale um bilhão – Vikas Swarup

De: R$ 37,00 Por: R$ 29,60

COMPRAR


[Quadrinhos] Watchman – Allan Moore e Dave Gibbons – 12 edições – Passe aqui antes de passar no cinema!

Postado por: PDL  /  Category: DC Comics, Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Quadrinhos

watchmangs6 [Quadrinhos] Watchman   Allan Moore e Dave Gibbons   12 edições   Passe aqui antes de passar no cinema!

capadewatchmenxa3 [Quadrinhos] Watchman   Allan Moore e Dave Gibbons   12 edições   Passe aqui antes de passar no cinema!Mãos geladas, suor frio, palpitações, unhas roídas. Depois de mais de 20 anos de espera, fãs dos quadrinhos aguardam ansiosos a estreia de Watchmen nos cinemas, no dia 06 de Março. O filme é dirigido por , mesmo diretor de 300, uma ótima razão para ficarmos otimistas. Escrita por Alan Moore e ilustrado por Dave Gibbons, Watchmen foi publicado originalmente em 12 edições, entre os anos de 1986 e 1987. Para entender a razão para tamanha comoção, basta dizer que a série venceu várias vezes importantes prêmios como o Eisner Awards, Prêmio Kirby, além de ter ganhado honraria especial no Hugo Awards, única HQ a conseguir tal feito, já que se trata de um prêmio voltado para a literatura. Watchman também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances da historia, feita pela Revista Time desde 1923. O próprio trailer do filme (que você confere no final do post) chama Watchman de “a mais celebrada graphic novel de todos os tempos”.

Rasgações de seda à parte, Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país.

Nite Owl por Official Watchmen Photos

A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momento delicado no contexto da Guerra Fria e em vias de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos de super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos.

Na esteira dos preparativos para o grande momento, hoje o blog trás para os saudosos fãs o download das 12 edições originais em português, digitalizados pelo FARRA.  Se você ainda não conhecia, aproveite que ainda dá tempo de ler tudo antes de ir ao cinema! Aproveite também para ver o trailer do filme. Clique em “leia o resto” e aproveite”.

watchbb8 [Quadrinhos] Watchman   Allan Moore e Dave Gibbons   12 edições   Passe aqui antes de passar no cinema!

WATCHMEN – Edição definitiva

Junto com o filme, uma nova edição de Watchmen, essa edição de luxo, com capa dura, papel especial e formato diferenciado está sendo lançada.

Leia o resto >…

[Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de “Irmãos Karamázov” e “Anna Karenina”, vindas direto do russo

Postado por: PDL  /  Category: Dicas de Leitura, Informação e Cultura, Papo Cabeça

Gisele Arantes e Tiago Zanoli

“Os Irmãos Karamázov” e “Anna Kariênina” são, indubitavelmente, dois cânones da literatura mundial. Nos últimos anos, o leitor brasileiro teve a chance de se aproximar ainda mais dos textos desses dois mestres russos. A primeira obra, lançada em 1881 por Fiódor Dostoiévski, chega agora ao país em tradução direta do idioma original. Já o clássico de Liev Tolstói ganha versão mais apurada e fiel aos traços de linguagem do autor.

As traduções anteriores eram baseadas, especialmente, nas edições francesas e inglesas das duas obras. Na década de 90, a Editora 34 inaugurou a Coleção Leste, com clássicos de autores eslavos vertidos para o português direto do original, que tem “Os Irmãos Karamázov” entre os lançamentos mais recentes. Em seguida, veio a Cosac Naify, com a Coleção Prosa do Mundo e, recentemente, com a edição luxuosa de “Anna Kariênina”.

irmaossv6 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russo“Os Irmãos Karamázov”, último romance de Dostoiévski, é considerado a obra-prima do autor por representar uma síntese dos temas que o perseguiram ao longo da vida. Com um tom filosófico e policialesco, a obra narra as desventuras da família Karamázov, cujo patriarca, Fiódor, é um beberrão e hedonista que fez fortuna casando-se com duas mulheres de origem aristocrática.

Do primeiro matrimônio, nasce o impulsivo Dimitri; com a segunda esposa, Fiódor tem o intelectual Ivan e o místico Alieksiêi. O conflito principal envolve a disputa entre Fiódor e seu primogênito pela herança materna e o amor de Grúchenka, jovem de má fama. Uma série de desencontros e mal entendidos culmina com uma tragédia que promove a ruptura familiar.

Publicada no final de 1880, pouco antes da morte do autor, a obra foi aclamada pela crítica e influenciou pensadores, como Nietzsche e Freud – que o considerava “o maior romance já escrito” –, e sucessivas gerações de escritores.

A primeira tradução brasileira direta do original foi realizada em 1944 por Boris Schnaiderman, que negou-se a reeditar seu trabalho por considerá-lo falho. As demais chegaram a partir de traduções indiretas. Nesta nova versão, segundo o tradutor Paulo Bezerra, o leitor encontrará diferenças substanciais, dado seu esforço em reconstruir o texto na sua feitura original.

