Um livro sempre extrapola o espaço de si mesmo, nos leva a lugares inimagináveis. Essa parece ser a ideia do ilustrador russo Mladen Penev, criador da série “The Power of Books”, que você confere abaixo. Seja explorando universos futuristas, com escritores como Isaac Asimov, em uma aventura subaquática, com Júlio Verne, ou investigando assassinos com Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle, o importante é que você abra um e se deixe surpreender.
Angry Birds é um jogo que nasceu para Iphone, virou uma verdadeira sensação e hoje já “pousou” em diversos outros sistemas, como Android, PC e recentemente até via internet. Trata-se de um game de estratégia que usa a conhecida fórmula de atirar coisas à distância para destruir/matar/eliminar o alvo, regulando antes a direção, força, etc. Mas o diferencial é que as “coisas” são passarinhos com diversas habilidades, e os “alvos” são porcos malignos que roubaram seus ovos.
Até aí nenhuma novidade, é provável que você até seja bastante íntimo desses pequenos seres emplumados. O que você não sabia é que os personagens de Angry Birds, entre muitos outros souvenirs, viraram marcadores de livros colecionáveis. Também pudera. Quem está sempre envolvido em mirabolantes manobras militares precisa mesmo gostar muito de ler.
Enquanto você espera pela última parte de Harry Potter a as Relíquias da Morte, último filme da saga Harry Potter, que tal conferir os quadrinhos dos cinco primeiros livros? Bem, não é exatamente uma adaptação das histórias para os quadrinhos, mas cada livro resumido em apenas uma página. E se o projeto da ilustradora Lucy Knisley perde em extensão, ganha muito em criatividade. Relembre as principais aventuras do bruxinho de um jeito divertido e bem humorado. Os balões estão em inglês, mas são poucos e não prejudicam o entendimento de quem é fã!
A artista Jim Rosenau se especializou em fazer estantes feitas de livros antigos. Afinal, o que pode ser melhor para guardar livros que os próprios livros? As peças estão à venda no site dela, mas os preços não tem nada de antigo. De toda forma, é uma excelente opção de decoração, que você pode imitar relendo nosso post “aprenda a fazer uma estante invisível“. Veja também outros posts de arte com livros.
Faz sentido que o Dia Internacional do Livro seja comemorado neste sábado, dia 23, pelo mundo afora. A data, estabelecida em caráter definitivo pela Unesco em 1996, homenageia dois gigantes máximos da literatura ocidental. O 23 de abril seria, por uma lenda repetida universalmente, o dia em que morreram, no mesmo ano, o espanhol Miguel de Cervantes (1547 – 1616), o inventor do romance moderno com Dom Quixote, e o inglês William Shakespeare (1564 – 1616), o inventor do humano, como o chama Harold Bloom.
Trata-se de uma das mais instigantes mitologias do universo literário, uma lenda que dota o terreno profano da literatura de uma data mágica ao estilo das Vidas de Santos (que antes eram muito mais comuns em livro). Dois dos pilares da literatura mundial viveram de fato na mesma época, mas a predestinação histórica que os teria feito partir ao mesmo tempo é ficção.
Para começar, da biografia de Shakespeare, autor de obras onipresentes em praticamente todo o mundo, sabe-se muito pouco. Embora tenha deixado quase 1 milhão de palavras de texto, apenas 14 delas são comprovadamente de seu próprio punho: o nome assinado seis vezes e as palavras “por mim” em seu testamento, como conta um de seus biógrafos, Bill Bryson, em Shakespeare: a Vida É um Palco. Há pouca informação mesmo sobre o dia de seu falecimento – têm-se registros de seus funerais, mas não a data exata do óbito.
Mesmo que tenha sido 23 de abril a data da morte de Shakespeare, não teria sido no mesmo 23 de abril de Cervantes pelo simples motivo de que, na época, a Espanha, onde Cervantes vivia, havia adotado, como bom país católico, o calendário imposto pelo papa Gregório em 1582. E Shakespeare vivia na Inglaterra protestante, frequentemente hostilizada pelo reino espanhol a serviço do Vaticano, e que ainda marcava o tempo pelo Calendário Juliano. A Inglaterra só adotaria o Calendário Gregoriano em 1751. Shakespeare, portanto, teria morrido no dia 3 de maio – 10 dias após o espanhol.
Mas quem vai dizer que a história não é boa? Sendo assim, para que insistir tanto na picuinha das datas? Para lembrar, talvez, que a literatura é em última instância uma construção paradoxalmente individual (na mente e no coração de cada leitor) e coletiva (na transmissão de leituras e cânones, de intepretações e até mesmo mitologias literárias com as quais os leitores se comprazem).
E que todo dia pode ser um bom Dia do Livro, como mostra o vídeo que a reportagem de Zero Hora fez com leitores que foi encontrando pelas ruas de Porto Alegre.