“Procuramos recriar na língua de chegada o estilo dostoievskiano, às vezes meio tosco, com seus períodos longos, seus volteios sintáticos bruscos, sua pontuação pouco usual para mentes educadas pela chamada ‘boa escrita’”, explica o tradutor, que estudou língua e literatura russas na Universidade Lomonóssov, em Moscou.

Para ele, nesse romance, a linguagem é um traço identificador de cada personagem, de seu nível cultural e social e do seu temperamento. “O modo de ser e falar dessas personagens é produto imediato da concepção dostoievskiana de romance, na qual as personagens são independentes do autor”, acrescenta, no posfácio da obra.

Obra de arte

annacf4 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russoEscrito entre 1873 e 1877, em forma de folhetim, pouco após a consagração de Tolstói com “Guerra e Paz”, Anna Kariênina foi considerado “perfeito como uma obra de arte” por Dostoiévski, opinião corroborada pelo conterrâneo Vladimir Nabokov, que destaca “a magia indefectível do estilo” do autor.

A obra é tida por muitos críticos como uma ponte entre as novelas realistas e modernas. No centro da ação, a relação extra-conjugal entre a protagonista – mulher belíssima casada como o aristocrata de meia-idade Kariênin – e um jovem militar.

Muito além de se restringir às dinâmicas da alcova, Tolstói discute, por meio dos personagens, aspectos relevantes da sociedade russa do final do século XIX, como os excessos da aristocracia, os direitos das mulheres e a hipocrisia religiosa, o que traduz a ânsia do escritor por participar dos debates em curso.

Antes de ser recebido de forma entusiástica pelos leitores, Tolstói chegou a abandonar a obra, após um ano e meio de trabalho. Além disso, por conta de seu conteúdo político, o editor recusou-se a publicar os capítulos finais de “Anna Kariênina” – que fizeram até Dostoiévski mudar de idéia sobre o romance. Contrariado, o autor financiou a publicação de folhetos avulsos.

Quanto ao estilo, o autor dá preferência à linguagem simples, até rude, em vez de construções requintadas. Segundo o tradutor Rubens Figueiredo, foi feito o possível para não desvirtuar o efeito brusco de certas composições de Tolstói nesta versão para o português.

Para se ter uma idéia, apenas uma frase – no capítulo XV – contém nada menos do que 146 palavras. “Gosto do que chamam incorreção. Ou seja, aquilo que é característico”, defendia Tolstói. “As frases longas e até dispersivas foram mantidas em sua integridade, ao contrário de outras traduções disponíveis, mesmo de língua inglesa e francesa, que as subdividem e como que as civilizam”, explica o tradutor.

Erros duplicados

Para o tradutor Antonio Carlos Vianna Braga, as versões indiretas podem fazer grande diferença para os leitores, sobretudo se o primeiro a verter o texto cometer algum erro, que pode ser duplicado na versão seguinte. “Os russos têm uma gramática diferente, o que exige um trabalho muito especializado”, observa.

Essa acuidade no processo de tradução, que para muitos pode soar como preciosismo, é, na verdade, a pedra de toque na canonização de obras literárias. É o que defende, por exemplo, o pós-doutor belga André Lefevere, professor de Filologia e especialista em estudos de tradução, que classifica – em seu livro “Tradução, Reescrita e Manipulação da Fama Literária” – aqueles que vertem obras literárias de “reescritores”.

“Acho que o tradutor é uma ponte fundamental entre culturas, línguas e épocas. É, acima de tudo, um trabalho criativo. O grande desafio é se ater ao original sem deixar de ser criativo, traduzir a obra de outro e, ao mesmo tempo, ter um texto próprio. Isso é trabalhar no limite do impossível”, afirma o escritor e tradutor Erlon Paschoal.

Antonio Carlos acrescenta que o tradutor é mal-remunerado e não consegue se sustentar com apenas uma tradução por mês. “Ele tem que correr atrás de outros trabalhos e fazê-los de forma rápida, por isso vemos barbaridades o tempo todo. Se em um clássico ou em um poema em inglês, que é um idioma mais comum, o cuidado precisa ser enorme, imagine com o russo”, completa ele, citando o antigo provérbio italiano de que “todo tradutor é um traidor” (um jogo de palavras com traduttore e traditore). ][

(Título Original: A arte de reescrever, via Gazeta Online)

Leia sem parar

tolstoixo5 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russoLiev Tolstói
Anna Kariênina
Cosac Naify
816 páginas
Tradução: Rubens Figueiredo

Quanto: R$ 99, em média.


dostoievskigl9 [Dicas de Leitura] Brasil ganha versões de Irmãos Karamázov e Anna Karenina, vindas direto do russoFiódor Dostoiévski
Os Irmãos Karamázov
Editora 34
1040 páginas
Tradução: Paulo Bezerra
Quanto: R$98, em média.

[Dicas de Leitura] A Filosofia de Andy Warhol – De A a B e de volta ao A – Andy Warhol

Postado por: PDL  /  Category: Dicas de Leitura, Informação e Cultura

1626 andy warhol1986 dup [Dicas de Leitura] A Filosofia de Andy Warhol   De A a B e de volta ao A   Andy Warhol

GUIA DE AUTO-AJUDA PARA CORAÇÕES DESESPERADOS
Andy Warhol resume amor, sexo, dinheiro, fama, trabalho, infância na Pensilvânia e revelações diárias na Nova Iorque dos anos 60 e 70
Por Fernando de Albuquerque

A FILOSOFIA DE ANDY WARHOL – DE A A B E DE VOLTA AO A
Andy Warhol

A versão original de A Filosofia de Andy Warhol foi lançada pela primeira vez em 1975 e revirou, como nenhum outro tipo de publicação, os meandros da vida o artista plástico mais icônico dos últimos cinquenta anos. Nas quase trezentas páginas do livro, Warhol teve toda sua vida devassada e revelado os principais medo e calafrios escondidos na pele de um homem cuja personalidade era tida como forte e inabalável. Apesar de ser assinado pelo próprio Warhol, o livro fora escrito por sua secretária, Pat Hackett, uma amiga, Brigid Berlin, e um ex-editor da Interview, Bob Colacello. Este útimo escreveria “barbaridades” sobre Warol no livro Holy Terror lançado no final dos anos noventa.

Já nas primeiras páginas, o leitor flagra uma conversa telefônica nem um pouco convencional entre o artista plástico e uma enigmática pessoa chamada de “B”. No decorrer do bate-papo ele pede conselhos e confidência toda a verve de seu sarcasmo: “minha grande ambição é comandar um shw de televisão”. A insanidade continua quando seu interlocutor defende a idéia dele ser presidente dos EUA e receber convidados sempre com uma peruca diferente. Tal como uma Michele Obama com muito mais senso de humor.

A conversa que pode ser encarada como tola e superficial exala em todas as suas frases a principal visão que Warhol tinha sobre a vida e a própria arte: o comércio. E sua “visão empreendedora” (?) está plenamente refletida em todas as linhas e mostra como ele procurou estudar os mínimos detalhes da indústria do espetáculo. Inventando um personagem para si e permitindo que este engolisse sua própria personalidade original.

E assim Warhol se transformou muito mais numa marca, numa grife, que violentava a cada instânte o próprio pensamento originário da produção artística do que alguém interessado em produção intelectual. Não foi a toa, por exemplo, qe ele trocou seu psicanalista por uma televisão.

13004064 [Dicas de Leitura] A Filosofia de Andy Warhol   De A a B e de volta ao A   Andy WarholE como artista empresarial, como ele mesmo almejou ser definido, Warhol singrou todos os EUA e Europa para se certificar que seus aforismos seriam um pleno sucesso editorial. E foi. O livro se tornou um best seller e rendeu um mar de fofocas sempre que Warhol era questionado sobre a real autoria da publicação.

E se ele defendia o imperativo dos 15 minutos de fama, fez de tudo para que Bob Colacello e sua amiga Brigid Berlin não levassem os louros sobre sua vida. E foi à França, à Itália e Inglaterra imprimir sua mão à crítica especializada. E assim ilustrar como a humanidade saiu da era da contemplação para entrar na da informação.

Cinema
Factory Girl, que chegou ao mercado brasileiro com um título que mais lembra uma comédia romântica de quinta, Uma Garota Irresistível, sintetizou a vida de Warhol exibindo o processo criativo e de imersão que era impresso dentro do estúdio de Warhol.

andy warhol gray andy warhol 109422 1280 800 [Dicas de Leitura] A Filosofia de Andy Warhol   De A a B e de volta ao A   Andy Warhol

TRECHOS DA OBRA

“Sou uma pessoa profundamente superficial.”

“No futuro, todos serão famosos por 15 minutos.”

“Cansei de dizer que todos, no futuro, serão famosos por 15 minutos. Agora, meu novo aforismo é: em 15 minutos, todos serão famosos.”

“Comprar é muito mais americano que pensar e eu sou absolutamente americano. Na Europa e no Oriente, as pessoas gostam de comerciar – comprar e vender, vender e comprar; são basicamente mercadoras. Americanos não estão interessados em vender – na verdade, eles preferem jogar fora a vender. O que eles realmente pensam é em comprar – pessoas, dinheiro, países.”

“Beleza não tem nada a ver com sexo. Beleza tem a ver com beleza, e sexo tem a ver com sexo.”

“Arte Empresarial é uma coisa melhor de se fazer do que Arte Arte, porque Arte Arte não sustenta o espaço que ocupa, enquanto a Arte Empresarial sim. (Se a arte empresarial não sustentar o próprio espaço, ela vai à falência).”

“Sempre gosto de trabalhar com restos, fazer as coisas de restos. É um procedimento econômico e engraçado.”

Clique aqui para comprar preços deste livro!

Via

Related Posts with Thumbnails